sábado, 1 de novembro de 2025

Ricardo Q. Pinheiro: Rio de Janeiro e a engrenagem da morte

Foi anteontem. O Rio de Janeiro, mais uma vez, serviu de palco habitual das mazelas da República. Helicópteros rasgaram o céu da favela; rajadas, correria, corpos rolando no chão. Mães se agarraram às portas, celulares trêmulos tentando registrar o que restava de luz. Horas depois, o governador Cláudio Castro surgiu em cadeia nacional para converter o sangue em manchete: “operação concluída, a inteligência atuou”. Estava inaugurada a campanha de 2026.

O sociólogo Loïc Wacquant, em uma frase, há décadas deu o quadro: quando o Estado social se retrai, o Estado penal se impõe. No Rio (não só), essa retração é programada. A austeridade corta horizontes, desmonta escolas, precariza vidas; em seguida, o aparelho punitivo toma seu lugar, disciplinando corpos sem futuro. A violência é a ferramenta de regulação. A política econômica e a política da bala são faces do mesmo projeto.

É oportuno olhar o Atlas da Violência 2025, produzido pelo IPEA. Ali, se formaliza o que a rua já conhece: enquanto o país vê uma pequena queda nas taxas gerais, o Rio caminhou na direção oposta, com aumento de 13,6% nos homicídios. Esses números têm endereço: são jovens negros sem empregos, sem escola, sem perspectiva. Onde faltam políticas públicas, cresce a justificativa punitiva – e, com ela, o aplauso de uma parte significativa do eleitorado que aprendeu a ver ordem na bala.

A juventude é o alvo. As estatísticas mostram aumento nas mortes entre 15 e 29 anos; entre adolescentes, a explosão é ainda mais brutal. E quando a contabilidade alcança crianças – 50% de aumento nas mortes entre 5 e 14 anos –, fica claro que não se tratam de “efeitos colaterais”: é desenho político. A execução aparece como resposta ao vazio social que a própria política de austeridade ajudou a produzir.

A pesquisadora Alba Zaluar vem insistindo numa leitura que hoje é central: a violência do Rio é um ecossistema, sustentado por circulação de armas, cumplicidade institucional e abandono social. O que era economia ilegal encontrou tradução na gestão pública — e o Estado passou a operar como parceiro e restaurador de uma “ordem” que sacrifica vidas. No governo atual, essa simbiose se institucionalizou: as operações são mensagens, as mortes, métricas; o aparelho repressivo se consolida, bloco por bloco.

Houve um momento de interrupção possível. A ADPF 635 mostrou que limitar procedimentos letais produz efeitos reais: mortes por intervenção policial caíram drasticamente – de 1.814 em 2019 para 699 em 2024 – e, com isso, também diminuíram os homicídios dolosos e roubos. Mas a contenção foi interpretada pelo governo como perda simbólica, não como ganho civilizatório. Assim, a estratégia foi reverter limites e reafirmar a estética do choque: liberar helicópteros, permitir operações perto de escolas, normalizar a artilharia urbana.

Esse movimento é um processo – a construção deliberada do nosso aparelho repressivo. É um projeto com roteiro eleitoral, pois parte da população o legitima como única solução possível. A violência funciona como espetáculo para uma plateia que, empobrecida e esmagada pela Bíblia neoliberal da eficiência, recebe no massacre a sensação imediata de “ordem”. O bordão – “bandido bom é bandido morto” – é pedagogia política que convence porque promete simplicidade onde faltam políticas públicas complexas.

O austericídio transformou a privação econômica em argumento moral. A austeridade prepara o terreno: corta futuro, elimina alternativas, cria inimigos; depois o aparelho punitivo executa a lição. O resultado é um círculo perfeito: quem perde tudo passa a ser identificado como ameaça; quem cruza esse limiar é punido com morte e exposto como exemplo. O Estado, assim, não só permite a violência – ele a modela, a racionaliza e a capitaliza politicamente.

A mesma mão que afaga as fintechs – vitrines reluzentes da austeridade – é a que customiza a lavagem de dinheiro das grandes redes do tráfico, arma a polícia e derruba o moleque-avião. O garoto que largou a escola para virar vapor, buscando uma grana pra sobreviver, é abatido pela mesma máquina que financia o seu patrão invisível. O circuito é perfeito: o capital se legitima no alto, a bala fecha a conta embaixo.

Ainda assim, a engrenagem encontra resistência – ruidosa e concreta. A mãe que não permite o silêncio, moradores que filmam e denunciam, defensores públicos que acumulam processos, jornalistas que persistem em nomear o que se tenta apagar. Esses gestos não são românticos: são a última barreira contra a normalização completa do extermínio. Na medida em que o aparelho repressivo se organiza, cada denúncia retém um pouco da liquidação moral que o poder busca.

O massacre de ontem funciona como demonstração de continuidade e recado. Ele disse o que o capital, vocalizado pela extrema-direita, quer que o país saiba: que a ordem se restabelece com medo, que a pobreza é punida com letalidade, que o ódio rende voto e garante o abismo social. Reconhecer isso é o primeiro passo para desmontar o aparelho que transforma a política em matança.

<><> Morro do Alemão: de zona rural a palco de guerra no Rio

Houve um tempo, no início do século 20, em que a Serra da Misericórdia, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era uma mata de formações rochosas e pouco habitada, cortada por alguns pomares, nascentes e casebres, inclusive de pau-a-pique. Cem anos mais tarde, seria o cenário da operação policial mais letal da história recente do Brasil, ocorrida na terça-feira (27/10) nas favelas do Complexo do Alemão e da Penha.

No dia seguinte, o governo estadual, comandado por Claudio Castro (PL), confirmou pelo menos 121 mortes, cifra que supera matanças como o massacre do Carandiru de 1992.

A longa história da área rural transformada no complexo de 15 comunidades, onde residem hoje 54 mil pessoas, começa com o polonês Leonard Kacsmarkiewcz. Radicado no Brasil, ele adquiriu cerca de sete hectares nos anos 1910, segundo registros históricos citados pelas pesquisadoras Patrícia Brandão Couto e Rute Imanishi Rodrigues em relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Conta-se que o imigrante, que teria chegado ao Brasil na esteira da Primeira Guerra Mundial, ganhou o apelido de "o Alemão", por conta da aparência que evocava ares europeus. O seu pedaço de terra se tornaria o Morro do Alemão, que separa o complexo homônimo do Complexo da Penha — esta, com 13 comunidades. Com mais de 50 mil habitantes, o Complexo do Alemão supera a população de 90% dos municípios brasileiros.

<><> "Aluguel de chão"

Nas três décadas seguintes às aquisições de Kacsmarkiewcz, algumas fazendas seriam registradas na região. Assim como em outras partes do Rio de Janeiro onde se formariam favelas, proprietários recorriam ao "aluguel de chão" — ou seja, o arrendamento de terras sem registro em cartório para pequenos produtores rurais.

Mas o polonês popularmente transformado em "alemão" apostou numa estratégia diferente. O marceneiro de profissão criou um precário loteamento urbano, sem infraestrutura, e passou a alugar os terrenos para moradias improvisadas.

"Os primeiros focos de ocupação do atual Complexo do Alemão foram incentivados pelo setor privado, posto que os proprietários locais se beneficiavam", escrevem as autoras do relatório do Ipea.

Kacsmarkiewcz se tornaria figura conhecida entre os locais por observar com uma luneta a movimentação na sua propriedade, conta o jornalista e historiador Thiago Gomide. "O chamado 'muro do Bope' (a estratégia da polícia para cercar os alvos da megaoperação desta semana) aconteceu exatamente onde ficavam as terras dele."

A partir da virada para os anos 1940, o Morro do Alemão e seus entornos receberiam milhares de pessoas, a contragosto de autoridades locais. Os novos moradores chegavam, em grande parte, para se juntar a parentes ou atraídos pelas ofertas de trabalho no polo industrial que emergia, facilitado pela inauguração da Avenida Brasil em 1946.

As primeiras ocupações irregulares do território aconteceriam nos anos 1950, quando a família Kacsmarkiewcz passou a vender os lotes mais altos.

<><> Boom depois dos anos 1980

Não seria até os anos 1970 e 1980, entretanto, que o fenômeno ganharia magnitude. Depois de um boom populacional, o censo de 2000 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou 65 mil moradores.

"Logo a família começou a perder tudo por causa das invasões, e não tivemos mais controle de nada", relata o vereador Vitor Hugo (MDB), que é bisneto do "alemão" e se apresenta como cria de Olaria, um dos bairros do entorno.

Quase nenhum Kacsmarkiewcz ficou na região por causa da rampante violência do último século. Mas as terras continuam no nome da família, segundo o bisneto do pioneiro.

O gabinete do vereador fica perto do Morro do Alemão, onde recebe demandas da população sobre riscos associado às moradias em encostas, buracos nas ruas e problemas de iluminação.

"Foram muitos anos de abandono", diz. Neste ano, ele virou alvo de falatório na internet ao propor um dia para homenagear as artesãs que fabricam os "bebês reborn". A Prefeitura vetou.

O nome Complexo do Alemão seria oficialmente adotado em 1993. Naquele ano, o Exército e a Polícia Federal chegaram a montar uma operação para tentar retomar o território do CV, nascido em 1979 no antigo presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande.

Mas o plano foi abortado na última hora a mando de Leonel Brizola, então no seu segundo mandato como governador estadual, conforme reportou o Correio Braziliense. Nos dois anos seguintes, pelo menos duas outras operações deixariam 27 mortos no Alemão.

<><> Penha, refúgio de escravizados

Já o Complexo da Penha tem no centro da sua história um quilombo num ponto de difícil acesso da Serra da Misericórdia. Era o refúgio de pessoas escravizadas no século 19, sob a proteção do abolicionista Padre Ricardo, da Igreja da Penha.

Lá nasceria o Quilombo da Penha e, nas primeiras décadas do século 20, se consolidaria como um dos berços da cultura afro-brasileira no Rio de Janeiro, com lendas e tradições próprias.

"Havia espaços onde o samba era apresentado nas ruas, antes do rádio, por figuras como Noel Rosa e Pixinguinha. Era também um lugar marcado pelo encontro de intelectuais e pelo cruzamento de festas. Mais tarde, a Vila Cruzeiro (uma das comunidades da Penha) seria marcada pelo desenvolvimento do funk," afirma Gomide. "Tudo isso marcou o Rio de Janeiro e o Brasil. Ali existe um universo de saberes."

Foi na Vila Cruzeiro que, em 2002, o jornalista Tim Lopes, da TV Globo, foi capturado e, depois, assassinado durante uma investigação sobre o abuso de menores num baile funk.

<><> Falência do Estado

A geografia do Alemão e da Penha, cercados de área verde e estradas de terra, é um dos fatores que torna a localização estratégica para o crime organizado. Os complexos tornaram-se uma espécie de bastião do CV, inclusive com estruturas sofisticadas.

Em 2010, quando três mil policiais e membros das Forças Armadas ocuparam os dois complexos, rodou o Brasil a imagem de supostos membros do CV fugindo, pelos corredores na mata, da Vila Cruzeiro ao Alemão. Mais tarde, a operação seria considerada um sucesso por garantir a entrada das forças de segurança no território, com o hasteamento de uma bandeira do Brasil.

Mas ao longo dos anos 2000 nem a ocupação policial, nem a participação do Exército, tampouco a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) se provariam eficientes em manter paz duradoura nas comunidades.

"Há uma relação de pouquíssimo contato entre Estado e favelas", prossegue Gomide. "O resultado disso costuma ser uma guerra que vai se repetir em duas semanas ou dois anos. É uma guerra sem fim," diz.

Em 2015 e 2019, as favelas do Alemão foram o cenário das mortes do menino Eduardo Ferreira Calei, de 10 anos, e da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, respectivamente. Ambos foram atingidos por tiros de fuzil durante confrontos entre policiais militares e o crime organizado.

A Vila Cruzeiro seria, em 2022, alvo de mais uma operação policial que ganhou manchetes país adentro ao deixar 23 mortos. Até então, era a segunda mais letal do estado do Rio de Janeiro, sendo apenas superada pelo massacre do Jacarezinho, quando 28 pessoas foram mortas.

•        Uso de drones por facções pode transformar conflito urbano em batalha aérea, diz pesquisador

O uso por integrantes do Comando Vermelho (CV) de drones armados para atacar as forças de segurança durante a Operação Contenção no Rio de Janeiro na terça-feira (28/10) indica um ponto de inflexão no tipo de confronto urbano travado entre o Estado e o crime organizado, aponta o ex-policial e pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Roberto Uchôa.

"O que aconteceu ontem no Brasil deixou evidente que o campo de batalha mudou, agora vai se disputar o céu", afirma Uchôa, que também é membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo o especialista, o Estado não tem mais a supremacia do espaço aéreo urbano como no passado, com organizações criminosas com amplo acesso a drones e ao conhecimento técnico necessário para transformá-los em armas.

Ainda de acordo com Uchôa, os traficantes estão próximos de dominar a tecnologia dos drones de primeira pessoa (First Person View – FPV), que permite ataques mais precisos e mortíferos.

"Já trabalhei na Polícia Civil e na Polícia Federal, mas não queria estar na rua nesse momento", diz o pesquisador. "Tenho preocupações sérias com essa nova realidade."

"Esses equipamentos são fabricados majoritariamente na China e vendidos livremente. É muito fácil comprar ou importar. Mesmo que se tente restringir, há manuais online para fabricá-los com impressoras 3D", afirma.

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram os veículos aéreos não tripulados sobrevoando os policiais e lançando granadas durante a ação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio.

A operação, que envolveu cerca de 2,5 mil policiais, deixou mais de 121 pessoas mortas, incluindo 4 policiais, e 113 presos, segundo os números oficiais das Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. A ação da terça-feira foi a operação policial mais letal já registrada no país.

Movimentos de direitos humanos classificam a operação como chacina e questionam sua eficácia como política de segurança.

O grande número de vítimas também foi criticado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que se disse "horrorizado" com a operação nas favelas.

"É assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones", declarou Cláudio Castro. Não há informações sobre feridos após os lançamentos.

<><> De ferramenta de espionagem a arma letal

O uso de drones pelo CV já era monitorado pela polícia. Há registros de traficantes da organização criminosa usando o equipamento para monitorar e planejar um ataque à milícia do Jardim Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em julho.

Antes disso, as autoridades já haviam identificado a utilização de drone para lançar uma granada por integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), organização rival do CV, na comunidade da Congonha, em Turiaçu (RJ).

Mas segundo Uchôa, essa foi a primeira vez que drones armados foram usados para atacar as forças de segurança. O pesquisador relaciona o ato com uma rápida e perigosa curva de aprendizado sobre técnicas de conflito.

O processo começou há anos, mas atingiu um novo patamar com o uso de explosivos e passou por três grandes fases de evolução: primeiro, os drones eram usados para transporte de drogas ou objetos em presídios, ou através de fronteiras.

Depois, para monitoramento de rivais e forças policiais; e agora, chegam à fase em que se tornam armas capazes de lançar granadas e bombas.

A inspiração, explica o pesquisador, vem diretamente da guerra na Ucrânia.

"Os ucranianos precisaram criar drones baratos e em larga escala para enfrentar o poder militar russo", afirma. "Mas hoje a tecnologia não demora mais para passar de um país a outro. Todo o conhecimento está disponível online."

E o Brasil não é o único país da América Latina onde os equipamentos estão sendo aproveitados pelo crime. No México, cartéis como o Jalisco Nueva Generación (CJNG) e o de Sinaloa, escalaram rapidamente seu uso.

O CJNG tornou-se pioneiro ao armar drones com explosivo plástico C4 e estilhaços improvisados para atacar rivais, chegando a institucionalizar essa capacidade com a criação de uma unidade especializada, os "Operadores Droneros".

Uchôa ressalta, porém, que o uso de drones na Ucrânia já entrou em uma quarta e nova fase com o uso de drones "suicidas", de primeira pessoa guiados por óculos especiais.

E, segundo ele, essa tecnologia deve chegar às organizações criminosas no Brasil em um futuro próximo.

"Esses drones são guiados diretamente até o alvo e explodem no impacto. O medo é que passem a ser usados para derrubar helicópteros ou atacar bases policiais", alerta.

Ele afirma que o avanço é preocupante porque rompe a superioridade aérea que o Estado mantinha.

"Antes, o domínio era dos helicópteros da polícia. Agora, as facções entenderam que também podem usar o espaço aéreo como campo de ataque", diz.

<><> Combate difícil e riscos

Segundo Uchôa, as forças de segurança ainda não têm respostas eficazes para lidar com esse tipo de ameaça. Existem tecnologias que interferem no sinal ou tomam o controle dos drones, mas todas apresentam riscos.

"Se você derruba um drone carregado com granada, ele pode cair sobre uma casa e matar uma família. É muito diferente de um campo de guerra, que você pode derrubar e não se preocupar com o efeito colateral."

Além disso, diz, já existem tecnologias que utilizam fibra ótica para barrar tentativas de interferência nos drones.

O ex-policial defende que o Estado deve investir mais em inteligência e investigação, e não apenas em confronto direto.

"Não adianta esperar a hora do confronto. É preciso monitorar o mercado, identificar se há pessoas comprando em grande escala", propõe.

<><> Ciclo de violência

Uchôa vê ainda nas operações policiais de grande escala um retrato de um ciclo que se repete há décadas: confrontos que produzem dezenas de mortos, mas não alteram a estrutura do crime.

"É o mesmo filme de 30 anos atrás, só que em uma escala maior", critica, afirmando que sempre que é necessário repetir uma operação como essa, é emitido um sinal de que a estratégia não está funcionando.

Para ele, o verdadeiro motor do crime organizado continua sendo o armamento pesado e o controle de territórios, que permite às facções dominar serviços e até influenciar eleições locais.

"O problema central do Brasil é a proliferação de armas de fogo. São elas que garantem o poder do crime e o terror nas comunidades", diz.

 

Fonte: Opera Mundi/Dw Brasil/BBC News Brasil

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário