UE
sob pressão após "avalanche" de imigrantes em Ceuta
A União Europeia (UE) realizou uma
reunião de urgência nesta terça-feira (04/08), após 22 dos 27 países do
bloco cobrarem em carta aberta uma resposta à crise migratória em Ceuta depois de a fronteira do enclave espanhol no norte da África colapsar com a chegada súbita de dezenas de milhares
de imigrantes vindos do Marrocos. Em carta aberta aos dirigentes do bloco, os
países cobraram uma "resposta coordenada", com "rápida
mobilização dos instrumentos disponíveis da UE e o apoio necessário à Espanha
para restabelecer o controle efetivo da fronteira externa da União e evitar
novas travessias descontroladas".
A
iniciativa, capitaneada por Itália, Alemanha e Dinamarca, cita especificamente
o reforço do apoio da guarda de fronteira Frontex e uma avaliação
da cooperação da UE com o Marrocos. Também no sábado, a Espanha anunciou que a
maioria das pessoas que cruzaram a fronteira – a nado ou a pé – já retornou
voluntariamente ao Marrocos.
Autoridades
locais estimam que um total de 60 mil imigrantes tenham entrado no território
espanhol de apenas 18,5 quilômetros quadrados e cerca de 85 mil habitantes
entre a quinta e a sexta-feira.A "corrida" à fronteira deixou ao
menos 67 mortos, entre afogados e pisoteados, segundo o balanço mais recente do
Ministério do Interior espanhol."O retorno das pessoas teve início de
forma satisfatória, mas o processo precisa ser completado", assinalou o
governante de Ceuta, Juan Jesus Vivas. "A cidade ainda não voltou ao
normal."
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Premiê espanhol critica "egoísmo" de membros da UE
As
cenas de caos em Ceuta aumentaram tensões as políticas dentro da União
Europeia. O governo espanhol convocou a embaixadora da Itália após integrantes
da coalizão liderada por Giorgia Meloni defenderem a suspensão da Espanha
do espaço Schengen, apesar de Ceuta não
fazer parte da área de livre circulação.
A
Espanha ressalta que a entrada irregular em Ceuta não garante permanência na
Espanha ou livre circulação pela Europa.
A
presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que "nem
uma única pessoa chegou à Espanha continental nem ao restante da União
Europeia".
A
medida entrou em vigor neste sábado, válida para cidadãos de fora da UE que
viajem à Itália a partir da Espanha, no que foi lido por críticos como um
gesto mais simbólico do que efetivo. Não havia indicação de que os migrantes
tivessem intenção de seguir viagem à Itália, que não faz fronteira com a
Espanha.
Além
da Itália, diversos outros
países sugeriram a suspensão da Espanha do espaço Schengen.
Também
em carta aos dirigentes da UE, o premiê espanhol Pedro Sánchez lamentou que o
episódio tenha servido para alimentar "preconceitos, notícias falsas,
ignorância ou interesses políticos", numa referência à reação de partidos
conservadores e de ultradireita, que considerou "egoísta, polarizante e
ilegal".
Sánchez,
contudo, apoiou a realização de uma reunião de crise por videoconferência.
"A
solidariedade e a empatia são voluntárias. O respeito aos tratados europeus e
aos dados, não", escreveu Sánchez na plataforma X na noite de sexta-feira,
citando dados da UE que mostram que a Espanha não é o principal ponto de
entrada da migração irregular para o bloco de 27 países.
O
governo francês saiu em defesa de Sánchez. O ministro francês do Interior,
Laurent Núñez, disse não haver razão para suspender o país do Acordo de
Schengen, destacando uma "cooperação muito boa" com o vizinho no
combate à imigração irregular.
Ainda
assim, a França apertou os controles na fronteira com a Espanha e disse
que vai quintuplicar o efetivo policial ainda neste sábado.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez da agenda anti-imigração um
dos pilares de seu período na Casa Branca, usou os
termos "catástrofe" e "invasão" para
referir-se na sexta-feira à situação em Ceuta.
Ele
procurou relacionar a crise no território espanhol às eleições de meio de
mandato que enfrentará em novembro, afirmando: "A mesma coisa vai
acontecer conosco se os republicanos não forem eleitos, só que pior, em uma
escala muito maior."
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"Profunda preocupação"
Após
expressarem "profunda preocupação com os recentes acontecimentos na
fronteira externa da União Europeia em Ceuta", os 22 países que assinam a
carta afirmam estar determinados a "impedir que traficantes de pessoas
coloquem em risco a integridade das fronteiras externas da União".
O grupo
atribui o episódio a uma recente decisão da Justiça espanhola que barrou a
expulsão imediata de migrantes interceptados no mar, que teria incentivado o
"abuso" do sistema europeu de migração e asilo. E também culpou a
política migratória mais permissiva de Sánchez, que lidera um governo de
esquerda.
"Temos
o dever de dissuadir de forma eficaz e combater sem tréguas a migração
irregular, coordenando nossas ações, reforçando nossas fronteiras externas e
abordando todas as políticas que possam atuar como fatores de atração, como
a regularização de um grande número de
migrantes irregulares",
afirma a carta.
A
oferta recente do governo espanhol para regularizar imigrantes, contudo,
abrange apenas requerentes de asilo que estavam no país antes do final de 2025.
Não beneficia, portanto, imigrantes recém-chegados.
Outros
fatores não citados na carta à UE, incluindo tensões diplomáticas com o Marrocos, podem ter
contribuído para a crise. O país árabe não reconhece oficialmente como
territórios espanhóis Ceuta e Melilla, ambas no continente africano, e
frequentemente se refere às duas cidades como áreas ocupadas, embora elas
estejam há séculos sob domínio da Espanha.
"É
possível que a migração esteja sendo usada estrategicamente como instrumento de
pressão por partes interessadas", disse a vice-presidente do Parlamento
Europeu, a social-democrata Katarina Barley, ao grupo de mídia Funke. "Por
isso, a União Europeia deveria agora permanecer unida ao lado da Espanha e
apoiar o país para que consiga colocar a situação local sob controle."
Voltando
à carta, os europeus destacam que o bloco não pode permitir "travessias
massivas descontroladas", a instrumentalização da migração ou outras
ameaças híbridas que criem a percepção de que a entrada ilegal na UE é possível
e pode resultar em permanência legal.
"Os
acontecimentos dos últimos dias exigem uma resposta europeia imediata e
coordenada. Saudamos a estreita cooperação entre Espanha e Marrocos para
garantir o rápido retorno dos migrantes que entraram ilegalmente e o fato de
que um grande número deles já tenha regressado. Confiamos que, com o apoio da
União Europeia, a situação atual será plenamente controlada", acrescentam.
Itália,
Dinamarca e os demais signatários afirmam estar dispostos a "adotar todas
as medidas necessárias, em conformidade com o Direito da União Europeia e o
Código de Fronteiras Schengen, para salvaguardar a ordem pública e enfrentar os
riscos decorrentes dos movimentos secundários, inclusive por meio do reforço ou
da reintrodução temporária de controles nas fronteiras internas".
Além de
Itália, Dinamarca e Alemanha, assinam a carta aberta à UE Áustria, Bélgica,
Bulgária, Chipre, Croácia, República Tcheca, Estônia, Finlândia, Grécia,
Hungria, Lituânia, Letônia, Malta, Países Baixos, Polônia, Romênia, Eslovênia,
Eslováquia e Suécia.
O
portal alemão de notícias Tagesschau vê o novo sistema de asilo da UE sob
pressão apenas sete semanas após sua entrada em vigor. Ele prevê que os Estados
que recebem um número particularmente alto de refugiados — ou seja, Espanha,
Chipre, Itália e Grécia — deveriam reforçar a proteção de suas
fronteiras externas e processar os pedidos de asilo, sempre que possível, nas
próprias fronteiras.
Como
isso impediria que refugiados seguissem viagem para países como Alemanha,
Áustria ou França, esses Estados teriam direito ao apoio dos demais membros da
UE. O caso da Espanha, porém, mostra agora que essa solidariedade mútua
pode estar apoiada em bases frágeis.
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O que está por trás da crise migratória em Ceuta?
A
entrada de dezenas de milhares de migrantes em
Ceuta,
exclave espanhol no norte da África, reacendeu tensões entre Espanha e Marrocos e levantou dúvidas sobre as causas de
uma das maiores crises migratórias já registradas
na fronteira entre os dois países.
Na
semana passada, autoridades espanholas apontaram que um total de 69,5 mil
pessoas chegaram em poucos dias ao território. A maior parte já
retornou ao Marrocos, mas autoridades de Ceuta estimam que cerca de 2,5 mil pessoas ainda
permanecem no território — das quais 800 seriam menores de idade. O
enclave tem cerca de 85 mil habitantes.
De
acordo com o jornal El País, os imigrantes teriam regressado diante
das chances praticamente nulas de chegar ao continente europeu, bem como da
ausência de infraestrutura para acomodá-los.
Na
noite de sexta-feira passada (31/07), mesmo depois de as autoridades espanholas
começarem a agir para deter a passagem irregular de imigrantes,
centenas de pessoas ainda teriam tentado chegar a Ceuta e Melilla, outro
enclave espanhol no continente africano, informou a imprensa local. Elas
foram contidas por militares espanhóis. Alguns chegaram a atirar pedras contra
os policiais, que revidaram com gás lacrimogêneo.
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Foco de tensões migratórias
Madri
respondeu à crise com o envio tropas e o reforço do efetivo policial
no local, incluindo mergulhadores, drones e embarcações. O primeiro-ministro
espanhol, Pedro Sánchez, e o ministro do Interior visitaram na sexta-feira a
passagem fronteiriça de Tarajal para acompanhar a situação.
Embora
Ceuta seja uma fronteira historicamente pressionada pela imigração
irregular, a dimensão do episódio é considerada incomum.
Sob
domínio espanhol desde 1580, a cidade, cercada por Marrocos, abriga uma
população diversa, formada por cristãos e muçulmanos, além de residentes
espanhóis e marroquinos.
O
episódio mais próximo ocorreu em maio de 2021, quando cerca de 10
mil pessoas entraram no enclave em apenas dois dias.
Na
ocasião, a crise foi desencadeada após a Espanha permitir que Brahim Ghali,
líder da Frente Polisário, movimento que defende a independência do Saara
Ocidental, recebesse tratamento para covid-19 em território espanhol. Em
resposta, Rabat relaxou o controle da fronteira, numa medida interpretada como
retaliação diplomática.
A crise
acabou resultando na saída da então ministra das Relações Exteriores da
Espanha, Arancha González Laya. No ano seguinte, Madri passou a apoiar o plano
marroquino para o Saara Ocidental, encerrando o período de maior tensão entre
os dois países.
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O que explica a nova crise?
Uma das
hipóteses que circulam em Madri é que a nova crise esteja ligada novamente
à disputa em torno do Saara Ocidental.
O
território foi uma colônia espanhola até 1975. Após a retirada da Espanha,
Marrocos assumiu o controle da maior parte da região, enquanto a Frente
Polisário, apoiada pela Argélia, passou a defender a independência saaraui. Até
hoje, a soberania do local segue em disputa.
Agora,
o Parlamento espanhol está prestes a analisar em plenário um projeto de
lei que concede a nacionalidade espanhola aos saarauís nascidos quando o Saara
Ocidental ainda estava sob administração espanhola, antes de 1977. Segundo o
jornal El País, a proposta deve ser votada em setembro, antes de
seguir para o Senado.
A
iniciativa é considerada sensível para Marrocos por reforçar os vínculos
históricos entre a Espanha e a população saaraui. Testemunhas relataram que
havia pouca presença das autoridades marroquinas nas praias utilizadas pelos
migrantes para chegar a Ceuta, alimentando suspeitas de que Rabat teria
reduzido a fiscalização.
Outra
hipótese levantada por analistas é a recente reaproximação entre Espanha e
Argélia. Argel apoia a Frente Polisário e viu suas relações com Madri se
deteriorarem em 2022, quando o governo espanhol passou a apoiar a posição
marroquina sobre o Saara Ocidental.
O
cenário começou a mudar em 20 de julho, quando Pedro Sánchez visitou a Argélia.
Foi a primeira visita de um primeiro-ministro espanhol ao país em quatro anos.
As declarações oficiais destacaram a intenção de retomar laços de amizade e
cooperação bilateral.
O
governo marroquino não se manifestou publicamente. Segundo a agência Europa
Press, funcionários do governo em Rabat responsabilizaram organizações
criminosas pela mobilização de migrantes e afirmaram manter uma colaboração
"exemplar" com a Espanha no controle das fronteiras.
Ignacio
Cembrero, jornalista espanhol especializado em migração no Norte da África,
aponta que as forças de segurança marroquinas pareciam ter estado "de
braços cruzados" desde quarta-feira.
"Para
chegar ao quebra-mar que marca a fronteira entre Ceuta e Marrocos, há cordões
de policiais e forças auxiliares, e é evidente que as pessoas foram autorizadas
a passar", disse ele à agência de notícias AFP.
Para o
jornalista, o governo marroquino teria visto na crise uma
"oportunidade" de forçar a Espanha a negociar sobre Ceuta e
Melilla.
Já o
pesquisador de migração Matteo Villa, do Instituto Italiano de Estudos
Políticos Internacionais, associou a crise em Ceuta à irritação do governo
marroquino com a questão saarauí.
"Quero
dizer, 50 mil pessoas não chegam de uma hora para outra quando normalmente são
apenas centenas por mês", afirmou ao jornal britânico The
Guardian, apontando que os territórios espanhóis no continente africano são
relativamente pouco visados pelos imigrantes. "A viagem de Sánchez à
Argélia foi algo de que o Marrocos realmente não gostou", avaliou.
Villa
sugeriu que o Marrocos pode ter afrouxado o controle da fronteira, sobretudo
porque as autoridades do país sabem que isso provocaria pânico na Europa.
"Eles adoram ver as brigas entre os países europeus."
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Mudança jurídica e "efeito chamada"
Outra
explicação para a corrida até Ceuta envolve uma recente decisão da Justiça
espanhola.
No
início de julho, o Tribunal Supremo da Espanha confirmou que a legislação
migratória do país não permite aplicar as chamadas devoluciones en
caliente, ou seja, a expulsão imediata de migrantes interceptados no mar.
A
decisão não afeta quem cruza irregularmente as barreiras terrestres da
fronteira, mas altera o tratamento dado aos migrantes que chegam por via
marítima. Segundo a revista alemã Der Spiegel, agentes de fronteira
passaram a agir com maior cautela nesses casos.
Essa é
a tese defendida por Pedro Sánchez. O premiê afirmou nesta sexta-feira que
redes de tráfico humano exploraram interpretações distorcidas da decisão
judicial para incentivar a travessia.
"O
que surgiu de nossas conversas com as autoridades marroquinas é que máfias do
tráfico humano fizeram uma interpretação interessada da decisão do
Supremo", declarou.
Segundo
Sánchez, essa leitura "se espalhou como um incêndio" nas últimas
horas. Até o início de quinta-feira, Ceuta registrava um aumento gradual no fluxo migratório, com cerca de 2 mil
entradas por via marítima nos dez dias anteriores. Em poucas horas, no entanto,
os números dispararam.
O
presidente do Observatório do Norte de Direitos Humanos, Mohamed Benaissa,
também associou a onda migratória à decisão judicial. O enclave espanhol
possui fronteira terrestre com Marrocos. A escolha pela via marítima teria sido
motivada pela mudança na regra.
Segundo
ele, a percepção de que seria mais difícil a devolução imediata de quem
chegasse por mar criou um "efeito chamada" entre jovens que
aguardavam a oportunidade de entrar na Europa, ainda que o despacho da Justiça
não inibia a deportação. Mensagens publicadas nas redes sociais por
migrantes teriam ajudado a estimular novas travessias.
Para
Cembrero, "não há dúvida" de que a decisão da Justiça espanhola
atraiu imigrantes a Ceuta. "Mas isso não explica o nível de
mobilização."
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Pressão sobre o governo espanhol
Diante
da crise, Pedro Sánchez afirmou estar disposto a estudar mudanças na Lei de
Estrangeiros para garantir que os processos de repatriação ocorram "da
forma mais eficiente possível".
A
escalada migratória ampliou tensões políticas dentro da União Europeia. O
governo espanhol convocou a embaixadora da Itália após integrantes da coalizão liderada por Giorgia
Meloni defenderem a suspensão da Espanha do espaço Schengen, apesar de Ceuta
não fazer parte da área de livre circulação.
"As
imagens que chegam de Ceuta são chocantes e demonstram, mais uma vez, que a
imigração ilegal descontrolada representa uma ameaça concreta à segurança das
fronteiras da Europa", escreveu a primeira-ministra italiana.
Mais
tarde, a Itália suspendeu o acordo de Schengen com a Espanha, no que foi lido
por críticos como um gesto mais simbólico do que efetivo. Não havia indicação
de que os migrantes tivessem intenção de seguir viagem à Itália, que não divide
fronteira com a Espanha.
Na
Alemanha, o chanceler federal Friedrich Merz afirmou esperar que Madri recupere
rapidamente o controle da situação e defendeu que Marrocos readmita os
migrantes em situação irregular "de forma imediata".
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A importância de Ceuta
Ceuta é
uma cidade autônoma espanhola localizada no continente africano, na costa norte
do Mar Mediterrâneo. Junto com Melilla, situada cerca de 400 quilômetros a
leste, forma as únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África.
Marrocos
não reconhece oficialmente Ceuta e Melilla como territórios espanhóis e
frequentemente se refere às duas cidades como áreas ocupadas.
Por sua
posição geográfica, Ceuta se tornou uma das principais portas de entrada para
migrantes que buscam chegar à Europa. O território é fortemente protegido por
cercas, sistemas de vigilância e policiamento reforçado.
Muitos
dos migrantes que alcançam Ceuta ou Melilla são devolvidos imediatamente a
Marrocos. Outros são encaminhados a centros de acolhimento, onde podem iniciar
procedimentos para solicitar asilo na Espanha.
A rota
mais comum parte da cidade marroquina de Fnideq. Muitos migrantes percorrem
cerca de cinco quilômetros a nado até alcançar o território espanhol. Outros
tentam a travessia a partir de Belyounech, onde a distância é menor.
Apesar
da atenção que Ceuta e Melilla costumam receber, a maior parte da imigração
irregular para a Espanha continua ocorrendo por vias marítimas até as Ilhas
Canárias e, em menor escala, até as Ilhas Baleares.
Fonte:
DW Brasil

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