segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Sistema de votação nos EUA favorece republicanos? O debate em torno do colégio eleitoral

Quando os mais de 240 milhões de americanos aptos a votar forem às urnas no próximo dia 5 de novembro, eles irão escolher entre a vice-presidente democrata Kamala Harris e o ex-presidente republicano Donald Trump.

No entanto, o candidato que receber o maior número de votos não será necessariamente o vencedor da eleição presidencial.

Nos Estados Unidos, o presidente não é eleito de maneira direta, e sim pelo chamado Colégio Eleitoral, que é formado por 538 delegados representando os 50 Estados americanos e o Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington D.C.

O candidato que conquistar o apoio da maioria do Colégio Eleitoral, ou seja, no mínimo 270 votos de delegados, é eleito presidente, independentemente de ter vencido o voto popular ou não.

Advertisement

Esse sistema, criado há mais de 200 anos, é muitas vezes criticado por distorcer o processo democrático e não refletir a vontade da maioria.

Tanto democratas quanto republicanos já foram beneficiados por esse método em diferentes anos eleitorais. Nos últimos pleitos, porém, a vantagem tem sido do Partido Republicano.

"Eu não diria que é favorável ao Partido Republicano de maneira geral. Mas tem sido assim nas últimas décadas", diz à BBC News Brasil o cientista político Hans Noel, professor da Universidade de Georgetown, em Washington.

“Quando há uma vantagem, às vezes beneficia um lado, outras vezes, o outro. Não é uma vantagem estrutural a favor dos republicanos”, ressalta Noel.

Em duas das últimas seis eleições presidenciais, apesar de o candidato democrata ter recebido a maioria do voto popular, foi o republicano que venceu no Colégio Eleitoral e, assim, chegou à Casa Branca.

Isso aconteceu em 2016, quando a democrata Hillary Clinton recebeu 2,9 milhões de votos a mais do que o republicano Donald Trump, mas mesmo assim perdeu a eleição. O desempenho de Trump em certos Estados e grupos demográficos garantiu a ele mais votos no Colégio Eleitoral.

Em 2000, o republicano George W. Bush também foi eleito apesar de ter perdido o voto popular para o democrata Al Gore.

Resultados como esses são raros, e o mais comum é que o Colégio Eleitoral reflita a escolha do voto popular. No entanto, caso haja discrepância na eleição deste ano, a expectativa de analistas é de que o candidato republicano seja novamente o beneficiado.

No mês passado, o estatístico Nate Silver calculou que Harris precisaria vencer o voto popular com pelo menos dois pontos e meio de vantagem para ser eleita no Colégio Eleitoral. Para garantir uma vitória “segura”, precisaria de margem de cerca de 4 pontos.

  • Votos desperdiçados

Quando o sistema de votação dos Estados Unidos foi estabelecido pela Constituição, em 1787, uma das preocupações era a de que “as massas” pudessem ser manipuladas ou não tivessem informações suficientes para eleger o presidente de forma direta.

“O povo escolhe os eleitores. Isso pode ser feito com facilidade e conveniência, e tornará a escolha mais criteriosa”, disse James Madison, um dos autores da Constituição, que se tornaria presidente de 1809 a 1817.

Nesse sistema, o voto popular serve simplesmente para indicar qual o candidato favorito em cada Estado. Com base nos resultados das eleições gerais, os Estados escolhem delegados, chamados de “eleitores”, para enviar ao Colégio Eleitoral.

Esses delegados são nomeados pelo partido político estadual do candidato vencedor do voto popular naquele Estado, e se comprometem a votar no nome escolhido pelos eleitores comuns.

Cada um dos 50 Estados tem suas próprias regras para alocar delegados. Em 48 deles, o candidato que recebe mais votos leva todos os delegados, mesmo que a vitória tenha sido por apenas um voto de vantagem.

Isso leva a muitos votos “desperdiçados”. Em grandes Estados que historicamente votam nos democratas, como Califórnia ou Nova York, candidatos do partido costumam vencer com ampla margem, o que impulsiona seu desempenho no voto popular nacional.

“Eles (democratas) conseguem muito mais votos nesses Estados do que precisam para vencer”, diz à BBC News Brasil o cientista político Jonathan Hanson, da Universidade de Michigan.

Em 2016, Clinton venceu o voto popular nacional graças aos mais de 4 milhões de votos de vantagem que obteve na Califórnia. No entanto, bastaria um voto de vantagem para levar todos os delegados do Estado.

Os milhões de votos extras recebidos, apesar de aumentarem o resultado no voto popular nacionalmente, não fazem diferença no Colégio Eleitoral.

“De certa forma, esses votos extras são desperdiçados, porque seria preferível que estivessem em outro Estado (mais competitivo)”, observa Hanson.

Os Republicanos, por sua vez, costumam vencer no Texas e na Flórida, que também são Estados grandes. Mas essas vitórias têm margem menor e, portanto, menos votos desperdiçados

A vitória apertada para os republicanos nesses casos significa que os democratas também receberam muitos votos nesses Estados, mas não o suficiente para vencer e levar os delegados. A derrota por pouca margem se traduz em milhões de votos desperdiçados para o lado perdedor.

“Em muitos Estados há votos desperdiçados, em ambas as direções”, salienta Hanson. “Mas, de modo geral, os democratas estão desperdiçando muito mais votos do que os republicanos.”

  • Disparidades entre Estados

 Outra crítica comum ao Colégio Eleitoral é a de que os votos de alguns eleitores têm mais peso do que os de outros, e que Estados menores e rurais, onde os republicanos costumam ter força, ganham proporcionalmente mais delegados.

Isso ocorre porque cada Estado tem direito a um número de delegados igual ao da sua bancada na Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados) e no Senado.

Enquanto o número de deputados é proporcional ao de moradores e baseado no Censo, o de senadores é fixo, com dois por Estado, independentemente do tamanho da população.

Assim, a Califórnia, Estado mais populoso do país, com quase 39 milhões de habitantes, tem o mesmo número de senadores que Wyoming, o menos populoso, com menos de 600 mil habitantes. Isso se reflete no Colégio Eleitoral.

No total, Wyoming tem três delegados no Colégio Eleitoral, equivalente a um para cada cerca de 200 mil habitantes. A Califórnia tem 54, ou seja, um para cada cerca de 722 mil moradores.

“Estados pequenos têm muito mais poder eleitoral por pessoa do que Estados muito populosos. Há um viés rural inerente no Colégio Eleitoral”, diz Hanson. “Se isso beneficia republicanos ou democratas em um ano específico é uma questão à parte.”

O sistema eleitoral dos Estados Unidos também dá peso desproporcional a um pequeno grupo de eleitores em um punhado de Estados considerados decisivos, chamados de “swing states”, ou “Estados-pêndulo”, pois podem pender para um partido ou outro, sem preferência clara.

Essa característica contrasta com a maioria dos outros Estados, onde um dos dois partidos sempre tem clara vantagem, deixando o adversário sem chances reais de obter a maioria dos votos e, assim, conquistar todos os delegados.

Os Estados considerados “swing states” mudam a cada eleição, dependendo de fatores como resultados anteriores, pesquisas e mudanças demográficas, entre outros. Neste ano, são Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin.

Pesquisas mostram Harris e Trump praticamente empatados nesses Estados, e é neles que as campanhas estão investindo todos os seus recursos, pois sabem que dependem desse grupo reduzido de eleitores para vencer.

Avanços tecnológicos e novas ferramentas permitem cada vez mais precisão para concentrar os esforços em determinados grupos demográficos e na pequena fatia de eleitores nesses Estados que ainda estão indecisos.

Como o voto não é obrigatório no país, parte dos esforços também é convencer esses eleitores a comparecer às urnas.

Além disso, o próprio número de “swing states” vem diminuindo a cada pleito. Tudo isso reduz cada vez mais o universo de eleitores que recebem atenção dos candidatos, que nem sempre é representativo da maioria do país.

“Os candidatos estão focados apenas nesses sete Estados”, observa Hanson. “Em muitos (outros) Estados, (a disputa) não é competitiva e, essencialmente, seu voto para presidente não importa tanto.”

  • Maioria prefere voto popular

Tendências recentes sugerem que o Colégio Eleitoral poderá ficar mais alinhado com o voto popular no futuro. Trump surpreendeu analistas ao conquistar o apoio de muitos eleitores negros e latinos, e poderá ser o candidato presidencial republicano com o melhor desempenho nessas duas fatias do eleitorado em 60 anos.

Esses grupos ainda votam majoritariamente nos democratas, mas o percentual vem caindo. Em 2020, Biden conquistou o voto de 90% dos eleitores negros e 62% dos latinos, mas pesquisas indicam que Harris deverá levar, respectivamente, 78% e 56%.

A distribuição geográfica desses eleitores, porém, significa que os ganhos de Trump devem ter impacto limitado no resultado final neste ano.

Um exemplo é a Califórnia, que tem grande população de origem latina. Mesmo que Trump aumente seu percentual nessa fatia do eleitorado, não será o suficiente para ganhar a maioria dos votos no Estado (e, assim, conquistar seus delegados).

No Texas e na Flórida, onde também há grande população latina, os republicanos já devem obter a maioria e levar todos os delegados. Nesses Estados, os ganhos de Trump, apesar de aumentarem a margem de vitória, não devem mudar o resultado no Colégio Eleitoral.

No caso dos eleitores negros, muitos também estão concentrados em Estados que já votam em republicanos, como Mississippi.

“Se Trump começar a ganhar espaço entre os eleitores negros e latinos, isso poderá reduzir as margens em Estados como Califórnia. E poderá aumentar a margem republicana em locais como Texas e Flórida”, diz Noel.

“Isso reduziria a desconexão entre o voto popular e o Colégio Eleitoral em relação aos republicanos.”

Pesquisas de opinião ao longo das décadas indicam que a maioria dos americanos gostaria de abolir o Colégio Eleitoral. Na mais recente, divulgada no mês passado pelo instituto Pew Research Center, 63% dos entrevistados disseram preferir que o vencedor do voto popular seja o eleito.

Segundo os Arquivos Nacionais dos EUA, nos últimos 200 anos mais de 700 propostas para reformar ou eliminar o Colégio Eleitoral foram apresentadas ao Congresso. Mas qualquer mudança dependeria da aprovação de emenda constitucional, o que não ocorreu até hoje.

 

¨      Como são realizada as eleições nos EUA

"As eleições nos Estados Unidos são realizadas a cada dois anos, variando entre eleições federais, estaduais e municipais. As eleições federais ocorrem a cada dois anos, com eleições presidenciais a cada quatro anos e congressionais bienais, nas quais são eleitos senadores com mandatos de seis anos e representantes da Câmara para mandatos de dois anos, influenciando a política nacional. As eleições estaduais nos Estados Unidos, realizadas geralmente a cada dois anos, incluem a escolha de governadores, legisladores estaduais e outros cargos, variando conforme as regras de cada estado, e são cruciais para a governança local e políticas públicas. As eleições municipais nos Estados Unidos variam conforme a cidade, com cargos como de prefeitos e vereadores sendo disputados em anos pares ou ímpares, influenciando diretamente questões locais como segurança pública, transporte e serviços municipais.

<><> Resumo sobre eleições nos Estados Unidos

As eleições nos Estados Unidos são realizadas a cada dois anos, variando entre eleições federais, estaduais e municipais.

Desde a fundação dos Estados Unidos em 1776, as eleições evoluíram de um sistema restrito a homens brancos proprietários de terras para um processo democrático inclusivo. Atualmente, o direito ao voto nos Estados Unidos é garantido para todos os cidadãos adultos, independentemente de raça, gênero ou condição financeira.

As eleições federais nos Estados Unidos ocorrem a cada dois anos, com eleições presidenciais a cada quatro anos e congressionais bienais, em que são eleitos senadores com mandatos de seis anos e representantes da Câmara para mandatos de dois anos.

As eleições presidenciais nos Estados Unidos utilizam um sistema indireto com base no Colégio Eleitoral, em que os eleitores selecionados pelos estados votam no candidato que venceu a maioria dos votos populares em seus estados.

A próxima eleição presidencial nos Estados Unidos ocorrerá em 5 de novembro de 2024, tendo como principais candidatos Kamala Harris pelo Partido Democrata e Donald Trump pelo Partido Republicano.

As eleições estaduais nos Estados Unidos, realizadas geralmente a cada dois anos, incluem a escolha de governadores, legisladores estaduais e outros cargos, variando conforme as regras de cada estado, e são cruciais para a governança local e políticas públicas.

As eleições municipais nos Estados Unidos variam conforme a cidade, com cargos como de prefeitos e vereadores sendo disputados em anos pares ou ímpares, influenciando diretamente questões locais como segurança pública, transporte e serviços municipais.

As eleições nos Estados Unidos são marcadas por peculiaridades como o sistema de Colégio Eleitoral, a importância do voto pelo correio, o complexo processo de primárias e caucuses, variações no turnout eleitoral, e debates sobre financiamento de campanhas e segurança da votação eletrônica.

<><> Contexto histórico das eleições nos Estados Unidos

As eleições nos Estados Unidos têm uma longa e complexa história que remonta ao período colonial. Desde a fundação do país, em 1776, a estrutura eleitoral tem evoluído significativamente. A Constituição dos Estados Unidos, ratificada em 1788, estabeleceu as bases para o sistema eleitoral atual, incluindo a criação de um governo federal com um presidente eleito.

No início, o direito ao voto era restrito a homens brancos proprietários de terras, mas, ao longo do tempo, emendas à Constituição e movimentos sociais ampliaram esse direito. A Décima Quinta Emenda (1870) proibiu a discriminação racial no voto, a Décima Nona Emenda (1920) garantiu o voto feminino, e a Vigésima Quarta Emenda (1964) aboliu a exigência de impostos para votar. O Voting Rights Act de 1965 foi crucial para eliminar barreiras raciais e garantir o acesso ao voto para minorias raciais.

Desde então, as eleições nos Estados Unidos têm sido caracterizadas por um processo democrático robusto, embora não sem controvérsias e desafios, como fraudes eleitorais e questões de financiamento de campanhas.

<><> Eleições federais nos Estados Unidos

As eleições federais nos Estados Unidos ocorrem a cada dois anos, com eleições para a presidência a cada quatro anos e para o Congresso a cada dois anos. O Congresso é composto por duas câmaras: o Senado e a Câmara dos Representantes.

Os senadores são eleitos para mandatos de seis anos, com um terço do Senado sendo renovado a cada dois anos. A Câmara dos Representantes, por outro lado, é composta por membros eleitos para mandatos de dois anos, com todos os 435 assentos sendo disputados a cada eleição.

Essas eleições são fundamentais para a formação do governo federal e influenciam significativamente a política nacional. O processo de eleição inclui primárias e caucuses, em que os partidos escolhem seus candidatos, seguidos pelas eleições gerais.

<><> Como funcionam as eleições presidenciais nos Estados Unidos?

As eleições presidenciais nos Estados Unidos são realizadas a cada quatro anos, no primeiro domingo após a primeira segunda-feira de novembro.

O sistema eleitoral presidencial é indireto e se baseia no Colégio Eleitoral, composto por 538 eleitores. Cada estado possui um número de eleitores equivalente ao número de seus representantes no Congresso (senadores mais representantes). Os eleitores do Colégio Eleitoral são geralmente selecionados pelos partidos políticos e comprometidos a votar no candidato que vencer a maioria dos votos populares em seu estado. A maioria dos estados adota o sistema "winner-takes-all", em que o candidato que ganha a maioria dos votos populares em um estado recebe todos os votos eleitorais daquele estado. Dois estados, Maine e Nebraska, utilizam um sistema proporcional.

Para vencer a eleição, um candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos do Colégio Eleitoral, ou seja, pelo menos 270 votos. Se nenhum candidato alcançar essa maioria, a eleição é decidida pela Câmara dos Representantes, com cada estado tendo um voto.

<><> Eleições estaduais nos Estados Unidos

As eleições estaduais nos Estados Unidos variam amplamente entre os estados, mas geralmente ocorrem a cada dois anos, coincidindo com as eleições federais. Os eleitores escolhem governadores, membros das legislaturas estaduais, secretários de Estado, procuradores-gerais e outros cargos estaduais.

Os governadores são geralmente eleitos para mandatos de quatro anos, embora alguns estados tenham mandatos de dois anos. As legislaturas estaduais variam em tamanho e estrutura, com senadores estaduais e representantes estaduais sendo eleitos para diferentes períodos, conforme definido por cada estado. As eleições estaduais são cruciais para a governança local, influenciando políticas públicas, educação, saúde, infraestrutura e muitas outras áreas que afetam diretamente a vida dos cidadãos.

<><> Eleições municipais nos Estados Unidos

As eleições municipais nos Estados Unidos também variam amplamente, dependendo da cidade e do município. Os cargos disputados podem incluir prefeitos, vereadores, conselheiros escolares e outros cargos locais. As eleições podem ser realizadas em anos pares ou ímpares, e em algumas cidades são realizadas de forma não partidária, ou seja, sem filiação partidária declarada. Os prefeitos geralmente são eleitos para mandatos de quatro anos, embora isso também possa variar. As eleições municipais também são essenciais para a governança local, afetando diretamente questões como segurança pública, transporte, planejamento urbano e serviços municipais.

<><> Curiosidades sobre eleições nos Estados Unidos

# Colégio Eleitoral: o sistema de Colégio Eleitoral é uma das características mais únicas das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Criado pelos fundadores do país como um compromisso entre a eleição do presidente pelo Congresso e a eleição por voto popular direto, esse sistema tem sido objeto de debates intensos e pedidos de reforma.

# Eleitores fantasmas: alguns estados, como Wyoming, têm uma representação desproporcionalmente alta no Colégio Eleitoral em relação à sua população, devido ao sistema de distribuição de eleitores. Isso significa que o voto de um cidadão em um estado menos populoso pode ter mais peso do que em um estado mais populoso.

Voto pelo correio: o voto pelo correio é uma prática comum em muitos estados, permitindo que os eleitores enviem suas cédulas antes do dia da eleição. Esse método se tornou especialmente popular durante a pandemia de covid-19.

# Primárias e caucuses: o processo de seleção de candidatos nos Estados Unidos é complexo, envolvendo primárias (eleições internas) e caucuses (assembleias de eleitores). Iowa e New Hampshire são tradicionalmente os primeiros estados a realizar essas disputas, ganhando atenção significativa.

# Turnout eleitoral: a participação eleitoral nos Estados Unidos varia amplamente entre diferentes eleições. As eleições presidenciais geralmente têm uma participação mais alta do que as eleições de meio de mandato (midterms).

# Proibições e restrições: algumas regras eleitorais variam por estado, incluindo leis que proíbem ex-criminosos de votar, requisitos de identificação de eleitor e procedimentos de registro de eleitores.

# Tecnologia de votação: as tecnologias de votação também variam, com alguns estados utilizando cédulas de papel e outros adotando máquinas de votação eletrônica. As preocupações com a segurança e a integridade do voto eletrônico têm levado a debates sobre o melhor método de votação.

# Financiamento de campanha: o financiamento de campanhas eleitorais é uma questão crítica nos Estados Unidos, com enormes somas de dinheiro sendo gastas em campanhas presidenciais e legislativas. A Citizens United v. FEC (2010) foi uma decisão da Suprema Corte que permitiu maior liberdade para o financiamento de campanhas por corporações e sindicatos."

 

Fonte: BBC News Brasil/Brasil Escola

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário