Tarifaço:
4 vezes que Eduardo Bolsonaro conspirou com Trump para salvar seu pai
Enquanto
o tarifaço de Trump segue em curso, o que certamente irá impactar profundamente
as condições de vida dos trabalhadores, Eduardo Bolsonaro atua como agente do
aprofundamento da ingerência imperialista no Brasil. Arquiteta novas chantagens
ao regime político brasileiro em favor de uma pressão pelo retorno dos direitos
políticos de Jair Bolsonaro.
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1. Chamou o tarifaço de “Tarifa Moraes” e agradeceu Trump
Logo
após o anúncio das tarifas, Eduardo foi às redes declarar apoio às medidas,
chamando-as de “Tarifa Moraes”, agradecendo Trump dizendo que o tarifaço era “a
única esperança que nos resta”, apoiando a intervenção política de Washington
no regime político brasileiro. Não acreditamos que o STF seja qualquer aliado
na luta contra o intervencionismo, porém deixa claro que Eduardo e essa ala do
bolsonarismo estão dispostos a entregar o país nas mãos do Trump para salvar o
seu legado político.
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2. Fez lobby nos EUA por sanções contra ministros do STF
Em vez
de combater as arbitrariedades do STF com mobilização popular, Eduardo defendeu
a aplicação da Lei Magnitsky – um mecanismo imperialista que permite sanções
econômicas e políticas contra autoridades de outros países. Ele articulou
diretamente com setores trumpistas nos EUA para sancionar Alexandre de Moraes e
outros membros do Judiciário, em mais um gesto de completa subordinação ao
imperialismo.
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3. Participa de articulações com o trumpismo e a extrema-direita internacional
Desde
seu “exílio” nos EUA, Eduardo atua como operador direto do trumpismo, mantendo
contato com setores como Steve Bannon, Eduardo Verástegui, Paulo Figueiredo e
parlamentares do Partido Republicano. Essas alianças servem para
internacionalizar a crise e apresentar Bolsonaro como “perseguido político”,
numa tentativa de limpar a ficha da extrema-direita brasileira.
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4. Provocou até mesmo aliados a defenderem o seu discurso intervencionista
Após a
pressão sofrida por ter apoiado abertamente o tarifaço, Tarcísio viu seus
planos de se candidatar no próximo ano ameaçados, gerando desgaste com a
própria burguesia por ter endossado a política de apoio ao tarifaço. Foi
obrigado a recalcular rota, o que levou Eduardo a chamar Tarcísio de Freitas de
“covarde” e “submisso” por manter diálogo com o governo Lula diante da crise
com os EUA.
Além
dele, o novo alvo de Eduardo, em uma de suas lives, foram os agentes da Polícia
Federal que contribuíram com a operação contra Jair Bolsonaro que resultou no
uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente. A Polícia Federal chegou ser
parte da política de Bolsonaro de controlar o resultado das eleições de 2022,
com ajuda do judiciário, para impedir que parte da população no Nordeste, base
tradicional de Lula, pudesse votar.
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Combater a ingerência imperialista de forma independente do judiciário e do
governo Lula
Enquanto
a extrema-direita atua para que Trump volte aos métodos tradicionais de
ingerência direta na política e na economia do Brasil, pensando nos seus
próprios interesses, a resposta do judiciário e do governo Lula fortalecem a
própria extrema-direita e o imperialismo.
O
governo Lula se alia com os empresários, entre eles apoiadores tradicionais da
extrema-direita e do bolsonarismo, desde o agro à golpista FIESP e CNI. Além
disso, mantém amarras que garantem a dominação imperialista sobre o país: o
arcabouço fiscal, as reformas neoliberais e o pagamento fraudulento da dívida
pública.
O
próprio STF, que se coloca como árbitro da política e em favor do “combate à
extrema-direita”, já vinha de condenações a militares e outros aliados de
Bolsonaro enquanto tomava decisões para favorecer Tarcísio de Freitas, como o
apoio à sua iniciativa de privatizar a educação básica de SP.
Busca
apenas deslocar a extrema-direita para o apoio de uma figura menos instável
para o regime, tirando de cena sua ala mais radical. O que tampouco vem tendo
sucesso, frente às sucessivas medidas judiciais alimentares, o discurso de
perseguido e de vítima por parte de Jair Bolsonaro.
O STF
sempre foi uma cabeceira de praia do jogo político do imperialismo
norte-americano, avalizando o golpe institucional de 2016, planejado dentro do
Departamento de Estado Norte Americano sob gestão do Partido Democrata.
Por
isso, defendemos desde o Esquerda Diário e o Movimento Revolucionário de
Trabalhadores (MRT) que o combate ao imperialismo não pode ser feito com
unidade nacional com a Faria Lima ou com o agronegócio. É preciso construir uma
oposição de esquerda ao governo Lula que aposte no desenvolvimento e unidade de
cada processo de luta dos trabalhadores para impor o fim do arcabouço fiscal, a
revogação de todas as reformas e o não pagamento da dívida, atacando os pilares
do imperialismo no país.
• Senadora bolsonarista detona Eduardo
Bolsonaro: "moleque"
A
senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) subiu o tom contra Eduardo Bolsonaro
(PL-SP) e o responsabilizou diretamente pelo uso de tornozeleira eletrônica
imposto a Jair Bolsonaro (PL). Durante declaração pública na terça-feira (22),
ela classificou a conduta do deputado licenciado como “um abuso” tanto contra o
ex-presidente quanto contra o Brasil, e o chamou de “moleque”, informa o jornal
O Globo.
Senadora
se mostrou muito incomodada com a postura de Eduardo diante das negociações com
o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos. Ela criticou especialmente a
tentativa recente do parlamentar de se desvincular do tarifaço anunciado por
Washington, após ter se apresentado como interlocutor das tratativas.
“É um
abuso o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo lá nos EUA. Com o país e com o pai
dele. A culpa do Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque. Ele falou em
vários, vários, vários vídeos, dizendo que era ele que estava negociando, que
ia ter tarifa sim. De que adianta mudar agora? Está gravado”, disparou Buzetti.
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Tentativa de recuo de Eduardo
Na
véspera, segunda-feira (21), Eduardo Bolsonaro deu entrevista ao podcast
Inteligência Ltda, na qual adotou um novo tom ao falar sobre a imposição de
tarifas comerciais dos EUA ao Brasil. Ele alegou que sua atuação visava apenas
sanções individuais contra ministros do Supremo Tribunal Federal — em especial
Alexandre de Moraes — e que a decisão de ampliar a retaliação econômica teria
partido exclusivamente de Donald Trump.
“Sempre
trabalhei para sanções individuais”, afirmou Eduardo, alegando que o tarifaço
foi uma decisão autônoma da Casa Branca.
No
entanto, a tentativa de se dissociar da medida contrasta com falas anteriores
do próprio parlamentar. Há cerca de três semanas, ele havia comemorado o
anúncio de Trump como uma confirmação do trabalho que vinha conduzindo: “apenas
confirmou o sucesso na transmissão daquilo que vinham apresentando”, declarou
na ocasião.
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Apoio a Bolsonaro em 2022
Margareth
Buzetti é suplente do atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e
assumiu o mandato no Senado após a nomeação dele. Em 2022, ela apoiou Jair
Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.
• Com medo, Bolsonaro promete a Moraes
ficar calado até decisão sobre sua prisão preventiva
Após
dar chilique mostrando a tornozeleira eletrônica, gritando que é
"inocente", em reunião com a horda de parlamentares extremistas na
Câmara na última segunda-feira (21), Jair Bolsonaro (PL) prometeu ao ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ficar calado até que
ele decida sobre sua prisão preventiva ou não.
A
promessa está destacada, em trecho sublinhado, nas explicações apresentadas
pela defesa do ex-presidente sobre o ato de segunda-feira na Câmara, quando
Bolsonaro teria infringindo uma das medidas restritivas, de não usar as redes
sociais dele e de terceiros, para fazer qualquer declaração. O surto foi
propagado pelos aliados e até mesmo pelo filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP),
artífice da conspiração com Donald Trump.
"De
toda forma, em sinal de respeito absoluto à r. decisão da Suprema Corte, o
Embargante não fará qualquer manifestação até que haja o esclarecimento
apontado nos presentes Embargos", diz a peça assinada por três advogados
de Bolsonaro - Celso Villardi, Paulo Amador Cunha Bueno e Daniel Tesser [leia a
íntegra].
Na
alegação, a defesa diz que Bolsonaro não sabia da "extensão da medida
cautelar anteriormente imposta" e diz que o ex-presidente "cessou a
utilização de suas redes e determinou que terceiros também suspendessem
qualquer tipo de acesso".
"É
notório que a replicação de declarações por terceiros em redes sociais
constitui desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de
comunicação digital e, por isso, alheio à vontade ou ingerência do
embargante", alega, sobre a propagação do chilique.
"Portanto,
cabe esclarecer que o Embargante não descumpriu o quanto determinado e jamais
teve a intenção de fazê-lo, tanto que vem observando rigorosamente as regras de
recolhimento impostas por este E. Tribunal", seguem os advogados.
As
alegações foram entregues na tarde desta terça-feira e Moraes deve definir nas
próximas horas se aceita a justifica ou não, determinando a prisão preventiva
de Bolsonaro.
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Covardia
Nesta
terça-feira, Bolsonaro recuou e cancelou o retorno à casa legislativa para um
novo encontro com os deputados e senadores, que suspenderam as férias durante o
recesso parlamentar para dar apoio ao "mito".
Deputados
e senadores bolsonaristas passaram vergonha após o ex-presidente se acovardar e
não ir à casa legislativa por medo de ser preso.
Com 23
deputados marcando presença, a sessão extraordinária da Comissão de Segurança
Pública, convocada para votar moções de apoio a Bolsonaro, foi cancelada após
ato do presidente da Câmara, Hugo Motta, proibindo sessões das comissões até
dia 1º de agosto, quando termina o recesso.
A horda
de parlamentares extremistas já tinha deixado inclusive o cenário armado, com
uma mesa preparada para entrevista coletiva com uma placa de "Jair
Bolsonaro - 38º Presidente do Brasil". Com o cancelamento dos trabalhos,
os bolsonaristas se dirigiram à sede do PL, onde pretendem se reunir com o
ex-presidente.
"A
placa com o nome de Jair Bolsonaro já estava pronta na mesa. O PL queria
transformar a Câmara num palco de provocação e confronto direto com a decisão
do ministro Alexandre de Moraes. Era uma encenação planejada para gerar o
momento da prisão — e depois gritar “ditadura”. Querem transformar a ordem
democrática em espetáculo farsesco. Não passarão. Não é show, é o Parlamento. A
decisão da Presidência da Casa deve ser respeitada. A extrema-direita não fará
da Câmara um comitê da desordem", escreveu Lindbergh Farias, líder do PT,
em publicação na rede X.
Lindbergh
ainda divulgou uma publicação que mostra os boslonaristas segurando uma
bandeira onde se lê "Trump, make américa great again" dentro do
Congresso Nacional. Presidente dos EUA, Donald Trump decretou uma guerra
comercial contra o Brasil.
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Golpe 2.0
Da
Europa, onde curte férias com a família em meio ao caso gerado pelo pai e o
irmão no Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou em publicação às 19h22 desta
segunda-feira (21) na rede X um dos pilares da articulação que poderia levar
Jair Bolsonaro (PL) à prisão.
"Nas
próximas horas vou protocolar mais um pedido de impeachment de Alexandre de
Moraes no Senado", escreveu o senador, que emenda que "a espinha de
peixe na garganta do Brasil precisa ser retirada".
O golpe
2.0 articulado por Bolsonaro - que está prestes a ser preso como líder da
intentona que resultou no quebra-quebra do 8 de janeiro de 2023 - teve início
após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impor
uma série de medidas restritivas ao ex-presidente, entre elas o uso de
tornozeleira eletrônica, na última sexta-feira (18).
Recluso,
o ex-presidente passou o fim de semana ao telefone com aliados e conversou com
Ciro Nogueira, presidente do PP e articulador da federação com o União que
resultou na maior bancada da Câmara com 104 deputados e 14 senadores, Silas
Malafaia e o pupilo do guru, o líder do PL na casa legislativa, Sóstenes
Cavalcante (PL-RJ).
Ficou
decidido que a bancada bolsonarista aproveitaria o recesso parlamentar para
transformar a Câmara no quartel-general do novo levante golpista. Coube a
Sóstenes recrutar a bancada bolsonarista e receber cada deputado fazendo cena
com a bandeira do Brasil.
Em
peso, deputados do PL e do Novo - além de nomes mais radicais de partidos do
Centrão - desembarcaram na capital e se dirigiram nesta segunda-feira (21) à
Câmara para um encontro com o líder, Jair Bolsonaro.
No
convescote golpista, Bolsonaro teria orientado os senadores que entrassem com
novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. Coube a Damares Alves
(Republicanos-DF) o papel de garota de recado para anunciar que "decidimos
que a pauta do Senado será o impeachment do senhor ministro do Supremo Tribunal
Federal Alexandre".
"Será
a pauta que a oposição vai trabalhar nos próximos dias", anunciou Damares
às 17h33 em meio ao recesso do legislativo, prenunciando a saraivada de
requerimentos contra o ministro do Supremo no Senado.
Na
reunião em que foi decidido tornar a Câmara o QG do golpe 2.0, Bolsonaro e
aliados formaram três "comissões" para dar início à batalha sangrenta
contra as demais instituições brasileiras e jogar o país no caos - juntamente
com a guerra comercial desencadeada por Donald Trump - para, assim, livrar o
ex-presidente da prisão.
A
primeira comissão, de comunicação, é liderado por Gustavo Gayer. Um dos maiores
propagadores de mentiras da horda nas redes, o deputado goiano é investigado
por um suposto esquema de corrupção com cota parlamentar, enfrenta denúncias de
discriminação racial e discurso de ódio e já foi condenado por assédio
eleitoral e fake News contra Lula.
Gayer
será o responsável por comandar uma reedição de gabinete do ódio, proliferando
mentiras, discursos de ódio e informações distorcidas com o objetivo de criar
pânico na população e incendiar pautas na mídia liberal, tirando o foco da ação
principal. Coube a ele levantar a hashtag Reaja Brasil, que está ganhando corpo
na manhã desta terça-feira na rede X.
Ele
terá auxílio da segunda comissão, comandada pelos deputados Zé Trovão (PL-SC) e
Rodolfo Nogueira (PL-MS), que têm por objetivo voltar a mobilizar extremistas
para irem às ruas, a exemplo do que aconteceu após às eleições de 2022, com
bolsonaristas acampando em frete aos quartéis. A ideia é já formar uma
mobilização que, segundo estimativas deles, deve ser fortalecida caso Bolsonaro
seja preso.
"Por
ele que fez por nós, seguiremos a luta pelo povo que não merece ser
escravizado! Seguimos firmes contra o ditador e o comunista, em defesa do
Brasil", publicou Zé Trovão, que tem uma extensa ficha criminal, ao dar
início à missão nas redes.
Já
Rodolfo Nogueira, que é presidente da Comissão de Agricultura e membro da
bancada ruralista, buscar apoio dos antigos aliados do "agro", um dos
setores mais afetados pela taxação de Trump - que os bolsonaristas tentam
encampar a narrativa de "tarifa-Moraes".
"A
maior injustiça da história! Não nos calaremos", escreveu Nogueira em foto
ao lado da tornozeleira de Bolsonaro nas redes.
A
terceira "comissão", de articulação interna na Câmara e no Senado,
será comandada pelo PM Cabo Gilberto (PL-PB), que deve negociar o apoio e
emparedar parlamentares do Centrão a aderirem ao novo golpe. Ele deve dividir a
missão com o próprio Bolsonaro, que negocia com o comando dos partidos, como a
conversa que teve com Ciro Nogueira.
• Treta na direita: Eduardo Bolsonaro e
Romeu Zema trocam farpas por tarifaço de Trump
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
respondeu de forma irônica às críticas do governador de Minas Gerais, Romeu
Zema (Novo), que o acusou de ter prejudicado a direita brasileira ao articular
sanções contra autoridades do país junto ao governo americano.Por meio das
redes sociais, nesta quarta-feira (23), o filho de Jair Bolsonaro (PL)
contra-atacou as declarações de Zema com comentários irônicos direcionados ao
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável
pelos inquéritos relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2023.
"Deve
ter sido eu quem mandou prender velhinhas de 70 anos pelo resto da vida na
prisão", publicou Eduardo, utilizando tom sarcástico para questionar as
investigações conduzidas pela Suprema Corte. Embora não tenha citado
diretamente o nome do governador mineiro, o parlamentar classificou Zema como
integrante da "turminha da elite financeira". "Enquanto são
pessoas simples e comuns as vítimas da tirania, não há problema. Mas mexeu com
a sua turminha da elite financeira, daí temos o apocalipse para resolver",
declarou.
O
embate teve origem na entrevista concedida por Zema ao jornal O Estado de S.
Paulo, onde o governador manifestou descontentamento com a estratégia adotada
pelo deputado federal em território estadunidense. Segundo o político do Novo,
a proximidade de Eduardo com a administração do presidente Donald Trump pode
ter influenciado as tarifas impostas pelo governo dos EUA contra produtos
brasileiros.
"A
posição que foi adotada não foi a mais correta pelo filho do ex-presidente.
Acho que isso acabou causando um problema para a direita. Mas isso vem de todo
esse outro contexto, que não sabemos o que é. O presidente americano é
totalmente imprevisível", afirmou Zema na ocasião.
A
contenda não se limitou ao governador mineiro. Na semana anterior, Eduardo
também direcionou ataques ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), criticando sua abordagem diplomática junto ao empresariado para
contornar as tarifas impostas por Trump. Através das redes sociais, o deputado
acusou Tarcísio de demonstrar "subserviência servil às elites" ao
buscar o diálogo como alternativa.
Na
visão do parlamentar paulista, o governador paulista deveria concentrar
esforços no "fim do regime de exceção", expressão utilizada por ele
para se referir às condenações dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de
janeiro de 2023.
• Oportunista, Zema se opõe a STF a favor
de Bolsonaro, mas já ganhou vários favores do judiciário
O
reacionário governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) grava vídeo se
posicionando a favor de Bolsonaro e se opõe às medidas do STF. O que ele não
diz é que ter Bolsonaro rifado abre espaço para sua candidatura presidencial,
para a qual já está em intensa campanha, e menos ainda que o mesmo STF o ajudou
em diversos momentos em seus dois mandatos.
Na
sexta-feira dia 18 de julho, o governador Romeu Zema postou nas suas redes
sociais um posicionamento sendo totalmente contra as medidas que foram impostas
a Bolsonaro. Uma das medidas que Zema chega a citar no vídeo foi a suspensão
das redes sociais e a restrição feita pelo STF impondo uma proibição de
comunicação, entre Bolsonaro e o seu filho deputado Eduardo Bolsonaro, que
atualmente está nos Estados Unidos.
O
reacionário do governador Romeu Zema, chega a dizer no vídeo que Jair Bolsonaro
está sendo perseguido pelo STF pois ele não tem acordo com o sistema, mas vale
lembrar que o mesmo STF foi um ator imprescindível para a eleição do
ex-presidente, a partir do golpe institucional de 2016 e a prisão de Lula em
2018, que estenderam o tapete vermelho para a ascensão da extrema direita ao
governo federal.
Zema
crítica fortemente o STF para apoiar o Bolsonaro, mas foi esse judiciário que
já favoreceu o mesmo diversas vezes como em 2022, quando o governo de Zema
judicializou a conquista da forte greve da educação estadual e teve o aval do
ministro Luíz Roberto Barroso. Aval esse que não foi dado à judicialização do
aumento do governador do seu próprio salário em quase 300%. Zema também só
conseguiu passar o Regime de Recuperação Fiscal em MG em um acordo com o
governo Lula e com o STF, que o permitiu ignorar o trâmite do projeto na
Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o que desmente a tese de que o STF é um
"guardião da democracia". Além disso, também contou com o judiciário
em ataque ao piso salarial da educação e aos licenciamentos ambientais da
mineração.
Devemos
lembrar que Bolsonaro tem que ser punido por todos os crimes que ele cometeu,
incluindo ataques e reformas contra a nossa classe. Mas o mesmo judiciário que
hoje condena o Bolsonaro, é o judiciário que ajudou e favoreceu o governador
Romeu Zema de extrema direita a aplicar ataques e privatizações contra a classe
trabalhadora de Minas Gerais. Por isso devemos seguir a nossa luta confiando
apenas na força da luta da classe trabalhadora, com independência do judiciário
e dos governos, lutando contra todos os ataques
Fonte:
Esquerda Diário/Fórum/Brasil 247

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