Cacau:
Como contornar os dissabores da crise climática
A
recente regulamentação brasileira que estabelece critérios mais rígidos para
diferenciar produtos classificados como “chocolate” daqueles rotulados apenas
como “sabor chocolate” – por meio da instituição da Lei 15.404 em 08 maio de
2026 –, reacendeu discussões sobre qualidade, cadeia produtiva e valorização do
cacau nacional.
No
texto, a lei impõe regras rígidas de rotulagem. Produtos que não atingem os
mínimos não podem usar imagens, cores ou expressões que induzam o consumidor a
confundi-los com chocolate. Na prática, a lei cria uma barreira clara: abaixo
de 25%–35% de cacau, não é chocolate, mas “sabor chocolate”. Isso pressiona a
indústria a elevar o teor de cacau nos produtos – o que, além de melhorar a
qualidade do chocolate que chega ao consumidor, tende a aquecer a demanda por
matéria-prima e valorizar a produção nacional.
Essa
demanda aquecida, porém, esbarra em uma equação mais complexa do que a simples
lei de oferta e procura sugere. A mesma cacauicultura que a nova legislação
indiretamente fortalece enfrenta, no campo, os efeitos cada vez mais concretos
das mudanças climáticas – secas prolongadas, estresse térmico e maior
incidência de doenças, pressionando uma cadeia produtiva já fragilizada pelas
transformações ambientais.
Assim,
longe das prateleiras e estratégias de mercado da indústria alimentícia, outra
questão ganha urgência nas regiões produtoras: Como garantir o futuro da
cacauicultura em meio ao avanço da crise climática?
No sul
da Bahia, uma das regiões mais tradicionais da produção de cacau no país,
agricultores estão convivendo com secas mais longas, alterações no regime de
chuvas, ondas de calor e aumento da incidência de doenças nas lavouras. Estudos
evidenciam que eventos de estresse térmico reduzem a capacidade da planta de
manter resistência a doenças, resultando em maior suscetibilidade a patógenos.
As
mudanças climáticas deixaram de ser projeções distantes para se tornarem parte
do cotidiano de quem depende da terra, desencadeando desastres extensivos, que
causam impactos na população no médio e longo prazo.
É nesse
contexto que surge o projeto CacauClima, financiado por meio de uma chamada
pública da Financiadora de Estudos e Projetos do governo federal (Finep),
empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O
CacauClima foi contemplado em um edital temático que visava apoiar e financiar
pesquisas aplicadas para fortalecer cadeias produtivas da agricultura familiar,
promovendo o desenvolvimento econômico e social do Brasil em parcerias com
empresas, universidades e institutos.
Entre
os executores, com equipes responsáveis por desenvolver o projeto de pesquisa,
estão a Fundação para Inovações Tecnológicas de Campinas (FITec), a
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Comissão Executiva do Plano da
Lavoura Cacaueira (Ceplac).
Para
envolver os agricultores desde a concepção até o desenvolvimento do projeto, a
FITec e a UNICAMP contam com a parceria do Instituto Cabruca, que tem sua sede
no Assentamento Terra Vista, no município de Arataca, na Bahia.
O
projeto como um todo integra o BI0S, Instituto Brasileiro de Ciência de Dados –
centro de IA da UNICAMP financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo, a FAPESP, e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
Esse
arranjo institucional complexo por trás do CacauClima exemplifica o papel
estratégico dos investimentos públicos em ciência, reforçando como esses
aportes impulsionam inovações para a agricultura resiliente, a sustentabilidade
ambiental e o desenvolvimento social e econômico do país.
A
pesquisa desenvolvida no âmbito do CacauClima – apelido do projeto Solução de
Monitoramento Inteligente Climático nas Esferas Produtiva e Ambiental da
Cacauicultura – busca integrar sensoriamento remoto, modelagem climática,
ciência cidadã e participação social para compreender como as mudanças
climáticas afetam os cacaueiros e seus produtores. O objetivo central é
construir estratégias de adaptação junto aos agricultores locais.
Mais do
que desenvolver tecnologias de monitoramento climático, o projeto levanta uma
questão política: Quem produz conhecimento sobre o território e quais saberes
são reconhecidos na formulação de pesquisas que informam políticas públicas
agrícolas e climáticas?
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A crise climática já chegou às lavouras
Os
impactos recentes sobre a produção de cacau ajudam a dimensionar a urgência do
problema. Durante o evento de El Niño entre 2015 e 2016, uma seca severa
atingiu agroflorestas de cacau no sul da Bahia, provocando mortalidade de
cacaueiros e queda expressiva da produção.
Foi
justamente a partir de eventos extremos como esse que pesquisadores passaram a
investigar com mais atenção quais sistemas de cultivo resistiam melhor aos
extremos climáticos. Os estudos vêm indicando que sistemas agroflorestais
tradicionais, como a cabruca, tendem a apresentar maior resiliência quando
comparados aos cultivos intensivos a pleno sol.
O
sistema cabruca é um método de plantio agroflorestal que consiste no cultivo do
cacau introduzido diretamente sob a sombra de árvores nativas da floresta
tropical, mantendo a biodiversidade e promovendo uma interação ecológica
interespecífica – interações entre espécies diferentes. Já o sistema a pleno
sol adota a lógica de monocultivo, onde a vegetação original é removida para
deixar as plantas totalmente expostas à radiação solar direta – a sol pleno –,
buscando acelerar a fotossíntese e maximizar o ganho produtivo por área.
Enquanto
o sistema de monocultura depende de irrigação intensiva, fertilizantes químicos
e maior uso de agrotóxicos, a cabruca preserva cobertura florestal, favorece a
biodiversidade e contribui para manter a umidade e a fertilidade do solo –
prescindindo, inclusive, de agrotóxicos.
Para a
pesquisadora Priscila Coltri, do CEPAGRI, compreender as diferenças entre o
método cabruca e o cultivo a pleno sol é uma das questões centrais do projeto.
“A monocultura, em geral, é um sistema que sofre muito em relação ao clima.
Então a gente tem que ter muitos aditivos para que ela funcione. As culturas
sombreadas acabam tendo uma relação muito boa em termos de mitigação e
adaptação às mudanças do clima”, afirma.
Segundo
Priscila, a pesquisa busca identificar como o clima já vem mudando nas áreas
produtoras nas últimas décadas e quais os impactos concretos sobre os dois
sistemas de cultivo. “A gente escuta muito sobre mudança do clima como algo que
vai acontecer lá em 2070. Mas diversos estudos mostram que o clima já está
mudando em muitas regiões. Então, um primeiro passo é entender se nessas
regiões a temperatura já subiu, se as secas estão mais longas, se as chuvas
mudaram”, explica a pesquisadora.
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Satélites, sensores e decisões no campo
Uma das
frentes do CacauClima envolve o uso de satélites meteorológicos e sensores
instalados nas propriedades rurais para monitorar variáveis como temperatura,
umidade, radiação solar e regime de chuvas. O objetivo é transformar essas
informações em recomendações práticas de manejo para agricultores e técnicos
locais.
Segundo
o pesquisador Jurandir Zullo Junior, do CEPAGRI, os dados produzidos pelos
satélites ajudam a acompanhar as condições climáticas que influenciam
diretamente o desenvolvimento das lavouras e a propagação de doenças. “O manejo
da cultura é uma das formas de enfrentar as doenças. Então, dados de umidade e
temperatura ajudam muito na tomada de decisões sobre poda, plantio e colheita”,
afirma.
Na
prática, essas informações podem orientar desde o melhor momento para realizar
podas até períodos de maior atenção para doenças causadas por fungos, que
tendem a se espalhar em condições específicas de calor e umidade. O
monitoramento climático também ajuda agricultores a compreender alterações
graduais no território, como secas mais prolongadas, mudanças no comportamento
das chuvas ou aumento das temperaturas.
Além
dos satélites meteorológicos, o projeto utiliza dados dos satélites de
observação da Terra, que funcionam como uma espécie de leitura remota da
paisagem agrícola. A partir das imagens captadas do alto, os pesquisadores
analisam padrões da vegetação para tentar identificar diferenças entre lavouras
saudáveis e áreas afetadas por deficiência hídrica, problemas nutricionais ou
doenças – como a vassoura-de-bruxa, responsável por uma profunda crise
econômica e social na cacauicultura baiana a partir dos anos 1990.
A
vassoura-de-bruxa, doença endêmica da Amazônia, alastrou-se pela Bahia em 1989
e provocou uma crise produtiva e socioambiental. O desastre gerou desemprego em
massa, endividamento de agricultores e rearranjou a geografia do setor,
transferindo a liderança da cacauicultura nacional para o Pará
É
justamente para detectar ameaças como essa que o sensoriamento remoto entra em
cena. O princípio é relativamente simples: plantas saudáveis refletem luz de
maneira diferente de plantas estressadas por seca, calor ou doenças. Com o
tempo, os pesquisadores constroem um repertório de imagens capaz de associar
determinados padrões visuais ao estado da plantação. “O objetivo é identificar
a cultura e o estado da cultura via remota”, explica Jurandir.
O
desafio, porém, é maior justamente nos sistemas agroflorestais. “O sistema
agroflorestal dificulta a leitura das imagens porque o cacau está sob a
floresta. Às vezes a imagem não registra uma doença ou uma deficiência
hídrica”, explica o pesquisador. Diferentemente das monoculturas homogêneas, em
que as plantas aparecem de forma mais clara nas imagens de satélite, o sistema
cabruca mistura cacaueiros e árvores nativas da Mata Atlântica em diferentes
alturas e densidades.
A mesma
complexidade ecológica que torna a cabruca mais resiliente às mudanças
climáticas também representa um desafio aos modelos tradicionais de
monitoramento remoto – e é neste desafio que o grupo de pesquisadores
coordenado por Jurandir busca incidir. Para isso, as imagens produzidas pelos
satélites precisam ser constantemente comparadas com observações feitas
diretamente no território. É nesse ponto que entra a participação dos
agricultores no projeto. “Como vai ter sempre alguém no campo, isso ajuda nesse
desafio. O agricultor consegue dizer: ‘olha, está acontecendo algum problema
aqui’. E aí a gente estuda se isso aparece na imagem”, comenta Jurandir.
A
proposta é que o cruzamento entre monitoramento remoto e conhecimento local
permita desenvolver ferramentas mais precisas para lidar com os efeitos das
mudanças climáticas sobre a produção de cacau. Além de apoiar agricultores
individualmente, os dados também subsidiam cooperativas, órgãos públicos e
políticas agrícolas voltadas à adaptação climática.
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Ciência pública e construção coletiva
Embora
frequentemente apresentada como resultado de descobertas, quase sempre
individuais, ou soluções tecnológicas prontas, a pesquisa científica costuma
depender de longos processos de financiamento público, articulação
institucional e, muitas vezes, de construção interdisciplinar. O CacauClima é
resultado desse tipo de articulação.
“A
ideia surgiu como resposta a um edital da FINEP voltado ao aumento da
produtividade e da sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e da
agricultura familiar”, explica Giovanni Moura de Holanda, coordenador do
projeto pela FITec. Segundo ele, o grupo já vinha tentando estruturar pesquisas
semelhantes em outros editais antes da aprovação do financiamento.
“Em
todo objeto de estudo, a gente vai colocando camadas em cima de camadas e ele
vai ficando mais maduro”, afirma. Para Giovanni, um dos diferenciais dessa
versão do projeto foi incorporar a ciência cidadã como eixo estruturante da
pesquisa. “A gente agregou um pilar que não estava tão nítido nas iniciativas
anteriores, que era o da ciência cidadã, para envolver ainda mais a
participação e a colaboração dos agricultores na condução das tarefas”, afirma.
Nesse
modelo, agricultores deixam de ocupar apenas o lugar de receptores de
tecnologia e conhecimento científico produzido e passam a colaborar diretamente
na produção dos dados e das análises. No assentamento Terra Vista, em Arataca
(BA), agricultores parceiros do projeto atuam como “guardiões” de miniestações
meteorológicas instaladas nas propriedades. “Eles vão ajudar no funcionamento
dessas estações e alimentar o sistema com informações riquíssimas do cotidiano.
Eventos que só eles percebem. Eles têm a memória daquela região”. “Então, eles
[os agricultores] podem dizer: ‘No tempo do meu pai, no tempo da minha mãe, não
era assim. No tempo dos meus ancestrais era muito diferente’. É o que a gente
ouve: ‘Agora está tudo mudado’. E esse tipo de informação é muito valiosa para
o projeto.”, explica Giovanni.
Essa
memória acumulada entre gerações também é compreendida pelos pesquisadores como
uma tecnologia social. Mais do que lembranças individuais, trata-se de um
repertório coletivo de observação do território, construído historicamente a
partir da convivência cotidiana com o clima, os ciclos das chuvas, os períodos
de seca, o comportamento das plantas, dos animais e das doenças agrícolas.
Essa
memória acumulada entre as gerações no campo funciona como uma verdadeira
tecnologia social – conceito que define o conhecimento construído não em
laboratórios isolados ou pacotes técnicos prontos, mas na interação direta
entre atores sociais e seus territórios.
Sob
essa perspectiva, a adaptação climática deixa de ser uma simples transferência
vertical de tecnologia. Cada território possui especificidades ecológicas e
culturais que exigem respostas próprias, construídas de forma participativa. No
caso do CacauClima, isso significa reconhecer que imagens de satélite, dados
meteorológicos e inteligência artificial não substituem o saber local, mas
ganham precisão justamente quando dialogam com ele.
O
conhecimento acumulado sobre o comportamento das chuvas, os períodos de
estiagem, o surgimento de doenças e as transformações na cacauicultura funciona
como uma espécie de leitura histórica do território, construída ao longo de
gerações. Mais do que um saber tradicional dissociado da ciência, trata-se de
uma forma de produção tecnológica territorializada, baseada na experiência
prática e na observação contínua do ambiente.
Ao
analisarem experiências de tecnologia social ligadas à autogestão e aos
movimentos populares, os autores Henrique e Rafael mostram que processos
participativos de produção tecnológica também possuem dimensão pedagógica e
emancipatória, justamente porque deslocam o monopólio do conhecimento técnico
especializado e ampliam a participação dos sujeitos diretamente envolvidos nos
problemas enfrentados. No caso do CacauClima, isso significa reconhecer que
sensores meteorológicos, imagens de satélite e modelagens climáticas não
substituem os saberes produzidos no território, mas passam a dialogar com eles.
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O território como produtor de conhecimento
Além da
modelagem climática e do sensoriamento remoto, o CacauClima irá desenvolver
grupos focais com agricultores e técnicos agrícolas para compreender como esses
atores percebem as mudanças climáticas e as transformações no território. A
frente é coordenada pelas pesquisadoras Claudia Pfeiffer e Simone Pallone, do
Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (NUDECRI) da UNICAMP.
Os
grupos focais buscam compreender como as mudanças climáticas são percebidas e
vividas no cotidiano dos atores locais: alterações no tempo das colheitas,
mudanças no comportamento das doenças agrícolas, transformações na paisagem e
na relação dos agricultores com a floresta e o cacaueiro. A proposta é
incorporar à pesquisa dimensões da experiência territorial que dificilmente
aparecem apenas nos dados meteorológicos ou nas imagens de satélite, como
mencionado anteriormente por Priscila, Jurandir e Giovanni.
Para
Giovanni, a participação social e a escuta comunitária a partir dos grupos
focais, além de mostrar um “retrato mais preciso do impacto das mudanças
climáticas na agricultura específica, no caso o cacau, com todo o desdobramento
que isso traz para as pessoas que dependem daquela cultura, vai ter também uma
contribuição no sentido de aumentar a percepção social sobre a necessidade de
proteção da natureza, e sobretudo na questão da sustentabilidade.”
A
aproximação entre universidade e território também tensiona a forma como as
políticas públicas agrícolas e climáticas são tradicionalmente formuladas no
Brasil. Para Claudia Pfeiffer, pesquisadora do NUDECRI/UNICAMP, um dos
principais problemas dessas ações é a busca por consensos técnicos que apagam
as especificidades locais: “O grande dilema das políticas públicas é que elas
são produzidas a partir da construção da evidência de um consenso. E todo
consenso apaga o diverso, o polêmico, a diferença. O território mostra a
direção que essa política deveria acontecer, tensionando com os lugares que
foram, historicamente, autorizados enquanto únicos produtores de conhecimento”,
afirma a pesquisadora.
Para
Claudia, “a universidade ocupa esse espaço de dar visibilidade para os saberes
e para as diferenças produzidas nos territórios”. Ao dar rigor e legitimidade
científica à experiência dos agricultores, iniciativas participativas como o
CacauClima apontam para a coprodução de políticas públicas. Em vez de aplicar
pacotes técnicos padronizados, o modelo reconhece que os sujeitos que habitam o
território são os primeiros afetados pelos impactos do clima – e os primeiros a
construir respostas para enfrentá-los.
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O futuro do cacau passa pela floresta
O
debate sobre adaptação climática na agricultura tende a ganhar ainda mais
relevância nos próximos anos. O aumento das temperaturas globais, a
intensificação de eventos extremos e as mudanças no regime hídrico já alteram
dinâmicas produtivas em diversas culturas agrícolas. No caso do cacau do sul da
Bahia, a questão se torna ainda mais estratégica porque envolve simultaneamente
conservação da Mata Atlântica – o bioma mais devastado do território brasileiro
–, agricultura familiar, produção de alimentos e economia regional.
Nesse
cenário, pesquisas como o CacauClima apontam que enfrentar a crise climática
não depende da substituição dos saberes tradicionais por tecnologias externas,
preconizadas por relatórios estrangeiros, mas da construção de formas
colaborativas de conhecimento. Essa colaboração, por sua vez, pode se refletir
em políticas públicas mais aderentes às necessidades levantadas nos territórios
onde essas políticas buscam incidir.
A
despeito da relevante definição de critérios para definir o que pode ou não ser
chamado de chocolate – de modo que o consumidor brasileiro tenha acesso a um
produto de boa qualidade, como aquele que é extraído diretamente das lavouras
–, o território onde a agricultura de cacau é praticada expõe uma questão ainda
mais profunda: sem floresta, sem água e sem agricultores fortalecidos, talvez
não exista futuro possível para a própria cacauicultura brasileira.
Fonte:
Por Talita Gantus de Oliveira, em Outras Palavras

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