América
Latina: Peru entre a disputa eleitoral e o avanço autoritário - Congresso
amplia poderes repressivos
A
eleição presidencial peruana caminha para um desfecho dramático. Com mais de
98% das atas processadas pela Oficina Nacional de Procesos Electorales
(ONPE), Keiko Fujimori aparece com uma
vantagem mínima sobre Roberto Sánchez: 50,052% contra
49,948%. A diferença representa apenas algumas dezenas de milhares de votos em
um universo de milhões de eleitores e mantém o país mergulhado em incerteza
política.
A
disputa, contudo, deixou de ser apenas eleitoral. Enquanto a definição
presidencial permanece aberta devido às atas observadas e aos questionamentos
sobre parte da votação, especialmente no exterior, o Congresso acelera uma
agenda que críticos classificam como um aprofundamento da erosão democrática no
país.
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Eleição indefinida e disputa pelas atas observadas
A ONPE
continua processando milhares de votos que permanecem sob observação. Segundo
dados divulgados pela imprensa peruana, cerca de 336 mil votos seguem
vinculados a atas observadas tanto no território nacional quanto no
exterior.
A
expectativa da campanha de Keiko Fujimori concentra-se especialmente no voto
dos peruanos residentes fora do país, que historicamente apresentam inclinação
mais favorável ao fujimorismo. Reportagens publicadas nos últimos dias apontam
que justamente esse segmento eleitoral permitiu à candidata reduzir a vantagem
anteriormente registrada por Roberto Sánchez.
Do
outro lado, setores ligados ao Juntos por el Perú defendem a revisão de
determinadas zonas onde alterações recentes na normativa eleitoral teriam
produzido situações consideradas atípicas. A proposta não envolve uma
recontagem nacional, mas sim verificações específicas em locais considerados
problemáticos.
O
cenário lembra momentos traumáticos da história política recente do Peru. A
extrema fragmentação eleitoral, combinada com a desconfiança acumulada em
relação às instituições, amplia o risco de que qualquer resultado seja
contestado por parcelas significativas da população.
A
tensão aumentou ainda mais após a saída de Keiko Fujimori do país antes da
conclusão oficial da apuração. A candidata afirmou que permanecerá acompanhando
o processo por meio de representantes credenciados, mas a decisão gerou
críticas e especulações em meio ao ambiente já carregado de incertezas.
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Congresso acelera agenda de endurecimento institucional
Enquanto
a atenção pública se concentra na disputa presidencial, o Congresso peruano
avança em uma série de iniciativas que vêm sendo denunciadas por organizações
civis, juristas e setores da imprensa como parte de um processo de concentração
de poder.
Uma das
medidas mais polêmicas aprovadas recentemente amplia a proteção institucional
para militares e policiais.
O texto
endurece as penas para militares e policiais envolvidos com organizações
criminosas — chegando à prisão perpétua em determinados casos —, mas ao mesmo
tempo fortalece a jurisdição militar-policial e amplia o espaço para que
delitos cometidos por agentes das forças de segurança sejam analisados dentro
de estruturas corporativas, em vez da justiça comum.
A
controvérsia surge porque a aprovação ocorreu poucos dias após o caso
Colcabamba, onde a versão oficial do Exército foi contradita pelas
investigações da Fiscalía. O Ministério da Defesa havia informado que os mortos
seriam integrantes de grupos ligados ao narcotráfico.
Posteriormente,
a investigação apontou que não foram encontradas drogas na operação e que
algumas vítimas teriam sido executadas após já estarem feridas. Um dos mortos
apresentava 51 perfurações por disparos, segundo a Fiscalía.
Para
críticos da norma, o problema não está apenas no texto legal isoladamente, mas
no contexto político em que ele surge. O Congresso vem aprovando sucessivas
medidas que reduzem o alcance de órgãos de controle, confrontam o Ministério
Público e ampliam a proteção institucional de setores ligados às forças armadas
e policiais.
Na
prática, os críticos argumentam que a lei pode produzir três efeitos:
- Reforçar o foro
militar-policial em casos envolvendo agentes de segurança;
- Dificultar
investigações independentes sobre violações de direitos humanos;
- Aumentar a
percepção de impunidade em operações que resultem em mortes de
civis.
O caso
Colcabamba levou à prisão preventiva de militares envolvidos na ação e provocou
forte desgaste para as Forças Armadas. Nesse contexto, organizações de direitos
humanos enxergam com preocupação a aprovação de novas garantias institucionais
para agentes de segurança.
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Pressão sobre Ministério Público e imprensa
As
preocupações democráticas não se limitam à área de segurança.
Nos
últimos dias, o Congresso aprovou relatórios destinados a impulsionar denúncias
contra figuras centrais das investigações anticorrupção no país, entre elas os
procuradores Rafael Vela e José Domingo Pérez, além do jornalista Gustavo
Gorriti, referência internacional em jornalismo investigativo.
Paralelamente,
outra legislação aprovada pelo Parlamento é apontada por críticos como uma
tentativa de enfraquecer a procuradora-geral Delia Espinoza por meio de
mudanças institucionais que alteram critérios de representação
profissional.
A
ofensiva coincide com um ambiente cada vez mais hostil para a imprensa.
Em
Arequipa, a residência do jornalista Julio Aquise foi alvo de explosivos após
denúncias envolvendo supostos atos de corrupção policial. Poucos dias antes, o
tradicional jornal La Industria, um dos mais antigos do Peru, anunciou o
encerramento de sua circulação após mais de 130 anos de existência.
Embora
os episódios possuam origens distintas, entidades de defesa da liberdade de
imprensa apontam um padrão preocupante de enfraquecimento do debate público e
de aumento da pressão contra vozes críticas.
¨ Cepeda encerra
campanha mirando indecisos antes do segundo turno na Colômbia
“A
pátria é um conceito nosso, não de seus traidores. No primeiro turno derrotamos
nas urnas o chefe tradicional da direita e da extrema-direita colombiana, Álvaro Uribe, que também foi
derrotado nos tribunais de Justiça. Agora, o marketing político nos traz um
novo produto: um obscuro advogado de narcotraficantes, paramilitares e
estelionatários, que se diz defensor da pátria, mas está ajoelhado diante dos
interesses e da intervenção estrangeira”.
De
forma enfática e ao som de gritos de “Cepeda presidente!”, o candidato do Pacto
Histórico foi saudado na Praça Santa Maria, no sábado (13), durante o comício
de encerramento da campanha progressista em Bogotá, ao lado de lideranças do
Congresso e dos movimentos sociais.
Nesse
local emblemático, anteriormente chamado Praça dos Touros, afirmou: “Encerramos
nosso período de grandes mobilizações, orgulhosos de ter reunido mais de um
milhão e 300 mil pessoas em atos públicos”.
Valorizando
a parceria estratégica com a grande liderança indígena Aida Quilcué, candidata
à vice-presidência, o líder humanista lembrou que não apenas obtiveram uma
grande votação no primeiro turno, como também elegeram “a bancada parlamentar
mais numerosa do país”.
“Somos
uma força imparável, integrada pelo melhor do povo. Então, conosco, tudo. E sem
nós, nada”, sorriu Cepeda, sob aplausos.
“DERROTAR
A EXTREMA-DIREITA E SEU PROJETO DE MORTE”
Em
clima de Copa do Mundo, saudado por um mar de bandeiras, faixas e cornetas
colombianas, o candidato exortou a que, no segundo turno, no próximo domingo
(21), todos se dediquem ao máximo, pois o “voto é essencial para continuar as
grandes transformações e derrotar a extrema-direita e seu projeto de morte”.
Cepeda
lembrou que Abelardo de la Espriella pegou a família e “foi viver no exterior
para se identificar com outros poderes”. “Ele não gosta de ser identificado com
o popular e não quer acabar com a pobreza, mas acabar com os pobres”,
sintetizou.
O
ultradireitista, assinalou, pretende “acabar com as conquistas sociais obtidas
nesses anos, com as liberdades e perseguir a oposição. Quer que voltemos à
época em que o inimigo interno era o povo colombiano”.
“Não
permitiremos isso de forma alguma. Quer acabar com a natureza, com o
fraturamento hidráulico, com os páramos, com as fontes de água e com a riqueza
natural. Nosso projeto é exatamente o contrário, e estamos em um lugar que
simboliza isso. Nesta praça se praticavam a tortura e o espetáculo da morte com
os animais, até que chegou nosso governo da Bogotá Humana”, recordou.
“PETRO
BENEFICIOU AS COMUNIDADES EXCLUÍDAS E ESQUECIDAS”
“O
companheiro presidente Gustavo Petro liderou o primeiro governo social que o
nosso país teve, que inverteu as prioridades em benefício das comunidades
historicamente excluídas e esquecidas, e não dos setores da elite que
concentram a riqueza e o poder. Foi o primeiro governo que realizou uma
verdadeira reforma agrária, entregou centenas de milhares de hectares aos
camponeses e reconheceu os trabalhadores rurais como sujeitos de direitos”,
sublinhou Cepeda.
Engajada
com força redobrada, a intérprete bilíngue Veronica Polania acredita que “é
hora de redobrar os esforços para deixar bem claro o significado das propostas
de Cepeda para ajudar o país e seu plano de governo”.
“Agora
acreditamos que fizemos uma excelente campanha e que lutamos não só pelo meio
ambiente, mas também pelos nossos direitos”, afirmou.
O
professor e sociólogo Luis Alfonso considerou que “um dos aspectos mais
importantes foi a mudança nas pessoas, que passaram a falar, participar e sair
às ruas. Isso é transformação”.
“O
principal inimigo a ser superado é a ignorância, enquanto acreditávamos que era
a corrupção. Mas a corrupção é uma derivação da ignorância, e isso estamos
vendo no grau de polarização do país. Com Petro chegamos à polarização; com
Cepeda chegaremos ao poder”, frisou.
Estudante
de artes, Ana Maria Pirilla reiterou a importância de participar da votação no
próximo domingo, “pois nosso voto em Cepeda precisa se fazer valer com amor,
defendendo os páramos e os ecossistemas e derrotando o ódio propagado por De la
Espriella”.
Sua
irmã, a geógrafa Lina Maria, estudante de biologia, compartilha da mesma
opinião. Para ela, “não há nenhuma lógica em colocar os interesses das grandes
empresas acima da preservação da natureza e dos ecossistemas de um país tão
vasto”.
A
ultradireita, apontou, “quer privatizar tudo, transformar nossas selvas em
zonas de sacrifício, mercantilizando pessoas que já se encontram em situação de
vulnerabilidade”.
Como se
não bastasse, acusou, pretendem cortar em 40% os recursos do Estado, “o que é
inconcebível, pois acabaria com a fiscalização e afetaria de forma muito grave
a educação e a saúde públicas”.
“DE
LA ESPRIELLA USOU O MARKETING POLÍTICO PARA COMPRAR VOTOS E MANIPULAR
CONSCIÊNCIAS”
Em
Soledade, cidade do departamento de Atlántico, Iván Cepeda concluiu a campanha
no domingo (14), animado por dezenas de milhares de apoiadores.
“Confio
nas instituições democráticas e participativas. Confio na comunidade
empresarial, nas forças de segurança e no sistema judiciário que quer construir
a democracia. Confio no diálogo e na possibilidade de um Pacto Histórico”,
asseverou Cepeda, destacando que “nada do que conquistamos foi de graça”.
“A
democracia que temos, com todas as suas imperfeições, é valiosa”, registrou.
“Estou
profundamente orgulhoso da campanha eleitoral que realizamos juntos. Não se
tratou de marketing político, compra de votos, manipulação de consciências,
mentiras ou uso de inteligência artificial para fabricar calúnias, como está
fazendo a campanha de De la Espriella”, alertou.
Além
disso, manifestou o candidato progressista, “podemos comprovar o grande apreço
do povo caribenho diante de tamanho empenho pela vitória”.
“Estou
profundamente orgulhoso da campanha eleitoral que realizamos juntos. Não se
trata de marketing político, desperdício de recursos ou uso de inteligência
artificial para fabricar calúnias. Falo das pessoas, dos murais, da propaganda,
das músicas e dos vídeos artesanais”, agradeceu Cepeda.
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Cepeda denuncia roubo de documentos e ameaças antes do segundo turno
“Nunca
havíamos tido a possibilidade de governar a Colômbia e hoje demonstramos que
administramos bem e, mesmo com toda a sabotagem do Legislativo e do Judiciário,
muito melhor do que todos os anteriores. Precisamos agora desmontar o
neoliberalismo reinante, algo que não conseguimos fazer no primeiro governo por
termos um Congresso da República contrário ao presidente Gustavo Petro”.
A
afirmação da deputada federal Ana Erazo, eleita pelo Vale do
Cauca, foi feita na fundação “Um teto para meu povo”, em Cali, que, junto a
inúmeros movimentos sociais, se somou com afinco à reta final da campanha do
Pacto Histórico.
“Venceremos
com Cepeda! Nosso povo não aceita o fascismo”, enfatizou, condenando as seis
décadas de banho de sangue que dizimaram organizações e partidos populares como
a União Patriótica (UP).
O clima
de perseguição da extrema-direita tem se acirrado próximo ao segundo turno, no
próximo dia 21, principalmente quando o candidato de Trump e cidadão
estadunidense Abelardo de la Espriella defendeu abertamente “destripar a
esquerda”.
“Ele
declarou de forma direta que vai nos destruir. É um apologista e um promotor
terrível do fascismo, de tal maneira que há pessoas que saem de casa com um
facão para defendê-lo. O que estamos vendo é uma campanha fanática da morte
contra a vida”, condenou.
Diante
de tal comportamento, explicou Ana Erazo, “estamos reforçando a denúncia contra
Abelardo, que defendeu paramilitares, narcotraficantes e feminicidas. Além
disso, propõe a cópia do projeto de repressão e megaprisões de Bukele, em El
Salvador [país onde a responsabilidade penal começa aos 12 anos]”.
A
parlamentar assinalou que, guiados por essa compreensão macabra, “há dois dias
das eleições invadiram e roubaram a Casa dos Povos em Cali, levando vários
documentos, o que nos fez acionar a polícia para garantir um mínimo de
segurança, já que nossas vidas estão sempre em risco”.
“Eu
mesma tive cinco ameaças. O nosso senador Alexander López escapou da morte
agora em maio, quando estava em campanha no Vale do Cauca. Sequestraram sua
camionete, cobriram o carro de tiros e o motorista conseguiu escapar porque
abriu a porta e pulou em movimento”, relatou.
ELEGER
CEPEDA E DESMONTAR O NEOLIBERALISMO
Valorizando
a aprovação das reformas Trabalhista e Previdenciária – mesmo que esta última
continue sendo travada –, a deputada acredita que “com maior representação do
Pacto Histórico na Câmara e no Senado poderemos fazer as reformas da Saúde,
Política, Trabalhista 2.0 e Educativa, e recompor os direitos retirados pelo
neoliberalismo”.
Ana
Erazo aponta como pontos-chave “a recuperação de direitos essenciais, como o
pagamento de horas extras aos domingos, antes remunerado como um dia qualquer.
Também conseguimos reduzir a jornada de 48 para 42 horas e fazer com que o
adicional noturno comece às 19 e não mais às 21 horas”.
Na
questão previdenciária, registrou, “avançamos para que não sejam mais os fundos
privados que administrem os recursos dos idosos, pois estavam utilizando o
dinheiro para especular fora do país”.
Entre
as cinco reformas pendentes, esclareceu Ana Erazo, “lutamos para que haja maior
equidade em torno dos partidos políticos, que estão muito permeados pela
corrupção, pelo constrangimento eleitoral e pela compra de votos. Além de uma
melhor organização, necessitamos garantir que haja mais espaço para a
participação das mulheres, a fim de que tenhamos igualdade de direitos”.
Por
conta da atual bandalheira, advertiu, “precisamos de uma reforma no Judiciário,
não somente pelo sistema carcerário existente, mas porque a Procuradoria muitas
vezes termina representando mais os partidos e as decisões dos políticos do que
a própria legalidade”.
Outra
bandeira do Pacto Histórico é “uma reforma educacional para fazer frente às
injustiças sociais reinantes, porque, historicamente, há mais recursos para a
guerra e para o conflito interno do que para a educação pública, gratuita e de
qualidade para todos”.
SETOR
DA SAÚDE PRECISA SER RETIRADO DOS NEGOCISTAS
A
deputada reivindicou atenção às reformas do Código Eleitoral e da Saúde, já que
as Entidades Promotoras de Saúde (EPS) se tornaram empresas, entes privados que
contratam e fazem seus negócios para que sejam elas mesmas a controlar
indevidamente os recursos. Desta forma esdrúxula, alertou, “sem que seja o
Estado a manejar diretamente os recursos para o bem do cidadão, o indivíduo
acaba sendo o último a ter acesso ao direito”.
“Mercantilizaram
a saúde, a entregaram ao setor privado, que depois não fornecia os medicamentos
e fazia cirurgias de tudo só para cobrar do Estado. Conforme observamos no ano
passado, segundo a Controladoria, essas EPS roubaram, com a corrupção, 32 bilhões
de pesos colombianos, cerca de um bilhão de dólares”, recordou.
ABELARDO
ROUBOU SÍMBOLOS PÁTRIOS E COPIA OS DE TRUMP
Por
conta do cenário colocado, o momento é de disputar cada voto, exclamou, pois o
marketing político de Abelardo conseguiu vender seu candidato no primeiro turno
“como uma pessoa com toda a idiossincrasia colombiana, passando por religioso,
quando sabemos que é ateu; que ama os animais, quando os maltrata; que respeita
a natureza, quando é avesso a ela”.
“Já
sabemos o que esperar de uma pessoa que rouba os símbolos pátrios, como a
bandeira, e copia os de outros candidatos, como Trump e Milei, em torno de um
leão ou um tigre”.
“Agora
temos que refletir para que Trump, que felicitou o seu tigrinho, não saia
vitorioso. Precisamos de muita pedagogia para conversar com as pessoas e levar
o povo às urnas, combatendo a abstenção [de 43% no primeiro turno, pois aqui o
voto não é obrigatório]. Para isso, é necessário explicar o que há por detrás
do candidato da extrema-direita que, por sua nacionalidade estadunidense,
obviamente vai aceitar as determinações do seu governo. Então, é todo o modelo
da extrema-direita copiado”, denunciou.
“Nós
cometemos muitos erros no primeiro turno. Não tivemos a capacidade de mobilizar
todas as pessoas que sabem que Petro é um bom presidente, sobretudo porque
nosso governo chegou às zonas mais vulneráveis, à ruralidade, com a reforma
agrária. Alcançamos espaços em que um governo nunca havia estado”, relatou.
“Para o
segundo turno, estamos motivando mais as pessoas que foram beneficiadas, em que
o Estado chegou depois de muitos anos com hospitais, com atenção, para que
votem. Da nossa parte, nos toca ajudar e motivar esse eleitorado para que se
desloque e saia para votar. Entre os erros que cometemos houve triunfalismo”,
refletiu.
Outro
equívoco, adicionou, “foi concentrar a denúncia em Paloma Valencia (mais
próxima ao ex-presidente Álvaro Uribe) e revelar tudo o que ela era e
representava, deixando Abelardo em segundo plano. Agora estamos focados em
desnudar quem ele é, suas mentiras, quem o cerca, de onde sai o dinheiro que o
financia e o que aconteceria caso ganhasse”.
“RECOMPOSIÇÃO
PARA UM SEGUNDO GOVERNO PROGRESSISTA”
Nesta
semana, demonstrou a parlamentar, “recompusemos a situação e esperamos que o
povo possa tomar consciência e se mobilizar para garantir um segundo governo
progressista. É isso o que estamos vendo na reta final, principalmente da
juventude, que está convocando outros para votar”.
“Antes
a gente não se movia, agora está se mobilizando. Porque sabemos que estamos
vivendo bem, que temos melhores condições para viajar, para fazer um passeio,
ir ao centro comercial, comprar roupa, a economia está melhorando. Mas, de
todas as formas, é um desafio e precisamos dos movimentos sociais e
comunitários, dos sindicatos, que todos se somem à campanha. Este segundo
governo será de desafio e de responsabilidade com o desenvolvimento, com o
país”, indicou.
Conforme
Ana Erazo, na contramão do progresso e do desenvolvimento propostos por Cepeda
e Aída Quilcué, “vêm os que querem pegar o nosso petróleo, pôr a mão na nossa
biodiversidade, voltar à guerra”.
“Felizmente,
hoje é o povo que diz o que deve ser feito e que não quer perder seus direitos.
Hoje é o povo quem manda, quem decide. São os colombianos que estão indo às
ruas, fazendo o que têm que fazer para eleger o Pacto Histórico”, concluiu.
Fonte:
Diálogos do Sul Global

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