sábado, 1 de novembro de 2025


 

Estela de Carlotto, Avó da Praça de Maio: “Querem reduzir a democracia ao simples ato de votar”

Um especial da revista Caras y Caretas dedicado a Estela de Carlotto não estaria completo sem a voz da própria protagonista, cuja trajetória combina compromisso, coragem e persistência.

Referência incontornável no campo dos direitos humanos, presidenta e figura paradigmática das lutas da Associação Avós da Praça de Maio — onde consolidou um legado de resistência que atravessa gerações —, na Argentina, Carlotto encontrou um tempo em sua incansável tarefa — que ainda continua, aos 95 anos — para relembrar uma vida exemplar. Confira:

·        Adrián Melo – Que lembranças tem de sua vida como professora?

Estela de Carlotto – Era a vida típica de uma mulher de classe média. Meu marido era químico e tinha uma pequena fábrica. Primeiro fui professora primária e depois encerrei minha carreira como diretora de uma escola primária perto de La Plata, onde vim morar: a Escola Nacional de Brandsen. Sou portenha, mas aos dez anos minha família se mudou para La Plata e, desde então, me sinto orgulhosamente platense.

·        Como era sua relação com as crianças da escola?

As crianças para quem eu dava aula eram do bairro: simples, provenientes de setores populares. Algumas eram atendidas por instituições e organizações do Estado. Isso me dava muita tristeza, porque não conheciam um lar nem um ambiente familiar. Procurava ajudá-los no que podia — em suas tristezas, carências e na tentativa de enfrentar da melhor forma possível as situações de pobreza e abandono. Tinha uma relação tão maravilhosa com eles que muitos ainda mantêm contato comigo. Ali também conheci a solidariedade e a bondade dos setores populares. Finalmente, me aposentei porque veio a etapa mais trágica da minha vida: o desaparecimento de meus entes queridos.

·        Primeiro o sequestro de seu marido e depois o de sua filha Laura. Quais foram suas primeiras ações após o terrorismo de Estado exercido sobre sua família?

Me aposentei e me dediquei, junto a outras mulheres que haviam sofrido o desaparecimento de suas filhas e filhos — primeiro em La Plata e depois em Buenos Aires — a nos reunir em nossas casas. Não pensávamos em fundar uma organização formal, e sim em formar um grupo de busca diante da ditadura cívico-militar.

·        Como foram as primeiras reuniões?

Com as amigas de La Plata, nos reuníamos nas casas de algumas de nós. Depois começamos a nos encontrar em Buenos Aires com outras mães e com as avós, que tinham uma dupla busca: a de seus filhos e filhas desaparecidos e a dos netos que presumíamos terem nascido no cativeiro. Como a maioria vivia em Buenos Aires, viajávamos constantemente e fazíamos reuniões. Não tínhamos sede: nos encontrávamos em confeitarias, fingindo um chá entre amigas. Por telefone, dizíamos: “Vamos nos reunir para comprar flores”. Já na confeitaria — geralmente uma chamada La Florida —, quando o garçom se afastava, tirávamos os papéis para falar com juízes e buscar as estratégias menos perigosas possível. Assim, com companheiras que compartilhavam a mesma dor, fomos formando pouco a pouco esta associação que hoje é reconhecida mundialmente. Daquelas avós, apenas três ainda estamos vivas.

·        Que papel desempenharam os maridos e os homens da família?

Sempre digo que são os heróis anônimos. A maioria de nós tinha o apoio dos maridos, mas não permitíamos que fossem aos atos, porque corriam mais risco. Os homens eram vistos como perigosos; as mulheres, como tolas. Soube que o discurso dos militares era: “Deixem-nas caminhar e marchar, são mulheres, não valem nada, vão se cansar, vão sentir medo”. Então decidimos pedir aos homens que não participassem das atividades visíveis — nem na Praça de Maio nem na Casa de Governo — para reclamar por nossos filhos. E assim nos deixaram. Já se passaram quase 50 anos e continuamos marchando. A profecia dos militares não se cumpriu: não nos cansamos, seguimos exigindo justiça. Passou meio século e seguimos exigindo justiça.

·        A senhora soube que sua filha, no cativeiro, disse: “Minha mãe não vai perdoar os milicos pelo que estão me fazendo. E vai persegui-los enquanto tiver vida”.

Sim. Evidentemente, Laura me conhecia mais do que eu mesma me conhecia. Nunca imaginei que minha vida tomaria este rumo e este compromisso político.

·        Em que momentos dessa longa e árdua luta sentiu que se cansava, que ia desistir?

Desistir nunca foi uma opção. Certa vez disse a meu marido que não aguentava mais. Ele, longe de aceitar essa afirmação, me convenceu do contrário. E isso que eu deixava marido e filhos para viajar, buscando apoio no exterior. Sua resposta foi clara: “As outras mães precisam de você”. Essa frase me sustentou.

·        Que sentimentos experimentou nas primeiras marchas?

Tinha muito medo. Na primeira marcha tremia como uma folha, cercada por policiais a cavalo. Também temia pelo resto da minha família. Tive quatro filhos: duas mulheres e dois homens. Todos militavam e participavam da política. O mais novo também foi perseguido: seguiam-no de carro pelas ruas de La Plata e o advertiam: “Carlotto, se cuide”.

·        Entre os marcos da história das Avós, como surgiu o Banco Nacional de Dados Genéticos?

A maioria de nós era professora, empregada ou dona de casa. Tivemos que aprender a realizar a busca. No começo, atuávamos de maneira um pouco ingênua. Esperávamos e observávamos as crianças que saíam das escolas, procurando semelhanças físicas. Se alguém nos dizia que havia um menino retirado de forma suspeita, uma de nós se escondia atrás de uma árvore para tirar uma foto e outra disfarçava como se esperasse um neto. Era absurdo, mas era o único recurso que tínhamos. Com o tempo, uma notícia em La Plata mostrou que havia sido comprovada a relação de parentesco entre um pai e um filho por meio de uma análise clínica. Foi então que percebemos que a chave da busca estava no sangue. Surgiu, nesse momento, a figura da geneticista Mary-Claire King, uma amiga profissional que nos ajudou enormemente e a quem honramos de todo coração.

·        Como continua a luta da Associação Avós da Praça de Maio?

Como as Avós que seguimos vivas somos quase centenárias, passamos o bastão à organização formada por netos e netas recuperados e por irmãos dos desaparecidos. Continuamos trabalhando para que isso nunca mais aconteça e para seguir encontrando. Há pouco tempo anunciamos a recuperação do irmão de uma querida companheira. Ele vivia perto da casa da irmã. Muitas vezes a intuição familiar, esses ditames do coração, ajudou na recuperação.

·        Que estratégias políticas persistem em tempos em que as políticas de memória são questionadas no discurso nacional?

É uma luta social. Temos democracia, que é o mais importante, mas parece que querem reduzi-la ao simples ato de votar. Depois é preciso ver o que acontece com o eleito: se governa para todos ou apenas para alguns poucos. Parece que o presidente e sua equipe governam para os que mais têm. Vivemos sob um governo eleito democraticamente, mas que vem perdendo legitimidade por suas ações negativas. Este governo não gosta de nós nem nos apoia. Tampouco ajuda ou protege a maioria do povo, nem os setores mais vulneráveis. É lamentável. Foi eleito democraticamente, mas está levando o país a uma situação terrível.

·        Que mensagem daria às juventudes?

Os jovens são fundamentais para a luta, mas é necessário que ela seja sem violência. As diferenças políticas não devem nos transformar em inimigos. É preciso buscar caminhos de pacificação para alcançar a paz social. Uma condição básica é o respeito aos idosos. Todas as quartas-feiras, uma velhice que necessita de cuidados do Estado marcha e é agredida pelas forças de segurança. Isso nunca deveria acontecer, e muito menos em uma democracia. Hoje vivemos em uma democracia que, muitas vezes, não parece sê-lo.

¨      Milei recebe governadores e promete acelerar reforma contra direitos trabalhistas

A Casa Rosada, sede do Poder Executivo da Argentina, foi sede, na noite desta quinta-feira (30/10), de uma grande reunião para a qual o presidente da Argentina, Javier Milei, convocou todos os seus ministros, representantes do Legislativo e do Judiciário e também os governadores de 19 das 23 províncias do país, além do prefeito da capital, Buenos Aires.

Apenas quatro das autoridades mais importantes do país não estiveram presentes: os quatro governadores peronistas: Axel Kicillof (Província de Buenos Aires), Gustavo Melella (Tierra del Fuego), Ricardo Quintela (La Rioja) e Gildo Insfrán (Formosa).

Durante o encontro, o líder da extrema direita afirmou que, após a cerimônia de posse dos novos deputados e senadores eleitos nas eleições legislativas do último domingo (26/10), e com a maioria que a bancada governista montará com essas novas incorporações, o governo levará ao parlamento os novos projetos de reforma com as quais pretende acelerar o processo de “desestatização” defendido em seu programa.

Vale recordar que o partido governista A Liberdade Avança, de extrema direita, obteve 40,7% dos votos na eleição para a Câmara dos Deputados realizada no último domingo (26/10), e também 42% na eleição para o Senado, o que significou a formação de uma maioria em ambas as casas legislativas quando se consideram os acordos políticos com outras forças de direita.

A posse dos novos parlamentares eleitos na Argentina acontecerá no próximo dia 10 de dezembro, razão pela qual o governo garantiu que os novos projetos de reforma terão seus trâmites iniciados ainda este ano.

<><> Três reformas

Segundo o porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni, o novo pacote que será apresentado será conformado por três reformas principais.

A primeira delas será a reforma trabalhista, cujo objetivo será desincentivar a sindicalização e os acordos coletivos, e facilitar as negociações individuais entre trabalhadores e empregadores.

“Temos que defender melhor os trabalhadores que estão atualmente no setor informal e aqueles que estão sendo pressionados pela indústria da sindicalização”, argumentou Adorni.

O segundo projeto é o de reforma tributária, visando “aliviar a carga do setor privado, eliminando alguns impostos ou diminuindo as alíquotas de outros”, de acordo com o porta-voz.

Finalmente, a terceira reforma planejada pelo governo de Milei para os próximos meses será a do Código Penal, “para que os criminosos sejam responsabilizados e o direito à propriedade privada seja protegido”, declarou o representante da Casa Rosada.

¨      Por pressão dos EUA, governo interino do Haiti corre para realizar eleições

Após pressão dos Estados Unidos, o Conselho Presidencial de Transição do Haiti afirmou que vai realizar eleições nos próximos meses. Os planos de curto prazo causam espanto e críticas de movimentos e entidades que alegam que o país não tem condições de realizar eleições democráticas, por causa da crise generalizada que atinge o Haiti e que o pleito apenas legitimaria um governo comprometido em garantir interesses de estrangeiros.

Centenas de gangues criminosas operam livremente pelo país, proibindo a circulação por grandes áreas do país, inclusive da capital, Porto Príncipe. Além disso, a falta de fornecimento de energia elétrica por quase a totalidade do território dificulta o trabalho de preparação de centros eleitorais, cadastro de eleitores, em um cenário onde há 1,5 milhão de refugiados internos.

Esses são alguns dos argumentos levantados por movimentos haitianos, que afirmam ainda faltar tempo para a realização adequada de todas as etapas de um processo eleitoral, mais ainda junto a uma população que está há quase 10 anos sem poder exercer o seu direito de voto. Ou de simplesmente circular pelo país.

As gangues controlam as principais estradas e semeiam um clima de terror nas regiões mais populosas. Integrante da coordenação do Movimento Democrático Popular (Modep), Elysée Luckner Vil compartilha as dúvidas de muitos cidadãos haitianos: “Os dois estados que mais têm eleitores no país, o Oeste e o Artibonite, são aqueles que mais sofrem a pressão das gangues. O Oeste é o coração político, onde fica a capital. Imaginem que tipo de eleições podem ser organizadas, com bandidos no controle!”.

Até hoje, o trajeto por terra entre as duas maiores cidades do país, Porto Príncipe e Cabo Haitiano, depende de um pagamento informal a homens armados – quando não é simplesmente impossível. Nessas condições, é difícil conceber a realização de uma campanha política que tenha credibilidade. Assim como é difícil apostar que as populações dos bairros dominados por gangues armadas possam gozar de segurança e liberdade na hora de ir às urnas.

“Enquanto organização popular, não somos contra as eleições”, explica Vil. “Elas são uma conquista democrática. O problema é o momento e é o jeito de fazer, quando não se respeitam um conjunto de princípios e normas para a população votar com tranquilidade e escolher o candidato que ela quer”.

<><> Fantoche dos EUA?

Vazamentos da imprensa haitiana afirmam que o calendário eleitoral começa em duas semanas. Desde que assumiu a presidência do Conselho Presidencial de Transição (CPT), em agosto deste ano, Laurent Saint-Cyr fala frequentemente sobre a preparação em curso de eleições gerais no país. Segundo ele, US$ 65 milhões (R$ 347 milhões) já foram desbloqueados, 85% dos centros de votação e 6,2 milhões de eleitores já foram identificados pelo Conselho Eleitoral Provisório, que conta com um novo presidente.

Por trás dos números e medidas ostentadas pelo governo, existe a necessidade de tranquilizar os seus credores internacionais, especialmente dos EUA, que, em abril de 2024, colocaram o CPT no poder com uma missão dupla: combater a insegurança e restabelecer a democracia no país, num prazo de 22 meses. O problema é que, 18 meses depois, praticamente nada foi feito, nem de um lado, nem do outro. A cem dias do final do mandato, o CPT tem pressa de mostrar serviço a seus doadores.

Numa intervenção realizada semana passada frente ao Conselho de Segurança, o chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (Binuh) não escondeu seu ceticismo. “A hora está avançando. Estou preocupado pela ausência de trajetória clara rumo à restauração de uma governança democrática”.

A Comunidade dos Caribes (Caricom), principal articuladora das organizações haitianas que hoje compõem ou apoiam o CPT, admitiu estar “em contato com os líderes dos grupos e setores representados”, a fim de “levantar propostas para fim do mandato”, deixando em aberto a possibilidade de uma prorrogação ou renovação de um poder de transição não eleito.

Os Estados Unidos, por sua vez, não desistem de uma consulta popular até fevereiro. Eles, que advogaram pela criação de uma nova Força de Repressão às Gangues perante a ONU, agora acompanham de perto o andamento da pauta eleitoral – deixando entender que o financiamento daqueles contingentes não acontece sem contrapartida.

“O momento chegou para o CPT e os demais membros do governo haitiano de cumprirem seu papel a fim de apresentar um plano preciso, acompanhado de um calendário eleitoral para a transição política” – declarava o embaixador estadunidense em Porto Príncipe, Henry T. Wooster, no início do mês de outubro e na véspera de uma viagem de Laurent Saint-Cyr a Washington.

Três dias depois, o Conselho dos Ministros haitiano anunciava uma medida drástica: o abandono de um projeto de nova constituição que o governo ainda pretendia adotar por referendo antes mesmo de pensar em organizar eleições. O texto, que era visto pelo campo progressista como um retrocesso em relação à Constituição atual, nasceu morto com a justificativa de acelerar o calendário. Os US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) investidos em sua elaboração não serão devolvidos ao povo haitiano e o foco agora está na renovação supostamente democrática do poder executivo.

<><> Quem ganha com eleições antidemocráticas?

Haiti tem um histórico de denúncias de irregularidades eleitorais, desde o início da década de 1990, que levaram não apenas à destruição progressiva do estado, mas também à descredibilização do processo democrático aos olhos do povo. Nas últimas eleições presidenciais organizadas no país, em novembro de 2016, a participação não passou de 21% dos cidadãos aptos a votar.

Resta saber, então, até que ponto vale a pena forçar um processo eleitoral caduco para manter as aparências de normalidade. Neste sentido, a insistência dos Estados Unidos e das próprias Nações Unidas em cumprir o prazo, mesmo sabendo da situação do país e da falta de garantia democrática, levanta uma série de questionamentos. A leitura da maioria das organizações populares contrárias a essa imposição de agenda é que as eleições serviriam apenas para colocar uma máscara de legitimidade num governo conivente com interesses estrangeiros.

“Desde o golpe contra Aristide [presidente derrubado em 1991], só temos eleições de fachada no Haiti, onde países como os Estados Unidos ou a França manipulam o processo para colocar no poder governos submissos. Hoje, é a mesma coisa: eles estão forçando o CPT a organizar eleições para continuar com esse mesmo projeto” lamenta Elysée Luckner. Infelizmente, desconfiando ou não das boas intenções da administração de Donald Trump, o contexto atual de alta tensão no mar do Caribe, assim como a posição central do Haiti neste cenário, dão motivos objetivos para temer outra ofensiva imperialista na ilha.

¨      Governo de Honduras mobiliza Forças Armadas contra 'golpe eleitoral'

A presidente hondurenha , Xiomara Castro, ordenou nesta quinta-feira (30/10) que as Forças Armadas (FFAA) se coloquem à disposição do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para salvaguardar o processo eleitoral de 30 de novembro e neutralizar uma conspiração para alterar os resultados das urnas.

Na qualidade de Comandante-em-Chefe, a presidente baseou a decisão no cumprimento da Constituição e da Lei Eleitoral para garantir a segurança do material, a transparência na transmissão dos registos e, fundamentalmente, o respeito pela vontade popular.

A medida surge em resposta a alegações de um plano que a própria presidente descreveu como uma tentativa de “golpe eleitoral “. O Ministério Público revelou a existência de gravações de áudio que demonstram uma “conspiração criminosa em curso para manipular o transporte eleitoral, interferir na transmissão dos resultados e alterar a vontade popular”, segundo um comunicado oficial.

Em resposta a essa ameaça, Castro enfatizou que “nenhum ato que vise sabotar a transparência eleitoral, violar a soberania do povo ou perturbar a paz democrática será tolerado”.

<><> O fantasma da fraude de 2017

A acusação foi tornada pública por Rixi Moncada, candidata à presidência pelo partido governista Liberdade e Refundação (Libre). “Nós os derrotamos porque desmascaramos seu plano perverso, seu grande esquema para roubar as eleições novamente “, afirmou Moncada durante um evento em San Pedro Sula.

O candidato à presidência relacionou a atual conspiração à fraude eleitoral de 2017 , quando “derrubaram o sistema de transmissão por mais de 72 horas e roubaram os resultados de 5.000 seções eleitorais”. Esse evento, que favoreceu a reeleição do então presidente Juan Orlando Hernández, desencadeou uma grave crise política no país.

Rixi Moncada acrescentou que nas próximas eleições eles enfrentarão mais uma vez a “elite corrupta do sistema bipartidário de 130 anos” .

<><> As Forças Armadas iniciam investigação

Em resposta à denúncia, as Forças Armadas anunciaram o início de uma investigação para esclarecer os fatos e apurar responsabilidades . Em comunicado, os militares reafirmaram seu compromisso com o Estado de Direito e o respeito à vontade popular, assegurando que agirão em estrita conformidade com a Constituição.

Por sua vez, a presidente Castro garantiu um “processo eleitoral limpo, livre, transparente, seguro e verificável, onde o voto popular será respeitado e nenhuma estrutura fraudulenta ou operação de interferência criminosa digital ou manipulação cibernética prosperará” .

As eleições presidenciais estão marcadas para 30 de novembro. De acordo com dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o cadastro eleitoral inclui 6.522.577 pessoas, e os cargos em disputa são o de presidente e três vice-presidentes, os 128 membros do Congresso e as autoridades dos 298 municípios de Honduras.

 

Fonte: Por Adrián Melo, em Caras y Caretas/Opera Mundi


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