sábado, 1 de novembro de 2025

Ana Maldonado, líder chavista: Se Venezuela resistir ao imperialismo, vai inspirar toda América

Nos últimos meses, Washington intensificou sua presença militar no Caribe, enviando navios de guerra, aeronaves e até um submarino nuclear para águas próximas à Venezuela, em meio a ataques extrajudiciais a embarcações pesqueiras. Para muitos, essa nova fase de agressão é bastante familiar — parte de uma campanha de guerra híbrida de décadas, projetada para minar a soberania da Venezuela. Nesse contexto, Cira Pascual Marquina conversou com Ana Maldonado, socióloga, coordenadora de relações internacionais da Frente Francisco de Miranda — um movimento chavista nacional — e membro do capítulo venezuelano da ALBA Movimentos. Nesta entrevista, Maldonado oferece sua perspectiva sobre como os venezuelanos estão vivenciando a mais recente escalada imperialista, reflete sobre a longa resistência do país à guerra híbrida e situa a ameaça atual dentro de uma luta mais ampla pela soberania na América Latina e no Caribe.

LEIA A ENTREVISTA:

·        Como o povo venezuelano está vivenciando essa nova escalada imperialista?

Ana Maldonado – O presidente Nicolás Maduro afirmou que, neste cenário de máxima pressão, nossa resposta deve ser a máxima preparação. Ao mesmo tempo, ele nos conclamou a combinar vigilância com calma, a continuarmos com nossas vidas cotidianas e a defender a paz com justiça social que tanto nos custou construir e preservar. Você pode ver isso claramente no fato de que, mesmo em meio à atual escalada militar, o novo ano letivo começou normalmente em todo o país. Mais de 20 mil instituições de ensino abriram suas portas sem interrupções, e mais de seis milhões de crianças e jovens retornaram às aulas, como fazem todos os anos nessa época. Embora estejamos de fato enfrentando uma séria ameaça de guerra, as pessoas também continuam com suas vidas cotidianas e isso, por si só, é uma vitória, já que o inimigo busca precisamente perturbar nossa vida.

·        As pessoas no exterior costumam se surpreender ao saber que a rotina diária aqui continua inalterada e que os venezuelanos não vivem em estado de pânico. Como você explica isso?

Este não é, de longe, nosso primeiro encontro com a agressão imperialista. As táticas podem mudar, mas a estratégia permanece intacta: guerra híbrida. Durante anos, o imperialismo dos EUA e seus aliados têm travado uma campanha implacável contra a Venezuela, começando especialmente em abril de 2002 com o golpe de Estado e a heroica contraofensiva do povo que restaurou a democracia. Isso foi seguido pela sabotagem à indústria petrolífera, as incursões mercenárias e as campanhas midiáticas globais contra a nossa democracia. Após o falecimento do Comandante Chávez, em 2013, iniciou-se um novo e constante período de agressão. Inicialmente, eles apostaram que não conseguiríamos realizar eleições pacíficas ou que o presidente Maduro jamais seria eleito. A narrativa dominante era: “Maduro não é Chávez”. Com esse argumento simplista, buscaram desmoralizar a base social chavista, insinuando que o projeto bolivariano não resistiria à perda do Comandante. No entanto, vencemos as eleições e, mesmo lamentando a morte de Chávez, o projeto continuou.Mas os EUA e seus agentes locais estavam determinados a não nos deixar continuar com nossa revolução. Em 2014, a oposição lançou uma campanha violenta chamada “La Salida” [A Saída], liderada pelo partido Voluntad Popular e por María Corina Machado, as mesmas facções que agora clamam abertamente por intervenção estrangeira. No ano seguinte, os Estados Unidos deram outro passo bélico: a ordem executiva de Obama, em 2015, declarando a Venezuela uma “ameaça não usual e extraordinária”. Essa ordem foi seguida pelo estrangulamento econômico de 2016, marcado por uma escassez deliberada destinada a tornar a vida cotidiana insuportável. Dez anos depois, continuamos sob um bloqueio que matou dezenas de milhares.

Em 2017, as facções mais extremistas da oposição voltaram às ruas com violência fascista, cometendo atrocidades como a queima de um jovem negro vivo, Orlando Figuera, alvejado simplesmente por aparentar ser chavista. Mais de 100 pessoas foram mortas durante esse período de terror fascista intensificado. O presidente Maduro respondeu convocando uma Assembleia Nacional Constituinte, erguendo mais uma vez a bandeira da paz e da democracia diante da violência fascista. Pessoas de todos os setores, incluindo moradores de bairros de classe média cujos centros de votação tinham sido atacados, puderam votar em paz no Poliedro de Caracas.

Desde então, nós temos vivido múltiplas fases de guerra híbrida: a autoproclamação de Juan Guaidó como “presidente interino” em 2019 e a “Batalha das Pontes”, quando a oposição tentou encenar uma operação de bandeira falsa na fronteira com a Colômbia sob o disfarce de um esforço de ajuda humanitária. Isso foi seguido por apagões massivos que deixaram o país na escuridão por dias e a Operação Gideon de 2020, recentemente mais exposta em uma entrevista de Max Blumenthal com seu organizador nos EUA, Jordan Goudreau, um ex-Boina Verde.

Nenhum desses incidentes foi isolado: são frentes coordenadas em uma guerra híbrida sustentada que combina agressão política, psicológica, econômica e militar.

No entanto, em cada um desses momentos, o governo e o povo organizado têm respondido de forma eficaz. Durante a sabotagem elétrica de 2019, por exemplo, as comunidades se mobilizaram para garantir o acesso à água e às necessidades básicas, enquanto a Operação Gideon foi derrotada pelos mesmos pescadores que agora estão sendo atacados no sul do Caribe. Então, voltando à sua pergunta original: sim, as pessoas estão em alerta porque a ameaça é real, mas também somos experientes e organizados. Sabemos que somos capazes de defender a Revolução com unidade e disciplina. Estamos em uma fase de preparação máxima, com milhões de pessoas se alistando voluntariamente na milícia e se preparando para a defesa da Pátria.

·        De fato, as pessoas não estão apenas se alistando na Milícia Bolivariana, mas também se preparando coletivamente. Você nos deu um relato histórico dos ataques enfrentados pela Revolução Bolivariana nos últimos 25 anos. Mas, como sabemos, a atual concentração militar no Caribe não é apenas contra a Venezuela: é um ataque ao continente. Como você entende suas implicações mais amplas?

A investida imperialista no Caribe não é novidade. O Haiti, até hoje, é punido por sua revolução de mais de dois séculos atrás e permanece sitiado. Agora, gangues armadas ligadas à República Dominicana também estão envolvidas. Porto Rico continua sofrendo com a despossessão capitalista, com cinco milhões de porto-riquenhos vivendo agora nos EUA, enquanto apenas três milhões permanecem na ilha. Enquanto isso, a Cuba revolucionária tem enfrentado um bloqueio brutal há muitas décadas. Entretanto, a recente concentração militar imperialista deve preocupar profundamente os povos da América Latina e do Caribe, uma vez que sinaliza uma mudança na política militar de Washington. Cerca de 10 mil soldados estadunidenses estão atualmente estacionados no Caribe, principalmente em Porto Rico, sem falar nos destróieres, no submarino nuclear e nas operações da força aérea.

Eles não estão lá apenas para ameaçar a Venezuela; este é o renascimento da Doutrina Monroe. Como Trump disse uma vez: “Por que pagar pelo petróleo venezuelano, se podemos simplesmente tomá-lo?”. É assim que eles pensam sobre os recursos do continente. Quanto se trata da Venezuela, além de se apoderar dos nossos recursos, os EUA também visam tirar nossa soberania e destruir o exemplo que representamos. Se nosso projeto tiver sucesso, inspirará todo o continente. Do Canadá à Patagônia, os povos lutam pela libertação, e a Revolução Bolivariana representa um exemplo vivo de como isso pode ser feito. Atacar a Venezuela serve a dois propósitos: saquear nossos recursos e extinguir o exemplo de democracia participativa. Desde 2021, a Venezuela tem experimentado um crescimento econômico renovado e o fortalecimento de suas comunas e do poder popular.É precisamente isso que Washington quer impedir: eles temem que os povos da América Latina, e até mesmo dentro dos Estados Unidos, se inspirem em nossa experiência.

·        Por que a escalada militar neste momento específico?

O lema de Trump, “Make America Great Again” [MAGA – Tornar os EUA grandes de novo, em tradução livre], é em si uma admissão de declínio. Os EUA não são mais o que eram, e suas elites estão desesperadas para recuperar o terreno perdido. Não obstante, mesmo dentro dessas elites, abundam as fraturas entre os neoconservadores, os fanáticos sionistas e o bloco MAGA. Suas contradições internas, com frequência, produzem decisões erráticas de política externa. Contudo, em um ponto todas concordam: a guerra é lucrativa. O complexo militar-industrial continua sendo central para a sustentação da economia dos EUA. Portanto, mesmo em meio a tensões internas, há um consenso bipartidário em torno da guerra como negócio. Antes dos recentes ataques a navios venezuelanos, o presidente Maduro alertou que eles poderiam tentar recriar um incidente do Golfo de Tonquim, pois a fome de guerra deles é insaciável. Ele estava certo: essa agressão é, em última análise, impulsionada pelo imperativo econômico de alimentar a máquina de guerra. Em um mundo pós-Guerra Fria, ela sobrevive por meio de “guerras quentes” perpétuas — e que alvo seria melhor que a Venezuela, rica em recursos e desafiadora da dominação imperial?

·        Vamos encerrar com Chávez. Ele declarou a Revolução Bolivariana anti-imperialista em 2004, mas, na verdade, ela sempre teve um caráter soberano e anti-imperialista. Você poderia refletir sobre o anti-imperialismo de Chávez?

De fato. A declaração formal ocorreu durante um comício histórico no Jardim Botânico em 2004, mas a Revolução foi bolivariana desde o início, e o próprio Bolívar era profundamente anti-imperialista. Ele alertou que os Estados Unidos pareciam “destinados pela Providência a infestar as Américas com miséria em nome da liberdade”. Esse mesmo espírito vive em nossa revolução desde o primeiro dia. Chávez reviveu o legado anti-imperialista de Bolívar já em 1977, quando criou o Exército de Libertação do Povo Venezuelano, cujo documento fundador consagrou o bolivarianismo e o anti-imperialismo como princípios orientadores. Posteriormente, em O Livro Azul [1991], delineou a visão de soberania e dignidade que ainda nos guia. O presidente Maduro chama esse texto de “bússola histórica” ​​que nos aponta firmemente, não importa quanto tenhamos que manobrar, em direção ao nosso objetivo estratégico: a defesa da soberania e a rejeição da dominação imperial. Para nós, ser anti-imperialista significa não apenas nos recusar a entregar nossos recursos, mas também defender nossa identidade, nossa dignidade e nossa própria existência. As elites do império não pertencem a lugar nenhum; elas querem que o mundo lhes pertença. Nós, por outro lado, nos definimos por pertencer a uma terra, a um povo e a uma história.É por isso que até agressões simbólicas — como a tentativa de eliminar a palavra “Bolivariana” do nome da República durante o golpe de 2002, ou zombar de nós, nos chamando de “venecos”, na tentativa de apagar nossa identidade — fazem parte da guerra.

·        O bolivarianismo e o anti-imperialismo também estão profundamente enraizados em sua organização, a Frente Francisco de Miranda. Pode nos contar um pouco sobre ela?

De fato. Em 2003, Fidel e Chávez fundaram a Frente Francisco de Miranda como um movimento de assistentes sociais bolivarianos e anti-imperialistas. Porém, o anti-imperialismo não se limita à minha organização; está na corrente sanguínea de milhões de venezuelanos que resistiram às imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI) desde 1989, e continuam defendendo o projeto bolivariano até hoje. Ser chavista é ser anti-imperialista. Chávez foi o primeiro presidente latino-americano a reconhecer a Palestina, apoiar a República Árabe Saarauí Democrática e falar da nossa dívida histórica com o Haiti. Seu apoio a essas e outras lutas de libertação não era apenas uma questão de palavras, mas também de apoio material. Ele também vinculou a defesa do Haiti a uma história que, para ele, não começou com Pétion e Dessalines, mas com Hatuey, o primeiro herói conhecido de uma rebelião anticolonial caribenha. Esse é o nosso Chávez — o Chávez anti-imperialista — cujo legado continua a nos guiar!

¨      Trump desmente imprensa dos EUA e nega ordem de atacar Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta sexta-feira (31/10) qualquer intenção de atacar a Venezuela quando foi questionado por jornalistas a bordo do Air Force One a respeito de recentes reportagens da imprensa norte-americana de que a Casa Branca considerava uma ofensiva ao país latino-americano. 

Sobre os supostos preparativos militares levantados inicialmente pelo Wall Street Journal, e posteriormente repercutidos pela imprensa global, o republicano apenas respondeu “não”. 

De acordo com fontes citadas pelos veículos locais, o governo dos Estados Unidos já teria definido os alvos específicos a atacar na Venezuela, o que incluiria algumas sedes militares utilizadas para o alegado “o contrabando de drogas”. No entanto, a decisão definitiva da ofensiva ainda não teria sido confirmada. Falava-se também na possível prisão do presidente Nicolás Maduro.

Pouco antes da negativa de Trump, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, também tentou conter os relatos, afirmando que “fontes não identificadas não sabem do que estão falando” e que “quaisquer anúncios sobre a política da Venezuela viriam diretamente do presidente”.

Desde setembro, Trump tem mobilizado uma operação militar em larga escala no Mar do Caribe, perto da costa venezuelana, justificando se tratar de um mecanismo de “combate ao narcotráfico” – argumento que é rejeitado pelos próprios congressistas republicanos. Em outubro, Washington também autorizou a atuação da agência secreta CIA sobre o território venezuelano. Até o momento, a Marinha norte-americana bombardeou pelo menos 15 embarcações perto da costa da nação latino-americana, causando dezenas de mortes. 

O presidente Maduro denuncia que essas operações têm natureza política e são destinadas a derrubar o seu regime. Contra as ameaças externas, na última sexta-feira (24/10) o líder bolivariano confirmou a criação de brigadas internacionais para defender a “independência, soberania e paz” nacionais em caso de agressão.

<><> O que dizia a imprensa dos EUA?

O norte-americano The Wall Street Journal informou sobre os planos de ataque preventivo que incluiriam instalações e bases estratégicas das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB). Segundo a reportagem, o governo Trump teria identificado alvos na Venezuela “que incluem instalações militares usadas para contrabandear drogas, de acordo com autoridades dos EUA familiarizadas com o assunto”.

“Se o presidente Trump decidir avançar com os ataques aéreos, disseram eles, os alvos enviariam uma mensagem clara ao líder venezuelano Nicolás Maduro de que é hora de renunciar”, escreveu o jornal.

Por sua vez, ao Miami Herald, fontes próximas ao assunto informaram que tais alvos poderiam ser atingidos “por ar em questão de dias ou mesmo horas” e que também visavam “decapitar a hierarquia do cartel”. 

“Maduro está prestes a se encontrar preso e pode descobrir em breve que não pode fugir do país, mesmo que queira”, disse uma fonte ao periódico. “O que é pior para ele, agora há mais de um general disposto a capturá-lo e entregá-lo, plenamente consciente de que uma coisa é falar sobre a morte e outra é vê-la chegando”.

A fala faz referência aos bastidores recentemente divulgados pela Associated Press (AP), na terça-feira (28/10). Segundo o veículo, em 2024, o ex-agente federal dos Estados Unidos Edwin López teria proposto o piloto-chefe de Maduro, Bitner Villegas, a desviar o avião presidencial de sua rota original e se destinar a um local onde autoridades norte-americanas pudessem capturar o líder bolivariano. Em troca, o piloto se tornaria “um homem muito rico”. O plano foi um fracasso porque Villegas se negou a aderir.

<><> EUA tentam designar ‘narcoterrorismo’

De acordo com a coluna de Jamil Chade, do portal UOL, o presidente Trump pretende usar a Cúpula das Américas, marcada para dezembro, para pressionar o bloco a classificar o crime organizado e os narcotraficantes como “terroristas”. De acordo com a apuração do colunista, nas negociações para o encontro entre os líderes, a diplomacia norte-americana tem insistido em garantir que o termo faça parte da declaração final.

A 10ª Cúpula das Américas, a ser realizada entre 4 e 5 de dezembro na República Dominicana, acontece sem a presença dos chefes de Estado da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum, que boicotaram o evento após o governo de Luis Abinader, no final de setembro, determinar a exclusão de Cuba, Nicarágua e Venezuela sob justificativa de buscar “evitar a polarização política”.

Uma vez que narcotraficantes são designados “narcoterroristas”, o governo norte-americano obtém o suposto direito de usar todos os meios, incluindo os bélicos, contra grupos terroristas que configurem uma segurança à nação.

Ainda de acordo com a coluna, o presidente argentino Javier Milei já declarou o apoio à proposta, enquanto países de gestões conservadores como Peru, Equador e Paraguai também devem seguir o exemplo. Já governos como o do Brasil, da Colômbia, do Chile e do Uruguai deverão se opor à inclusão do termo na declaração final.

¨      Rússia admite trabalhar ‘lado a lado’ da Venezuela para conter agressões dos EUA

O governo da Rússia difundiu nesta quinta-feira (30/10) um comunicado dizendo que o país está “trabalhando lado a lado da Venezuela” para enfrentar as ameaças sofridas pela nação sul-americana em função das ameaças dos Estados Unidos no Mar do Caribe.

A mensagem foi lida em uma coletiva de imprensa pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, e esclarece que Moscou está atuando “para atender às solicitações de Caracas”.

Estamos em contato frequente com um parceiro importante (a Venezuela) e trabalhando lado a lado para enfrentar ameaças existentes e potenciais”, acrescentou a funcionária russa.

Zakharova também afirmou que Rússia e Venezuela já trabalharam juntos em outros conflitos envolvendo tanto um lado quanto o outro.

“Essa é uma cooperação que nos ensinou a estar unidos e olhar os cenários com serenidade, mas também com confiança uns nos outros. Já superamos dificuldades no passado e estamos preparados para qualquer eventualidade”, frisou a diplomata.

Na quarta-feira (29/10), em outra coletiva, o porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitri Peskov, declarou que “a Venezuela é um Estado soberano e, em qualquer caso, partimos da premissa de que tudo o que acontece em relação à Venezuela deve ser feito de acordo com o espírito e a letra do direito internacional”.

Ambas as declarações dos funcionários russos acontecem em meio a novos ataques realizados pelas forças militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe, contra alvos supostamente ligados ao narcotráfico – embora Washington não tenha apresentado as provas que justifiquem tais ações.

O último ataque ocorreu nesta quarta-feira contra uma embarcação que navegava pelo Oceano Pacífico, e que resultou na morte de 14 pessoas.

Vale acrescentar que, além dos ataques à Venezuela, a narrativa norte-americana passou a incluir também a Colômbia na lista de países que supostamente apoiam o que a Casa Branca define como “narcoterrorismo”.

Ademais, esse relato busca criminalizar não só as duas nações como também os seus presidentes, Nicolás Maduro e Gustavo Petro, respectivamente.

 

Fonte: Diálogos do Sul Global/Opera Mundi/Brasil de Fato

 

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