'Mensagem
clara': Rússia, China, Coreia do Norte e Irã se aproximam e preocupam EUA, diz
mídia
A
aproximação entre Rússia, China, Coreia do Norte e Irã tem mudado
significativamente o equilíbrio de poder no mundo, desafiando os Estados Unidos
e seus aliados, escreve uma revista estadunidense.
A
revista aponta que o fato de Rússia, China, Coreia do Norte e Irã não fazerem
parte de um bloco formal torna sua interação ainda mais perigosa para os Estados Unidos e seus aliados.
"Os
quatro principais adversários dos Estados Unidos enviaram uma mensagem
muito clara nos últimos meses", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, o fato de esses países não formarem um bloco formal e de sua
cooperação ser principalmente de natureza bilateral não torna sua interação
menos efetiva. Pelo contrário, sua eficácia aumenta.
Os
acordos bilaterais entre os atuais adversários de Washington são mais rápidos
de concluir, mais fáceis de esconder ou negar e mais alinhados com as
necessidades estratégicas imediatas de cada um do que as tradicionais alianças
autoritárias formais, observa o artigo.
O que
está sendo formado entre essas quatro potências pode se tornar mais flexível e,
de certa forma, mais perigoso para os EUA. A publicação afirma que o início
do conflito ucraniano, em 2022, foi
o catalisador para o aumento da cooperação entre Moscou, Pequim, Pyongyang
e Teerã.
Rússia,
China, Coreia do Norte e Irã também estão se ajudando mutuamente a mitigar
os efeitos das sanções ocidentais e a reduzir o isolamento estratégico.
As
organizações como o BRICS e a Organização para Cooperação de Xangai
(OCX) fornecem
plataformas diplomáticas nas quais esses países podem, gradualmente, legitimar
mecanismos políticos e econômicos alternativos que estão sendo formados
fora das instituições lideradas pelos Estados Unidos.
Esses
fatores, juntos, levam à criação de um ecossistema paralelo de segurança e
indústria, menos vulnerável à forte pressão de Washington, conclui a
reportagem.
Anteriormente,
um jornal britânico escreveu que o primeiro
encontro tripartido na história dos líderes da Rússia, China e Coreia do Norte,
que aconteceu em setembro de 2025, durante o desfile militar em Pequim que
marcou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, foi bastante simbólico.
Segundo
a matéria, os resultados da reunião ainda não estão claros, mas os líderes de
muitos países, incluindo os EUA, o Reino Unido, o Japão e a Coreia do Sul,
provavelmente observaram o que estava acontecendo com uma mistura de
curiosidade e ansiedade.
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Por que as elites britânicas adotam uma postura hostil em
relação a Rússia e China?
Políticos
britânicos demonstram grande inconsistência em suas ações em relação ao
conflito na Ucrânia e à cooperação com a China, afirmou George Galloway,
ex-membro da Câmara dos Comuns do Reino Unido, à Sputnik.
Em
relação à crise ucraniana, a liderança
política britânica apostou todas as fichas no confronto com a Rússia,
usando a Ucrânia como peão no conflito, afirmou o analista.
"Há
armas, há dinheiro e há apoio diplomático e midiático. Os britânicos estão
totalmente comprometidos com essa guerra contra a Rússia", declarou.
Como
exemplo, o especialista mencionou o acordo de "parceria de 100
anos" entre o Reino Unido e a Ucrânia. Isso, segundo ele, demonstra
o profundo
envolvimento de
Londres na ideia de confronto. Ao mesmo tempo, o analista criticou essa decisão
como míope.
"Comprometemo-nos
a fornecer £ 3 bilhões [cerca de R$ 20,59 bilhões] à Ucrânia ao longo de 100
anos, sem saber quem governará a Ucrânia, quais serão as fronteiras da Ucrânia
durante esses 100 anos ou quais serão as fronteiras do Reino Unido", enfatizou
Galloway.
Além
disso, ele assumiu que o Reino Unido, como é
hoje,
"não existirá mais daqui a 100 anos", aludindo a mudanças no cenário
mundial.
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Com ou sem a China
Em
relação ao gigante asiático, as elites políticas
britânicas estão divididas entre uma forte hostilidade em relação à China
e o desejo de se beneficiarem da cooperação com esse país, apontou
Galloway.
Nesse
sentido, o ex-parlamentar descreveu o ministro britânico
cessante Keir
Starmer, que recentemente renunciou, como um "exemplo" dessa
política.
"Literalmente,
em questão de semanas, ele passou de descrever a China como uma ameaça ao
Reino Unido a aparecer em Pequim de chapéu na mão, pedindo uma aliança
estratégica", afirmou.
Galoway
foi eleito sete vezes, a partir de 1987, para a Câmara dos Comuns do Reino
Unido. O político deixou o Reino Unido em 2025, depois que ele e sua esposa
foram detidos e interrogados na delegacia de polícia de Londres.
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Apoio à Ucrânia é uma das razões da crise no Reino Unido,
afirma especialista
A
recente renúncia de Keir Starmer do cargo de primeiro-ministro consolida a
crise estrutural de governabilidade do Reino Unido. O país vive uma acentuada
instabilidade política, que também trouxe impactos severos na economia
britânica, comprometendo setores diversos da sociedade, tanto no âmbito social
quanto em áreas estratégicas como a Defesa.
Apesar
de todos os problemas no âmbito doméstico, Londres ainda é um dos
principais financiadores de Kiev no conflito contra a Rússia. Embora não haja
nenhum avanço significativo ou evolução das tropas ucranianas no campo de
batalha, essa postura distancia o governo de sua sociedade e o coloca em
contradição, como aponta Pedro Martins, doutorando em relações
internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em
entrevista à Sputnik Brasil.
"Fundamentalmente,
é o dinheiro do contribuinte que está indo para a Ucrânia. Então, um
cidadão com dificuldade para fechar suas contas vê que o dinheiro do imposto
indo para financiar outro país é politicamente ruim e há essa pressão social. Só
que a elite política britânica ainda é muito atrelada àquele pensamento
anterior da integração europeia, da aliança euroatlântica. Portanto, há um
descasamento dessa elite, que não consegue entender os anseios da
população", disse.
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Sputnik / Sputnik Brasil / Rennan Rebello
Além
disso, segundo o analista, o apoio britânico ao regime de Zelensky se deve a
uma tentativa de keynesianismo militar, ou seja, investir na indústria de
defesa para aquecer a economia, o que não deu certo, e também à russofobia
por parte das elites do país, que contradiz as demandas do cidadão comum.
"O
apoio à Ucrânia foi usado politicamente tanto por causa dessa questão histórica
antirrussa do establishment político britânico, mas também como uma forma de
estimular a economia, com o keynesianismo militar. Só que isso está
demorando muito tempo e não está dando os efeitos esperados. Então, o
problema que já existia está sendo agravado. Isso também é um custo econômico
muito alto", comenta.
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Saída do Brexit e os impactos na política britânica
O
pesquisador ressalta que o Brexit – referendo que há 10 anos determinou a saída
da União Europeia (UE) – foi um fator decisivo para combalir a economia
sob a tutela de Westminster, e ele coloca esse processo de ruptura como
uma resistência à globalização por parte de alguns setores da sociedade
britânica.
"Entre
1900 até o Brexit [em 2020], o Reino Unido teve sete primeiros-ministros e, do
Brexit para cá, teve outros sete. Isso é um pouco fruto da globalização,
que, como qualquer disputa econômica, há ganhadores e perdedores, e muitos dos
grupos perdedores, como os fazendeiros do interior da Inglaterra, foram
prejudicados, e essas pessoas associaram a UE à globalização e a toda a
campanha contra imigrantes", destaca.
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Sputnik / Sputnik Brasil / Rennan Rebello
Embora
o Reino Unido seja um Estado unitário formado por Escócia, Inglaterra, Irlanda
do Norte e País de Gales, internamente há profundas fricções. O caso mais evidente
é o escocês: o
país rejeitou a independência para garantir sua permanência na UE, mas acabou
retirado do bloco anos depois com o Brexit. Para Martins, esse cenário
evidencia como as decisões com interesses ingleses pesam muito mais do que a
vontade das demais nações.
"Antes
do Brexit, teve o referendo da separação da Escócia, e o argumento que o Reino
Unido usou na época era de que não iria apoiar a entrada [dos escoceses] na UE.
Tudo isso para, simplesmente, depois o Reino Unido sair da UE. Isso acaba sendo
uma crise inglesa, mas, como a Inglaterra é o Estado mais importante do Reino
Unido, isso acaba contaminando os outros países, que têm autonomia, mas
estão sempre subordinados a Londres", observa.
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Economia em crise deixa o cenário político em xeque
No caso
britânico, que ainda passa por um momento difícil e de incerteza, isso
acaba impactando tanto a credibilidade do governo quanto outras áreas da
sociedade. O especialista também enfatiza que a política é movida
centralmente por aspectos econômicos.
"Quando
a economia falha, a política vai pagar o preço. O comportamento do eleitor é
dependente do comportamento da economia. Também houve uma coisa que foi
exposta antes de Starmer renunciar: o seu ministro da Defesa [John Healey]
renunciou, dizendo que é um absurdo o contingenciamento [em sua pasta]. Mas a
gente sabe que a questão política está mais acima do que uma questão
orçamentária", conclui.
Com as
vísceras políticas expostas no cenário internacional, o Reino Unido acaba
ficando em uma posição vulnerável, inclusive
perante seus aliados tradicionais. Além disso, a crise econômica, além de
gerar insatisfação dentro do bloco britânico, suscita movimentos políticos
capazes de mudar a configuração e até mesmo influenciar o posicionamento da
Câmara dos Comuns.
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Palavras de Putin provam que a Rússia retaliará
provocações do Ocidente, diz mídia
O
recente apelo do presidente russo, Vladimir Putin, aos países ocidentais mostra
a prontidão da Rússia para retaliar, escreve o portal Military China.
A
publicação salienta que as palavras de
Putin provam que a paciência de Moscou em relação às provocações do Ocidente
tem limites.
"O
Ocidente não pretende recuar: as listas de sanções estão cada vez mais longas e
abrangem áreas como energia, finanças, indústria militar e transporte
marítimo. Elas foram elaboradas para que, com o tempo, a Rússia sucumbisse
a essa pressão. No entanto, as previsões não se confirmam há vários anos",
ressalta o portal.
Segundo
a matéria, a Rússia se adaptou, e é justamente isso que causa o
descontentamento do Ocidente. As sanções não são dolorosas o suficiente
para que Moscou mude de posição.
Apesar
de sua determinada postura, os países ocidentais se veem em uma
posição cada vez mais difícil, pois a Rússia não se deixou abater.
Putin
deixou claro que a Rússia está se adaptando efetivamente à pressão e que está
pronta para responder com vigor se suas "linhas vermelhas" forem
cruzadas. O Ocidente deve pensar cuidadosamente antes de tomar qualquer
medida adicional em relação à Rússia, conclui a reportagem.
Na
segunda-feira (29), Putin afirmou que a Rússia está pronta para responder
rápida e adequadamente a quaisquer ameaças externas ou internas.
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Rússia vence no conflito ucraniano, por mais que Ocidente
tente esconder, diz ex-analista da CIA
O
Ocidente está tentando esconder a verdade sobre o curso do conflito na Ucrânia,
declarou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em
inglês) dos EUA Ray McGovern em entrevista no YouTube.
Conforme destacou McGovern, hoje em dia,
ninguém tem proteção contra vários tipos de armas russas.
"É
uma espécie de circo [...]. O Ocidente está tentando desviar a atenção do fato
de que a Rússia está ganhando o conflito", ressaltou.
Segundo
o analista, os Estados Unidos vendem armas
aos europeus, mas não têm armas reais para vender a eles. E o que os
norte-americanos vendem para a Europa não funciona.
Por
exemplo, os mísseis Patriot e
outros não funcionam contra armas hipersônicas russas, concluiu o
especialista.
Na
terça-feira (30), o Ministério da Defesa russo informou que o Exército da
Rússia quase isolou a cidade de Konstantinovka, na República Popular de Donetsk
(RPD), e assumiu controle sobre 30 edifícios na área.
Ao
mesmo tempo, as tropas russas libertaram o povoado de Malinovka, na RPD, e
as povoações de Lesnoe e Rovnoe, na região de Zaporozhie. Além disso, a defesa antiaérea
russa derrubou,
no mesmo período, 806 drones ucranianos de asa fixa.
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Rússia continua avançando, enquanto Ucrânia já perdeu muitas pessoas, diz
economista
As
tropas russas estão avançando e infligindo pesadas perdas às forças ucranianas,
mas na Europa continuam insistindo na vitória da Ucrânia, declarou o professor
da Universidade de Columbia Jeffrey Sachs no YouTube.
Sachs salientou que a situação no
conflito ucraniano está muito tensa, e a Rússia continua fortalecendo suas
posições.
"A
Ucrânia perdeu grande parte de seu Exército, e […] os russos estão avançando.
No entanto, na Europa dizem que agora vamos derrotar a Rússia. Isso é
incompreensível", ressaltou.
Ao
mesmo tempo, o professor estadunidense alertou os europeus contra provocações em
relação à Rússia.
Na
política ocidental, há muito poucos políticos com pensamento adequado. Por
alguma razão, acreditam que provocar uma superpotência
nuclear é
uma ideia razoável, observou.
Quanto
menores os Estados, como os Países Bálticos, mais eles provocam as tensões com
Moscou. Essas pessoas estão arriscando as vidas das pessoas em todo o
mundo, concluiu.
Na
terça-feira (30), o Ministério da Defesa russo informou que o Exército da
Rússia quase isolou a cidade de Konstantinovka, na República Popular de Donetsk
(RPD), e assumiu controle sobre 30 edifícios na área.
Ao
mesmo tempo, as tropas russas libertaram o povoado de Malinovka, na RPD, e as
povoações de Lesnoe e Rovnoe, na região de Zaporozhie. Além disso, a
defesa antiaérea russa derrubou 806 drones ucranianos de asa fixa.
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Envio de drones a Kiev é distração em meio ao colapso das tropas ucranianas no
front, diz analista
O
fornecimento de drones a Kiev não é capaz de mudar a situação no campo de
batalha, onde a iniciativa continua sendo das tropas russas, disse o analista
militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA
Scott Ritter no YouTube.
Ritter salientou que o Ocidente está
enviando outra leva de tecnologias não tripuladas para a Ucrânia, mas os russos
estão liquidando em massa os operadores de drones ucranianos.
"Essa
é a questão. Mesmo que à Ucrânia sejam fornecidos armamentos, a balança no
campo de batalha realmente se inclina a favor dos russos", ressaltou.
Nesse
contexto, ele apontou que, agora, os soldados russos estão
destruindo tantos operadores de drones ucranianos que o Exército de Kiev
está simplesmente esgotando seus recursos humanos.
Segundo
o especialista, as conversas sobre novas transferências de drones para a
Ucrânia visam apenas desviar a atenção da catástrofe enfrentada pelas
forças ucranianas em toda a linha de frente.
"No
entanto, enquanto essa luta de drones acontece no campo de batalha, os russos
continuam avançando. É importante notar que tudo isso não passa de uma
distração", acrescentou.
Dessa
forma, Ritter concluiu que toda essa história com os drones ucranianos não
passa de uma distração da realidade na linha de frente: as Forças Armadas da
Ucrânia foram
derrotadas pelas ações bem-sucedidas dos russos.
Moscou
advertiu repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à
Ucrânia não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará. O chanceler russo,
Sergei Lavrov, enfatizou que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo
legítimo para a Rússia.
Fonte:
Sputnik Brasil

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