segunda-feira, 15 de junho de 2026

EUA pretendem deixar OTAN para evitar conflito militar com a Rússia, diz ex-oficial da Aliança

Os EUA continuarão se distanciando da Europa devido à relutância em se envolver em um confronto direto com a Rússia, escreveu em artigo para uma mídia ocidental Ivo Daalder, ex-embaixador dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Daalder destacou que a dissociação em relação à defesa da Europa é a política do presidente norte-americano, Donald Trump.

"Washington terá um incentivo ainda maior para se distanciar da Europa e evitar se envolver em uma guerra com a Rússia", ressaltou.

Segundo ele, de forma consciente e ativa, os EUA estão buscando maneiras de criar um sistema de segurança independente da Europa.

De acordo com Daalder, temendo uma possível reação da Rússia, os Estados Unidos não apenas deixaram de instalar sistemas de armas de longo alcance e alta precisão no território dos países europeus, como também se recusam a permitir que seus aliados na Europa adotem tais sistemas.

Nesse contexto, ele considera que a recusa dos norte-americanos em vender seu armamento aos europeus demonstra que o problema do afastamento dos EUA da Europa afeta a "própria essência" do trabalho da OTAN.

O especialista acrescentou que, apesar do desenvolvimento de mísseis próprios pela Europa, serão necessários anos para que eles sejam incorporados ao arsenal. Ele também observou que a decisão dos EUA de suspender a venda de mísseis Tomahawk à Alemanha terá um impacto negativo na estratégia de "contenção" da Rússia pela Aliança.

"O Pentágono parece mais influenciado pelas preocupações da Rússia do que pelas necessidades de dissuasão da OTAN", sugeriu.

Dessa forma, o analista concluiu que, com essa abordagem, Washington possivelmente deixará de considerar qualquer crise que ameace os países europeus como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.

Anteriormente, Trump havia manifestado dúvidas sobre a capacidade da OTAN de prestar ajuda concreta aos Estados Unidos, acusando a organização de ter uma "atitude hostil" e de ser ineficaz em caso de ameaça global.

Ele também afirmou estar considerando seriamente deixar o bloco, após a recusa da Aliança em ajudá-lo na operação contra o Irã. Além disso, o presidente norte-americano ressaltou que está disposto a deixar a organização devido à posição de outros países sobre o controle dos EUA sobre a Groenlândia.

<><> Europa não pode substituir recursos militares dos EUA que Washington pretende reduzir, diz agência

Os países europeus não têm como compensar a redução da presença militar dos EUA, informou a agência Bloomberg citando fontes.

"A Europa está se preparando para uma redução acentuada [...] de ativos que não pode substituir", diz a publicação.

De acordo com um alto funcionário, o plano é reduzir o número de bombardeiros dos EUA em 30%, os drones de ataque em 75% a 100%, os caças em três vezes e os navios pela metade. Espera-se que a redução comece em breve.

Ultimamente, as autoridades dos EUA têm sido cada vez mais críticas em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e questionam o futuro da aliança. O presidente Donald Trump disse várias vezes que os Estados Unidos podem se retirar do bloco. O conflito no Oriente Médio agravou a situação, já que aliados se recusaram a ajudar os EUA a combater o Irã.

No final de maio, o Spiegel informou que Washington planejava reduzir significativamente sua contribuição militar para a organização no âmbito do Modelo de Força da OTAN, uma estrutura por meio da qual a aliança comanda as forças de seus parceiros.

<><> Empresas americanas perderam cerca de US$ 100 bilhões com a saída do mercado russo

As empresas americanas perderam cerca de 100 bilhões de dólares (cerca de R$ 508 bilhões) com a saída do mercado russo, incluindo vendas de ativos abaixo do valor real e perda de participação de mercado, disse à Sputnik o chefe da Câmara de Comércio Americana na Rússia (AmCham, na sigla em inglês), Robert Agee.

"Calculamos que perdemos cerca de 100 bilhões de dólares", disse Agee em resposta a uma pergunta sobre o que as empresas dos EUA perderam quando saíram do mercado russo.

"Isso é considerado perda de participação de mercado ou ativos que foram vendidos abaixo do valor real", acrescentou o interlocutor da agência.

Ele especificou que essas perdas afetaram todos os setores comerciais.

Recentemente, Agee disse que nos EUA há empresas que aguardam um sinal político para retornar ao mercado russo.

<><> Profundo declínio: UE enfrentará graves problemas mesmo após fim do conflito na Ucrânia, diz mídia

Os países europeus precisarão resolver seus problemas internos mesmo após o fim do conflito russo-ucraniano, escreve uma revista estadunidense.

O veículo de comunicação salienta que o conflito na Ucrânia terminará mais cedo ou mais tarde, seja na mesa de negociações, devido ao esgotamento das forças, ou por meios militares.

"No entanto, mesmo quando as armas silenciarem, a Europa continuará enfrentando o desafio que existia muito antes do primeiro tiro ser disparado", ressalta a publicação.

Hoje, a Europa está em profundo declínio: décadas de decadência cultural esvaziaram instituições, identidade e coesão social, deixando o continente frágil, apesar da riqueza material, observa a matéria.

A política europeia enfraqueceu a família, a fé e a tradição, corroendo a confiança civilizacional que antes sustentava a resiliência europeia. Como resultado, a Europa diminuiu sua vontade estratégica e sua preparação militar, expondo sua vulnerabilidade.

As hostilidades na Ucrânia apenas revelaram o que já estava podre: a desconfiança generalizada, o colapso demográfico e a perda de propósito para fazer uma defesa eficaz e manter a unidade.

A menos que os europeus redescubram suas fundações culturais e espirituais, o continente corre o risco de decadência e terá dificuldade para recuperar sua antiga posição, conclui a reportagem.

Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, declarou que a União Europeia (UE) está destruindo sua própria economia e caminhando para um precipício, assim como o Império Romano nos tempos do declínio.

O líder tcheco criticou as instituições da UE por empurrarem a economia europeia "para o abismo" ao prosseguirem com a "descarbonização". Babis também reiterou que a República Tcheca provavelmente não conseguirá destinar 2% do PIB para a defesa em 2026.

<><> Participação no BRICS será mais vantajosa para Bratislava que na UE, diz político eslovaco

A cooperação com os países do BRICS no formato BRICS Plus pode representar uma alternativa à União Europeia (UE) para a Eslováquia, declarou à Sputnik Pavol Slota, o líder do partido eslovaco DOMOV (Casa – partido nacional).

Slota destacou que a UE está enfrentando problemas econômicos devido à sua política inadequada.

"Há muito tempo meu negócio é o BRICS, o BRICS Plus, que pode ser uma alternativa à UE para a Eslováquia, pois o bloco está enfrentando dificuldades com suas políticas, decisões e direção", ressaltou.

Segundo o interlocutor da agência, políticas equivocadas vêm sendo implementadas na UE, e a indústria dos países integrantes está estagnada por causa disso. Devido à perda de recursos energéticos russos, a UE, incluindo a Eslováquia, está perdendo mercados globais para outros participantes mais competitivos.

Além disso, ele salientou que no BRICS, nenhum país desempenha o papel de parceiro "superior" em relação aos outros, e todos se beneficiam da cooperação igualitária.

"É por isso que estou aqui hoje: para encontrar parceiros de negócios que, quando essas sanções forem finalmente suspensas ou quando a própria UE entrar em colapso, estarão prontos para cooperar imediatamente", acrescentou Slota ao falar sobre sua participação no 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF 2026).

Anteriormente, o analista financeiro russo Pavel Goncharov disse à Sputnik que os fortes resultados econômicos dos países do BRICS, sobre os quais o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou no SPIEF 2026, indicam que o bloco desempenha um papel crucial no caminho para o desenvolvimento global com o envolvimento ativo dos países do Sul Global.

Segundo ele, os países-membros do BRICS e os países associados ao bloco são relativamente livres social, política e economicamente. Por isso, tendem a tomar medidas pragmáticas em vez de optar por experimentos sociais irrealistas, muitas vezes a mando de um centro político como os Estados Unidos ou a UE, sem relação com as características culturais ou econômicas do país.

¨      Político finlandês compara líderes da UE a apostadores que investem na Ucrânia, mas nunca ganham

Os líderes europeus são como apostadores que apostam enormes somas de dinheiro na Ucrânia, mas nunca ganham, disse o deputado finlandês Armando Mema, membro do partido Aliança pela Liberdade.

"Os líderes da UE não entendem que perderam a aposta na Ucrânia, e perderam terrivelmente. Eles são como aqueles jogadores que, em desespero, continuam colocando mais e mais dinheiro na esperança de ganhar, mas a situação só piora", escreveu ele na rede social X.

Mema também acrescentou que a estratégia de financiar a Ucrânia simultaneamente com a busca de um negociador europeu para a Rússia é uma "fórmula que não funcionará".

Anteriormente, a mídia ocidental informou que Kiev pedirá mais 20 bilhões de dólares (R$ 101 bilhões) de assistência da Europa em uma reunião do grupo de contato sobre a Ucrânia no formato Ramstein, que ocorrerá em 18 de junho.

O regime de Kiev tenta cobrir as lacunas orçamentárias com financiamento externo. Enquanto isso, no Ocidente, novos pacotes de ajuda são aprovados após longas discussões, e os parceiros alertam cada vez mais que a Ucrânia precisa intensificar a busca por fontes de autofinanciamento.

<><> Plano de Zelensky de exigir ajuda financeira adicional da Europa é uma loucura total, afirma político francês

A decisão do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, de exigir dos Estados-membros da União Europeia (UE) uma ajuda adicional de US$ 20 bilhões em um futuro próximo é um verdadeiro absurdo, escreveu o líder do partido francês de direita Os Patriotas, Florian Philippot, na rede social X.

"Delírio total! [...] Assim, a França contribuiria com pelo menos dois bilhões de dólares adicionais para a guerra e a corrupção!", disse ele.

O político também pediu a paralisação total do financiamento ao regime de Kiev.

Anteriormente, a mídia ocidental, citando uma alta autoridade militar ucraniana, informou que Kiev pedirá aos aliados 20 bilhões de dólares (R$ 101 bilhões) adicionais em ajuda em uma reunião do grupo de contato sobre a Ucrânia no formato Ramstein, que ocorrerá em 18 de junho.

A Ucrânia tem mantido um orçamento com déficits recordes nos últimos anos, contando com a ajuda ocidental para cobri-los. O orçamento do país para 2026 foi aprovado com um déficit de 1,9 trilhão de grívnias (cerca de US$ 45 bilhões).

<><> Europa corre o risco de prolongar conflito na Ucrânia com retorno de refugiados, diz mídia

A União Europeia (UE) poderia prolongar o conflito na Ucrânia cedendo às exigências de Vladimir Zelensky e começando a repatriar refugiados do sexo masculino, escreve o portal norte-americano Responsible Statecraft.

"Ao procurar repor os recursos humanos da Ucrânia por meio do influxo de homens [ucranianos] que vivem na UE, os governos europeus correm o risco de simplesmente prolongar o conflito e aumentar o número de baixas militares", diz a matéria.

Segundo o portal, a redução do número de voluntários no Exército ucraniano é um aspecto pouco notado do conflito, refletindo um problema estrutural mais amplo que as autoridades de Kiev ainda não conseguiram resolver.

"Isso já diz respeito a muitos moradores da Ucrânia, onde os homens estão se escondendo por medo de serem detidos por oficiais dos centros de recrutamento", afirma o material.

As disposições atuais para refugiados ucranianos expiram em março de 2027, mas a Comissão Europeia já trabalha para prorrogá-las por mais um ano e avalia a opinião entre os Estados-membros, especialmente considerando que alguns deles apoiam a imposição de certas restrições.

¨      Terroristas ucranianos mataram crianças no Colégio de Starobelsk não por acaso, diz Scott Ritter

A possibilidade de o ataque das Forças Armadas da Ucrânia ao dormitório e ao prédio acadêmico do Colégio Profissional de Starobelsk, na República Popular de Lugansk (RPL), ter sido um acaso é totalmente excluída, declarou à Sputnik o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter.

Ritter salientou que as Forças Armadas ucranianas cometeram o assassinato deliberado de crianças inocentes.

"Todos nós sabemos que não foi por acaso [...]. Não sou mais jovem, já passei por muitos conflitos e vi muitas guerras, mas o que vi [em Starobelsk] foi realmente muito difícil", ressaltou.

Segundo o analista, esse ato de terrorismo ucraniano é uma forma que os combatentes têm de intimidar os moradores do Donbass.

O especialista concluiu que os criminosos de guerra ucranianos causaram sofrimento a muitas pessoas ao matar suas crianças.

No dia 22 de maio, drones das Forças Armadas da Ucrânia atacaram um alojamento estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, onde estavam 86 estudantes. O ataque provocou o desabamento do prédio. Vinte e um estudantes morreram e outros 44 ficaram feridos.

As forças russas, em um ataque de retaliação, atingiram alvos ligados à liderança militar da Ucrânia, utilizando mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário