segunda-feira, 28 de julho de 2025

Depressão masculina: psiquiatra lista 5 dicas para lidar com as emoções

Algumas datas, como o Dia dos Pais, que já se aproxima, são tradicionalmente associadas a celebrações, homenagens e reuniões familiares, mas podem se transformar, para alguns homens, em um gatilho emocional, especialmente em situações de luto, vínculos rompidos, ausência dos filhos ou lembranças dolorosas. “Essas datas funcionam como marcadores emocionais. Elas escancaram ausências e reforçam expectativas sociais que nem sempre correspondem à realidade emocional de cada um”, explica Guido Boabaid, psiquiatra e CEO da GnTech, empresa de biotecnologia e farmacogenética.

Segundo o especialista, ainda existe uma forte pressão para que os homens, principalmente pais, mantenham uma postura emocionalmente estável e forte, o que dificulta o reconhecimento da própria vulnerabilidade e perpetua o sofrimento em silêncio. “Para muitos, o Dia dos Pais pode despertar sentimentos como solidão, nostalgia, tristeza profunda e até fracasso. E ainda há pouca abertura na sociedade para que os homens falem sobre isso”, reforça.

Com base em sua experiência clínica, Guido elenca cinco atitudes essenciais para que homens atravessem esse período de forma mais saudável e acolhedora. Confira, a seguir:

>>> 1.Reconheça e valide suas emoções

É comum que a data desperte saudade, sentimentos conflitantes e até mesmo dores profundas, e isso não deve ser motivo de vergonha. “Homens ainda são menos incentivados a reconhecer e comunicar sofrimento emocional, o que pode levar à repressão, ao isolamento e ao uso de estratégias de enfrentamento disfuncionais”, reforça.

>>> 2. Evite o isolamento completo

Muitas vezes, a reação à dor é o afastamento. No entanto, o isolamento pode piorar o quadro emocional e intensificar sentimentos negativos como solidão e desesperança. “Homens tendem a externalizar a dor emocional por meio de comportamentos de risco ou autossabotagem, dificultando o reconhecimento por parte dos profissionais e das próprias famílias. Nesse momento, o ideal é procurar um amigo, familiar ou grupo de apoio”, explica Guido.

>>> 3. Busque apoio de outros pais

Grupos de apoio à paternidade oferecem um espaço seguro para compartilhar vivências, ter acolhimento emocional e quebrar tabus. “Esses ambientes permitem trocas honestas e acolhedoras, fortalecendo a saúde mental e os vínculos entre homens que passam por experiências semelhantes”, pontua.

>>> 4. Reduza o uso das redes sociais

Durante datas comemorativas, como o Dia dos Pais, o excesso de postagens idealizadas para reforçar ideais de família perfeita pode intensificar comparações ou sentimentos negativos. “Se perceber que as redes estão agravando seu estado emocional, é hora de dar um tempo e focar em si”, ressalta o psiquiatra.

>>> 5. Pratique o autocuidado com gentileza

Cuidar da saúde mental e física é essencial e deve ser feito sem culpa. O autocuidado vai além de atividades rotineiras, trata-se de reservar tempo para si, respeitar os próprios limites e cultivar hábitos que promovam bem-estar. Isso inclui desde uma alimentação equilibrada e boas noites de sono até atividades prazerosas que aliviam a tensão. O mais importante é fazer isso com gentileza consigo mesmo. “Alimente-se bem, descanse, movimente o corpo e procure espaços seguros de escuta, como a psicoterapia.”

Além das dicas, Guido lembra que datas celebrativas também podem ser uma oportunidade de repensar os modelos tradicionais de paternidade. “Ao abrir espaço para uma paternidade mais afetiva, vulnerável e presente, também estamos promovendo cuidado com a saúde mental dos homens. Ser forte não é sofrer sozinho e em silêncio, é saber reconhecer quando é hora de pedir ajuda.”

•        Amizades moldam o cérebro e influenciam decisões de consumo, revela

Amizades podem influenciar profundamente não só opiniões, mas também o funcionamento do cérebro diante de decisões de consumo. Em um artigo publicado no Journal of Neuroscience, um grupo de cientistas da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai examinou como relacionamentos próximos afetam o comportamento do consumidor e a atividade neural.

Combinando um estudo comportamental longitudinal com 175 participantes e exames de neuroimagem de 47 deles, os pesquisadores mostraram que amigos avaliam produtos de forma mais parecida entre si do que em comparação com estranhos — e que essa semelhança se intensifica à medida que a relação se aprofunda.

Ao assistirem a anúncios juntos, amigos apresentaram uma notável sincronia neural em regiões envolvidas na percepção de objetos, atenção, memória, julgamento social e processamento de recompensas.

Além disso, os cientistas descobriram que a atividade cerebral dos participantes podia prever tanto as próprias intenções de compra quanto as dos amigos. Modelos de aprendizado de máquina baseados em conectividade funcional cerebral confirmaram essa capacidade preditiva, evidenciando que relações sociais próximas geram alinhamentos internos que vão além do comportamento — estão literalmente escritos no cérebro.

Segundo os autores, essas descobertas ampliam a compreensão do impacto profundo das dinâmicas sociais no comportamento humano. Em especial, sugerem que a influência dos laços afetivos atua de forma interna e previsível, moldando escolhas e desejos em sintonia com aqueles com quem compartilhamos a vida.

 

Fonte: em.com

 

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