quinta-feira, 24 de julho de 2025

Tarifaço: 4 vezes que Eduardo Bolsonaro conspirou com Trump para salvar seu pai

Enquanto o tarifaço de Trump segue em curso, o que certamente irá impactar profundamente as condições de vida dos trabalhadores, Eduardo Bolsonaro atua como agente do aprofundamento da ingerência imperialista no Brasil. Arquiteta novas chantagens ao regime político brasileiro em favor de uma pressão pelo retorno dos direitos políticos de Jair Bolsonaro.

>>> 1. Chamou o tarifaço de “Tarifa Moraes” e agradeceu Trump

Logo após o anúncio das tarifas, Eduardo foi às redes declarar apoio às medidas, chamando-as de “Tarifa Moraes”, agradecendo Trump dizendo que o tarifaço era “a única esperança que nos resta”, apoiando a intervenção política de Washington no regime político brasileiro. Não acreditamos que o STF seja qualquer aliado na luta contra o intervencionismo, porém deixa claro que Eduardo e essa ala do bolsonarismo estão dispostos a entregar o país nas mãos do Trump para salvar o seu legado político.

>>> 2. Fez lobby nos EUA por sanções contra ministros do STF

Em vez de combater as arbitrariedades do STF com mobilização popular, Eduardo defendeu a aplicação da Lei Magnitsky – um mecanismo imperialista que permite sanções econômicas e políticas contra autoridades de outros países. Ele articulou diretamente com setores trumpistas nos EUA para sancionar Alexandre de Moraes e outros membros do Judiciário, em mais um gesto de completa subordinação ao imperialismo.

>>> 3. Participa de articulações com o trumpismo e a extrema-direita internacional

Desde seu “exílio” nos EUA, Eduardo atua como operador direto do trumpismo, mantendo contato com setores como Steve Bannon, Eduardo Verástegui, Paulo Figueiredo e parlamentares do Partido Republicano. Essas alianças servem para internacionalizar a crise e apresentar Bolsonaro como “perseguido político”, numa tentativa de limpar a ficha da extrema-direita brasileira.

>>> 4. Provocou até mesmo aliados a defenderem o seu discurso intervencionista

Após a pressão sofrida por ter apoiado abertamente o tarifaço, Tarcísio viu seus planos de se candidatar no próximo ano ameaçados, gerando desgaste com a própria burguesia por ter endossado a política de apoio ao tarifaço. Foi obrigado a recalcular rota, o que levou Eduardo a chamar Tarcísio de Freitas de “covarde” e “submisso” por manter diálogo com o governo Lula diante da crise com os EUA.

Além dele, o novo alvo de Eduardo, em uma de suas lives, foram os agentes da Polícia Federal que contribuíram com a operação contra Jair Bolsonaro que resultou no uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente. A Polícia Federal chegou ser parte da política de Bolsonaro de controlar o resultado das eleições de 2022, com ajuda do judiciário, para impedir que parte da população no Nordeste, base tradicional de Lula, pudesse votar.

<><> Combater a ingerência imperialista de forma independente do judiciário e do governo Lula

Enquanto a extrema-direita atua para que Trump volte aos métodos tradicionais de ingerência direta na política e na economia do Brasil, pensando nos seus próprios interesses, a resposta do judiciário e do governo Lula fortalecem a própria extrema-direita e o imperialismo.

O governo Lula se alia com os empresários, entre eles apoiadores tradicionais da extrema-direita e do bolsonarismo, desde o agro à golpista FIESP e CNI. Além disso, mantém amarras que garantem a dominação imperialista sobre o país: o arcabouço fiscal, as reformas neoliberais e o pagamento fraudulento da dívida pública.

O próprio STF, que se coloca como árbitro da política e em favor do “combate à extrema-direita”, já vinha de condenações a militares e outros aliados de Bolsonaro enquanto tomava decisões para favorecer Tarcísio de Freitas, como o apoio à sua iniciativa de privatizar a educação básica de SP.

Busca apenas deslocar a extrema-direita para o apoio de uma figura menos instável para o regime, tirando de cena sua ala mais radical. O que tampouco vem tendo sucesso, frente às sucessivas medidas judiciais alimentares, o discurso de perseguido e de vítima por parte de Jair Bolsonaro.

O STF sempre foi uma cabeceira de praia do jogo político do imperialismo norte-americano, avalizando o golpe institucional de 2016, planejado dentro do Departamento de Estado Norte Americano sob gestão do Partido Democrata.

Por isso, defendemos desde o Esquerda Diário e o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) que o combate ao imperialismo não pode ser feito com unidade nacional com a Faria Lima ou com o agronegócio. É preciso construir uma oposição de esquerda ao governo Lula que aposte no desenvolvimento e unidade de cada processo de luta dos trabalhadores para impor o fim do arcabouço fiscal, a revogação de todas as reformas e o não pagamento da dívida, atacando os pilares do imperialismo no país.

•        Senadora bolsonarista detona Eduardo Bolsonaro: "moleque"

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) subiu o tom contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o responsabilizou diretamente pelo uso de tornozeleira eletrônica imposto a Jair Bolsonaro (PL). Durante declaração pública na terça-feira (22), ela classificou a conduta do deputado licenciado como “um abuso” tanto contra o ex-presidente quanto contra o Brasil, e o chamou de “moleque”, informa o jornal O Globo.

Senadora se mostrou muito incomodada com a postura de Eduardo diante das negociações com o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos. Ela criticou especialmente a tentativa recente do parlamentar de se desvincular do tarifaço anunciado por Washington, após ter se apresentado como interlocutor das tratativas.

“É um abuso o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo lá nos EUA. Com o país e com o pai dele. A culpa do Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque. Ele falou em vários, vários, vários vídeos, dizendo que era ele que estava negociando, que ia ter tarifa sim. De que adianta mudar agora? Está gravado”, disparou Buzetti.

<><> Tentativa de recuo de Eduardo

Na véspera, segunda-feira (21), Eduardo Bolsonaro deu entrevista ao podcast Inteligência Ltda, na qual adotou um novo tom ao falar sobre a imposição de tarifas comerciais dos EUA ao Brasil. Ele alegou que sua atuação visava apenas sanções individuais contra ministros do Supremo Tribunal Federal — em especial Alexandre de Moraes — e que a decisão de ampliar a retaliação econômica teria partido exclusivamente de Donald Trump.

“Sempre trabalhei para sanções individuais”, afirmou Eduardo, alegando que o tarifaço foi uma decisão autônoma da Casa Branca.

No entanto, a tentativa de se dissociar da medida contrasta com falas anteriores do próprio parlamentar. Há cerca de três semanas, ele havia comemorado o anúncio de Trump como uma confirmação do trabalho que vinha conduzindo: “apenas confirmou o sucesso na transmissão daquilo que vinham apresentando”, declarou na ocasião.

<><> Apoio a Bolsonaro em 2022

Margareth Buzetti é suplente do atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e assumiu o mandato no Senado após a nomeação dele. Em 2022, ela apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

•        Com medo, Bolsonaro promete a Moraes ficar calado até decisão sobre sua prisão preventiva

Após dar chilique mostrando a tornozeleira eletrônica, gritando que é "inocente", em reunião com a horda de parlamentares extremistas na Câmara na última segunda-feira (21), Jair Bolsonaro (PL) prometeu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ficar calado até que ele decida sobre sua prisão preventiva ou não.

A promessa está destacada, em trecho sublinhado, nas explicações apresentadas pela defesa do ex-presidente sobre o ato de segunda-feira na Câmara, quando Bolsonaro teria infringindo uma das medidas restritivas, de não usar as redes sociais dele e de terceiros, para fazer qualquer declaração. O surto foi propagado pelos aliados e até mesmo pelo filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), artífice da conspiração com Donald Trump.

"De toda forma, em sinal de respeito absoluto à r. decisão da Suprema Corte, o Embargante não fará qualquer manifestação até que haja o esclarecimento apontado nos presentes Embargos", diz a peça assinada por três advogados de Bolsonaro - Celso Villardi, Paulo Amador Cunha Bueno e Daniel Tesser [leia a íntegra].

Na alegação, a defesa diz que Bolsonaro não sabia da "extensão da medida cautelar anteriormente imposta" e diz que o ex-presidente "cessou a utilização de suas redes e determinou que terceiros também suspendessem qualquer tipo de acesso".

"É notório que a replicação de declarações por terceiros em redes sociais constitui desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de comunicação digital e, por isso, alheio à vontade ou ingerência do embargante", alega, sobre a propagação do chilique.

"Portanto, cabe esclarecer que o Embargante não descumpriu o quanto determinado e jamais teve a intenção de fazê-lo, tanto que vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas por este E. Tribunal", seguem os advogados.

As alegações foram entregues na tarde desta terça-feira e Moraes deve definir nas próximas horas se aceita a justifica ou não, determinando a prisão preventiva de Bolsonaro.

<><> Covardia

Nesta terça-feira, Bolsonaro recuou e cancelou o retorno à casa legislativa para um novo encontro com os deputados e senadores, que suspenderam as férias durante o recesso parlamentar para dar apoio ao "mito".

Deputados e senadores bolsonaristas passaram vergonha após o ex-presidente se acovardar e não ir à casa legislativa por medo de ser preso.

Com 23 deputados marcando presença, a sessão extraordinária da Comissão de Segurança Pública, convocada para votar moções de apoio a Bolsonaro, foi cancelada após ato do presidente da Câmara, Hugo Motta, proibindo sessões das comissões até dia 1º de agosto, quando termina o recesso.

A horda de parlamentares extremistas já tinha deixado inclusive o cenário armado, com uma mesa preparada para entrevista coletiva com uma placa de "Jair Bolsonaro - 38º Presidente do Brasil". Com o cancelamento dos trabalhos, os bolsonaristas se dirigiram à sede do PL, onde pretendem se reunir com o ex-presidente.

"A placa com o nome de Jair Bolsonaro já estava pronta na mesa. O PL queria transformar a Câmara num palco de provocação e confronto direto com a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Era uma encenação planejada para gerar o momento da prisão — e depois gritar “ditadura”. Querem transformar a ordem democrática em espetáculo farsesco. Não passarão. Não é show, é o Parlamento. A decisão da Presidência da Casa deve ser respeitada. A extrema-direita não fará da Câmara um comitê da desordem", escreveu Lindbergh Farias, líder do PT, em publicação na rede X.

Lindbergh ainda divulgou uma publicação que mostra os boslonaristas segurando uma bandeira onde se lê "Trump, make américa great again" dentro do Congresso Nacional. Presidente dos EUA, Donald Trump decretou uma guerra comercial contra o Brasil.

<><> Golpe 2.0

Da Europa, onde curte férias com a família em meio ao caso gerado pelo pai e o irmão no Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou em publicação às 19h22 desta segunda-feira (21) na rede X um dos pilares da articulação que poderia levar Jair Bolsonaro (PL) à prisão.

"Nas próximas horas vou protocolar mais um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado", escreveu o senador, que emenda que "a espinha de peixe na garganta do Brasil precisa ser retirada".

O golpe 2.0 articulado por Bolsonaro - que está prestes a ser preso como líder da intentona que resultou no quebra-quebra do 8 de janeiro de 2023 - teve início após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impor uma série de medidas restritivas ao ex-presidente, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, na última sexta-feira (18).

Recluso, o ex-presidente passou o fim de semana ao telefone com aliados e conversou com Ciro Nogueira, presidente do PP e articulador da federação com o União que resultou na maior bancada da Câmara com 104 deputados e 14 senadores, Silas Malafaia e o pupilo do guru, o líder do PL na casa legislativa, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Ficou decidido que a bancada bolsonarista aproveitaria o recesso parlamentar para transformar a Câmara no quartel-general do novo levante golpista. Coube a Sóstenes recrutar a bancada bolsonarista e receber cada deputado fazendo cena com a bandeira do Brasil.

Em peso, deputados do PL e do Novo - além de nomes mais radicais de partidos do Centrão - desembarcaram na capital e se dirigiram nesta segunda-feira (21) à Câmara para um encontro com o líder, Jair Bolsonaro.

No convescote golpista, Bolsonaro teria orientado os senadores que entrassem com novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. Coube a Damares Alves (Republicanos-DF) o papel de garota de recado para anunciar que "decidimos que a pauta do Senado será o impeachment do senhor ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre".

"Será a pauta que a oposição vai trabalhar nos próximos dias", anunciou Damares às 17h33 em meio ao recesso do legislativo, prenunciando a saraivada de requerimentos contra o ministro do Supremo no Senado.

Na reunião em que foi decidido tornar a Câmara o QG do golpe 2.0, Bolsonaro e aliados formaram três "comissões" para dar início à batalha sangrenta contra as demais instituições brasileiras e jogar o país no caos - juntamente com a guerra comercial desencadeada por Donald Trump - para, assim, livrar o ex-presidente da prisão.

A primeira comissão, de comunicação, é liderado por Gustavo Gayer. Um dos maiores propagadores de mentiras da horda nas redes, o deputado goiano é investigado por um suposto esquema de corrupção com cota parlamentar, enfrenta denúncias de discriminação racial e discurso de ódio e já foi condenado por assédio eleitoral e fake News contra Lula.

Gayer será o responsável por comandar uma reedição de gabinete do ódio, proliferando mentiras, discursos de ódio e informações distorcidas com o objetivo de criar pânico na população e incendiar pautas na mídia liberal, tirando o foco da ação principal. Coube a ele levantar a hashtag Reaja Brasil, que está ganhando corpo na manhã desta terça-feira na rede X.

Ele terá auxílio da segunda comissão, comandada pelos deputados Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), que têm por objetivo voltar a mobilizar extremistas para irem às ruas, a exemplo do que aconteceu após às eleições de 2022, com bolsonaristas acampando em frete aos quartéis. A ideia é já formar uma mobilização que, segundo estimativas deles, deve ser fortalecida caso Bolsonaro seja preso.

"Por ele que fez por nós, seguiremos a luta pelo povo que não merece ser escravizado! Seguimos firmes contra o ditador e o comunista, em defesa do Brasil", publicou Zé Trovão, que tem uma extensa ficha criminal, ao dar início à missão nas redes.

Já Rodolfo Nogueira, que é presidente da Comissão de Agricultura e membro da bancada ruralista, buscar apoio dos antigos aliados do "agro", um dos setores mais afetados pela taxação de Trump - que os bolsonaristas tentam encampar a narrativa de "tarifa-Moraes".

"A maior injustiça da história! Não nos calaremos", escreveu Nogueira em foto ao lado da tornozeleira de Bolsonaro nas redes.

A terceira "comissão", de articulação interna na Câmara e no Senado, será comandada pelo PM Cabo Gilberto (PL-PB), que deve negociar o apoio e emparedar parlamentares do Centrão a aderirem ao novo golpe. Ele deve dividir a missão com o próprio Bolsonaro, que negocia com o comando dos partidos, como a conversa que teve com Ciro Nogueira.

•        Treta na direita: Eduardo Bolsonaro e Romeu Zema trocam farpas por tarifaço de Trump

 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu de forma irônica às críticas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que o acusou de ter prejudicado a direita brasileira ao articular sanções contra autoridades do país junto ao governo americano.Por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (23), o filho de Jair Bolsonaro (PL) contra-atacou as declarações de Zema com comentários irônicos direcionados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelos inquéritos relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

"Deve ter sido eu quem mandou prender velhinhas de 70 anos pelo resto da vida na prisão", publicou Eduardo, utilizando tom sarcástico para questionar as investigações conduzidas pela Suprema Corte. Embora não tenha citado diretamente o nome do governador mineiro, o parlamentar classificou Zema como integrante da "turminha da elite financeira". "Enquanto são pessoas simples e comuns as vítimas da tirania, não há problema. Mas mexeu com a sua turminha da elite financeira, daí temos o apocalipse para resolver", declarou.

O embate teve origem na entrevista concedida por Zema ao jornal O Estado de S. Paulo, onde o governador manifestou descontentamento com a estratégia adotada pelo deputado federal em território estadunidense. Segundo o político do Novo, a proximidade de Eduardo com a administração do presidente Donald Trump pode ter influenciado as tarifas impostas pelo governo dos EUA contra produtos brasileiros.

"A posição que foi adotada não foi a mais correta pelo filho do ex-presidente. Acho que isso acabou causando um problema para a direita. Mas isso vem de todo esse outro contexto, que não sabemos o que é. O presidente americano é totalmente imprevisível", afirmou Zema na ocasião.

A contenda não se limitou ao governador mineiro. Na semana anterior, Eduardo também direcionou ataques ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticando sua abordagem diplomática junto ao empresariado para contornar as tarifas impostas por Trump. Através das redes sociais, o deputado acusou Tarcísio de demonstrar "subserviência servil às elites" ao buscar o diálogo como alternativa.

Na visão do parlamentar paulista, o governador paulista deveria concentrar esforços no "fim do regime de exceção", expressão utilizada por ele para se referir às condenações dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

•        Oportunista, Zema se opõe a STF a favor de Bolsonaro, mas já ganhou vários favores do judiciário

O reacionário governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) grava vídeo se posicionando a favor de Bolsonaro e se opõe às medidas do STF. O que ele não diz é que ter Bolsonaro rifado abre espaço para sua candidatura presidencial, para a qual já está em intensa campanha, e menos ainda que o mesmo STF o ajudou em diversos momentos em seus dois mandatos.

Na sexta-feira dia 18 de julho, o governador Romeu Zema postou nas suas redes sociais um posicionamento sendo totalmente contra as medidas que foram impostas a Bolsonaro. Uma das medidas que Zema chega a citar no vídeo foi a suspensão das redes sociais e a restrição feita pelo STF impondo uma proibição de comunicação, entre Bolsonaro e o seu filho deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos.

O reacionário do governador Romeu Zema, chega a dizer no vídeo que Jair Bolsonaro está sendo perseguido pelo STF pois ele não tem acordo com o sistema, mas vale lembrar que o mesmo STF foi um ator imprescindível para a eleição do ex-presidente, a partir do golpe institucional de 2016 e a prisão de Lula em 2018, que estenderam o tapete vermelho para a ascensão da extrema direita ao governo federal.

Zema crítica fortemente o STF para apoiar o Bolsonaro, mas foi esse judiciário que já favoreceu o mesmo diversas vezes como em 2022, quando o governo de Zema judicializou a conquista da forte greve da educação estadual e teve o aval do ministro Luíz Roberto Barroso. Aval esse que não foi dado à judicialização do aumento do governador do seu próprio salário em quase 300%. Zema também só conseguiu passar o Regime de Recuperação Fiscal em MG em um acordo com o governo Lula e com o STF, que o permitiu ignorar o trâmite do projeto na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o que desmente a tese de que o STF é um "guardião da democracia". Além disso, também contou com o judiciário em ataque ao piso salarial da educação e aos licenciamentos ambientais da mineração.

Devemos lembrar que Bolsonaro tem que ser punido por todos os crimes que ele cometeu, incluindo ataques e reformas contra a nossa classe. Mas o mesmo judiciário que hoje condena o Bolsonaro, é o judiciário que ajudou e favoreceu o governador Romeu Zema de extrema direita a aplicar ataques e privatizações contra a classe trabalhadora de Minas Gerais. Por isso devemos seguir a nossa luta confiando apenas na força da luta da classe trabalhadora, com independência do judiciário e dos governos, lutando contra todos os ataques

 

Fonte: Esquerda Diário/Fórum/Brasil 247

 

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