Cresce
a indignação global sobre a matança de civis famintos em Gaza por Israel
Israel
está enfrentando uma condenação internacional cada vez maior por matar civis palestinos famintos em Gaza e por
seus ataques aos esforços humanitários, já que o secretário-geral da ONU,
António Guterres, disse que "as últimas linhas de vida que mantêm as
pessoas vivas [na faixa] estão entrando em colapso".
Um coro
furioso de figuras importantes, entre elas o secretário de Relações Exteriores
do Reino Unido, David Lammy , e um alto clérigo católico, expressaram na
terça-feira um crescente sentimento de horror global sobre as ações de Israel.
“Falei
novamente com [o ministro das Relações Exteriores de Israel] Gideon Saar para
relembrar nosso entendimento sobre o fluxo de ajuda e deixei claro que as IDF
[Forças de Defesa de Israel] devem parar de matar pessoas em pontos de
distribuição”, escreveu a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, no X.
“A morte de civis que buscam ajuda em Gaza é indefensável.”
Ela
disse que “todas as opções estavam sobre a mesa” caso Israel não cumprisse as
promessas de ajuda, mas não disse quais eram essas opções.
De
acordo com autoridades da ONU na terça-feira, mais de 1.000 palestinos
desesperados foram mortos pelas forças israelenses desde o final de maio
tentando chegar às distribuições de alimentos administradas pela controversa
Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos EUA e Israel, em
meio a condições crescentes de fome no território palestino.
Os
comentários foram feitos enquanto forças israelenses atacavam armazéns e
acomodações de funcionários em Deir al-Balah, o principal centro de ajuda
humanitária de Gaza, pertencente à Organização Mundial da Saúde .
Os
ataques israelenses às instalações da OMS ocorreram depois que Israel cancelou
o visto de trabalho de Jonathan Whittall, chefe do Escritório da ONU para a
Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) em Gaza e o mais alto funcionário
de ajuda humanitária da ONU na faixa costeira.
Falando
ao Conselho de Segurança da ONU na terça-feira, Guterres descreveu a situação
em Gaza como um "espetáculo de horrores", condenando os ataques
israelenses aos escritórios da ONU.
“A
desnutrição está aumentando e a fome bate a todas as portas em Gaza”, disse
Guterres. “E agora estamos testemunhando o último suspiro de um sistema
humanitário construído com base em princípios humanitários. A esse sistema
estão sendo negadas as condições para funcionar. Negado o espaço para realizar
entregas. Negado a segurança para salvar vidas.”
Os
comentários de Guterres foram feitos horas depois de uma declaração conjunta contundente feita na
segunda-feira por 27 países ocidentais, incluindo Reino Unido, França,
Austrália e Canadá, criticando duramente as restrições de Israel à ajuda
humanitária e pedindo o fim imediato da guerra.
Guterres
disse que "lamentava os crescentes relatos de crianças e adultos sofrendo
de desnutrição", enquanto autoridades de saúde em Gaza relataram mais 33
mortes, incluindo 12 crianças, nas últimas 48 horas.
Lammy
amplificou essa mensagem em uma entrevista à BBC na terça-feira, descrevendo-se
como "horrorizado [e] enojado" com o que
estava acontecendo em Gaza.
“Estas
não são palavras normalmente usadas por um secretário de Relações Exteriores
que está tentando ser diplomático”, disse Lammy.
“Mas
quando vemos crianças inocentes estendendo a mão para pedir comida e as vemos
baleadas e mortas da maneira que vimos nos últimos dias, é claro que a
Grã-Bretanha deve denunciar isso.”
Thameen
Al-Kheetan, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, disse: “Mais de
1.000 palestinos foram mortos pelos militares israelenses enquanto tentavam
obter comida em Gaza desde que a Fundação Humanitária de Gaza começou a operar.
“Até 21
de julho, registramos 1.054 pessoas mortas em Gaza enquanto tentavam obter
alimentos; 766 delas foram mortas nas proximidades dos locais do GHF e 288
perto de comboios de ajuda da ONU e de outras organizações humanitárias.”
O chefe
da principal agência da ONU para os palestinos, a UNRWA, descreveu Gaza na
terça-feira como um "inferno na Terra".
Philippe
Lazzarini disse que a própria equipe da Unrwa, assim como médicos e
trabalhadores humanitários, estavam desmaiando em serviço devido à fome e
exaustão, já que Israel limitava o acesso à ajuda humanitária vital, e que
muitos estavam sobrevivendo com uma única pequena refeição por dia.
“Cuidadores,
incluindo colegas da UNRWA em Gaza, também precisam de cuidados agora –
médicos, enfermeiros, jornalistas, humanitários, entre eles funcionários da
UNRWA, estão com fome. Muitos estão desmaiando de fome e exaustão enquanto
desempenham suas funções”, disse ele em um comunicado em uma coletiva de
imprensa em Genebra.
O
Programa Mundial de Alimentos da ONU disse na segunda-feira que suas avaliações
mostraram que um quarto da população de Gaza estava enfrentando condições "semelhantes à fome" e quase 100.000
mulheres e crianças estavam sofrendo de desnutrição aguda grave.
A
avaliação mais recente da fome em Gaza feita pela Classificação Integrada de
Fases de Segurança Alimentar (IPC), um grupo que inclui o Programa Mundial de
Alimentos e a OMS, disse que cerca de 10% da população do território — 244.000
pessoas — enfrentavam níveis catastróficos de fome e 93% estavam passando por
altos níveis de insegurança alimentar aguda.
Separadamente,
o clérigo mais antigo da Igreja Católica Romana na Terra Santa disse que a
situação humanitária em Gaza era "moralmente inaceitável", após
visitar o território palestino devastado pela guerra.
“Vimos
homens se expondo ao sol por horas na esperança de uma refeição simples”, disse
Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, em uma coletiva de
imprensa. “É moralmente inaceitável e injustificado.”
O
premiê irlandês, Micheál Martin, também pediu o fim da guerra em Gaza,
descrevendo as imagens de crianças famintas como "horríveis". Martin
pediu que um aumento na ajuda humanitária fosse permitido em Gaza.
Em uma
publicação nas redes sociais, ele disse: "A situação em Gaza é horrível. O
sofrimento de civis e a morte de crianças inocentes são intoleráveis.
“Repito
o apelo dos ministros das Relações Exteriores de 28 países pela libertação de
todos os reféns e por um aumento na ajuda humanitária. Esta guerra precisa
acabar, e precisa acabar agora.”
Apesar
das críticas de alto nível nos últimos dias, agências de ajuda humanitária
criticaram a falta de ações significativas dos governos que assinaram a
declaração conjunta, incluindo o Reino Unido, contra Israel.
Kristyan
Benedict, da Anistia Internacional do Reino Unido, disse que a "falha do
governo britânico em tomar medidas firmes para prevenir o genocídio não é
acidental", acrescentando que "como um estado parte da convenção
sobre genocídio, o Reino Unido tem o dever legal de prevenir e punir o
genocídio — um dever que está falhando miseravelmente em cumprir".
O
crescente furor internacional ocorreu quando tropas israelenses invadiram a
cidade de Deir al-Balah, no centro de Gaza, onde diversas organizações
internacionais de ajuda estão sediadas, no que pareceu ser o mais recente
esforço para dividir o território palestino com corredores militares.
Deir
al-Balah é a única cidade na Faixa de Gaza que não passou por grandes operações
terrestres nem sofreu devastação generalizada em 21 meses de guerra, levando à
especulação de que o grupo militante Hamas mantém um grande número de reféns
lá.
¨ Na maior prisão
colonial a céu aberto do mundo, a Faixa de Gaza, a fome avança e mata junto com
tiros de fuzil
Diversas
fontes oficiais das agências da ONU e organizações humanitárias denunciam os
crimes de guerra praticados pelo estado sionista de Israel com a ampla
colaboração dos EUA. Para além das dezenas de fontes jornalísticas e de
instituições governamentais e não governamentais, vídeos absurdos de palestinos
famintos, tentando se proteger de tiros das forças israelenses ou impedidos de
pescar, circulam na internet. É um genocídio televisionado e cheio de cúmplices
ao redor do mundo.
Agora,
já são vítimas cotidianas por falta de alimento no território palestino
ocupado. Além disso, já vem sendo notícia o uso de comida para atrair
palestinos famintos. A ação é feita através da Fundação Humanitária de Gaza
(GHF), criada por Israel e EUA, a única instituição humanitária permitida em
Gaza, organiza filas para distribuição de alimentos e atiradores começam a
matar a população civil. Entre maio e junho deste ano, 516 pessoas perderam
suas vidas dessa maneira.
Beijamin
Netanyahu, primeiro ministro de Israel, cinicamente responde à imprensa
internacional que "(...) Não há fome em Gaza. Tiramos fotos de milhares de
prisioneiros sem camisa e nenhum estava magro. Palestinos que não fazem
exercício físico." Nauseante, vindo do representante do sionismo rendido
aos interesses militares dos Estados Unidos. Israel tem uma economia baseada na
morte, desenvolve, fabrica e vende armas para a repressão racista e xenófoba em
todo o mundo. Desumaniza os palestinos para justificar o extermínio e o assalto
sobre suas terras desde 1948. Assim como os negros foram desumanizados para
justificar a escravidão ou os próprios judeus nos campos de extermínio de
Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.
De
acordo com matéria da Agência
Brasil, "O Ministério da Saúde de Gaza calcula ainda que 3,7 mil pessoas
ficaram feridas devido aos massacres nos centros da GHF, fundação apoiada por
Israel e Estados Unidos (EUA). A organização é a única autorizada a distribuir
alimentos na região."
O
médico Khalil al-Degran, entrevistado pela BBC alegou que não havia mais leite
em pó para os bebês e eles estão morrendo de fome. Em maio a ONU afirmou que 14
mil bebês morreriam em Gaza. Khalil ainda falou à BBC que "Os hospitais
não podem mais fornecer comida aos pacientes e funcionários, muitos dos quais
estão fisicamente impossibilitados de continuar trabalhando por causa da fome
extrema".
O
governo brasileiro mantém todas as relações diplomáticas e comerciais intactas
com Israel, e, não é exagero dizer que é um dos cúmplices deste genocídio que
já vitimou mais de 70 mil palestinos, de acordo com fontes oficiais. Enquanto
Lula diz abertamente em seus discursos, para o mundo todo ouvir, que o que
ocorre em Gaza é um genocídio, o mundo todo sabe também que o petróleo
brasileiro abastece os jatos e tanques que bombardeiam hospitais, escolas e até
creches na Palestina. Em 2024 o Brasil aumentou em 51% a
exportação de petróleo para Israel abastecer a maquina de guerra..
É
preciso sair as ruas pelas vidas palestinas e impor, por meio da mobilização,
que o Brasil rompa todas as relações com o Estado colonial e genocida de
Israel. Nenhuma gota de combustível brasileiro para este absurdo crime contra a
humanidade. O silêncio das grandes centrais sindicais ligadas ao governo Lula,
como a CUT e a CTB, que não organizam um plano de lutas nacional que paute
entre outras demandas dos trabalhadores a ruptura total de relações com Israel,
também é criminosa e cúmplice do genocídio.
É
preciso que cada trabalhador e cada trabalhadora, cada estudante, cada morador
de periferia ou indígena que sofre com a repressão racista das mesmas armas que
matam os palestinos, se organize em cada local para exigir dos sindicatos e
centrais mobilizações concretas, que tomem as ruas e agitem as bandeiras do
nosso povo e do povo da Palestina. Não seremos livres enquanto a Palestina não
for livre! Batalhamos por uma Palestina livre, operária e socialista, do rio ao
mar, onde todos os povos, etnias e religiões possam confraternizar sem
exploração e opressão capitalistas.
¨
Luis Pellegrini: A fome como arma de guerra - Gaza no
limite da barbárie
Enquanto
o mundo discute diplomacias e acordos de cessar-fogo, em Gaza, as pessoas
morrem por comida. A cena que se repete nas madrugadas é um pesadelo real:
multidões famintas aglomeradas diante de centros de distribuição de farinha e
lentilhas, alvos fáceis de tiros disparados por drones e tanques. A tragédia
mais recente, ocorrida ontem, ao amanhecer de 20 de julho, deixou mais de 100
mortos - vítimas do que deveria ser um gesto humanitário: alimentar os que têm
fome.
O
exército israelense, ao justificar os disparos com a expressão “tiros de
advertência”, revela a lógica desumana que rege esta guerra. Advertir com
balas? Contra quem? Famílias inteiras em busca de pão? É impossível não ver
aqui o uso da fome como arma de guerra. Um ato imoral que fere as convenções
internacionais e agride o que nos resta de humanidade.
Play
Video
Relatórios
da ONU alertam que 22% da população de Gaza caminha para uma catástrofe
alimentar total. Em linguagem clara: fome em massa, deliberada, sistemática.
Mais de 80% dos habitantes da Faixa já foram expulsos de suas casas. Vivem em
tendas improvisadas, expostos ao calor extremo, doenças, falta de água e sem
acesso a medicamentos básicos. A infraestrutura médica está à beira do colapso.
Há pacientes entubados deitados no chão. Médicos sem insumos. Crianças com
infecções tratadas com improviso ou nada.
Organizações
humanitárias estão sendo forçadas a evacuar. Deir el-Balah, um dos últimos
redutos para atendimento civil, está sob fogo cerrado. Alessandro Migliorati,
diretor da ONG Gaza Emergency, descreve o cenário como uma carnificina.
“É um massacre, sem ‘se’ ou ‘mas’”, afirma. Setenta mil pessoas ali estão sem
saída. A proposta de realocação para a zona de al-Mawasi, já saturada e
dominada por gangues armadas, não passa de um cruel cinismo.
A esta
altura, o que se perpetua não é mais uma guerra contra o Hamas, mas o genocídio
de um povo inteiro. Em 21 meses de conflito, mais de 58 mil palestinos foram
mortos, a maioria civis. E enquanto isso, em Israel, a população também sofre:
protestos em Tel Aviv pedem a libertação dos reféns e o fim da “guerra eterna”.
A dor não tem lado.
Não há
neutralidade possível diante da fome usada como política e como arma de guerra.
Quem atira em civis famintos comete crime de guerra. Quem vê e se cala,
compartilha da culpa e da responsabilidade. Não se trata nem sequer de tomar
partido ideológico, mas de afirmar, com clareza moral: nenhum Estado tem o
direito de transformar alimentos em armadilhas e crianças em alvos.
O
mundo, inerte, assiste. Mas assiste até quando?
¨
Cardeal chama política de Israel em Gaza de
"moralmente injustificável" após visita
O
governo de Israel está adotando uma política "inaceitável e moralmente
injustificável" em Gaza , disse o patriarca católico latino de Jerusalém
após visitar uma igreja no território que foi atacado pelas forças israelenses
na semana passada e se encontrar com sobreviventes.
O
cardeal Pierbattista Pizzaballa disse que testemunhou fome extrema na breve
viagem, sua primeira a Gaza neste ano, e descreveu os bloqueios israelenses ao
envio de alimentos e medicamentos como uma "sentença" para os
palestinos famintos.
“A
ajuda humanitária não é apenas necessária, é uma questão de vida ou morte”,
disse ele a jornalistas em Jerusalém após a visita. “Cada hora sem comida,
água, remédios e abrigo causa danos profundos.”
Pizzaballa viajou para Gaza com o patriarca
ortodoxo grego Teófilo III, em uma demonstração de solidariedade
interdenominacional após o ataque à igreja da Sagrada Família, que matou três
pessoas e feriu outras nove, incluindo o padre Gabriel Romanelli, que costumava
receber ligações diárias do falecido Papa Francisco.
O
cardeal acusou o governo de Israel de perseguir uma guerra sem justificativa e
alertou contra os planos de forçar os palestinos a deixar o
território ,
que são apoiados por grande parte do gabinete israelense.
“Precisamos
dizer com franqueza e clareza que esta política do governo israelense em Gaza é inaceitável e moralmente não podemos
justificá-la”, disse ele. “Não pode haver futuro baseado em cativeiro,
deslocamento de palestinos ou vingança.”
Após
pressão internacional sobre o ataque à igreja, inclusive de Donald Trump, o
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao papa que expressasse
"pesar" pelo ataque, que ele disse ter sido causado por "munição
perdida".
Alguns
líderes católicos questionaram essa explicação, e o principal diplomata do
Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, disse em uma entrevista à emissora estatal
italiana que ela "pode ser legitimamente questionada".
Questionado
se achava que as forças israelenses tinham como alvo a igreja, Pizzaballa disse
que não tinha conhecimento militar para avaliar os danos, mas que,
independentemente da intenção, os cristãos foram repetidamente atacados e
mortos pelas forças israelenses.
“Gaza
está quase totalmente destruída e ninguém está isento”, disse ele. “Esta não é
a primeira vez que isso acontece. Também houve [ataques] à Sagrada Família e à
Basílica de São Porfírio nas primeiras semanas da guerra. E todas as vezes foi
um erro.”
Israel
emitiu ordens de evacuação para as áreas ao redor dos dois complexos onde os
cristãos de Gaza se abrigaram durante a guerra, mas a comunidade de cerca de
560 pessoas não pretende sair.
“Eles
sabem muito bem que estamos determinados a ficar”, disse Pizzaballa quando
questionado se os cristãos seguiriam as ordens de evacuação.
Nos
meses desde sua última visita, no final do ano passado, a destruição de bairros
inteiros deixou partes da Cidade de Gaza irreconhecíveis, disse Pizzaballa.
Bairros ao redor do hospital cristão Al-Ahli, que os clérigos visitaram, foram
"totalmente destruídos", disse ele, reduzidos a escombros .
Dentro
das enfermarias do hospital, a delegação se encontrou com médicos e enfermeiros
que descreveram pacientes desnutridos demais para serem curados e conheceu
vítimas de outros ataques.
Pizzaballa
parecia emocionado ao descrever a conversa com um pai que velava ao lado da
cama de seu filho cego e gravemente ferido, o único sobrevivente de seus seis
filhos. "Foi difícil de suportar", disse ele sobre o encontro.
A fome
estava em toda parte, disse Pizzaballa, descrevendo longas filas de pessoas
esperando horas no sol na esperança de ter algo para comer como "uma
humilhação difícil de suportar quando você vê com seus próprios olhos".
Israel
autorizou as autoridades eclesiásticas a levar 500 toneladas de ajuda
humanitária para Gaza após o ataque à Sagrada Família. A logística complexa
impediu que os alimentos cruzassem a fronteira com a delegação, mas a fome era
tanta que a notícia da entrega planejada atraiu multidões à igreja, e até mesmo
os membros da congregação tiveram que apresentar provas de que seus líderes
haviam chegado de mãos vazias.
A
comunidade está sobrevivendo com pequenas rações, principalmente pão e arroz, e
disse à Pizzaballa que não come carne, frutas ou vegetais desde fevereiro.
Ele
pediu o fim da guerra e disse que a comunidade cristã via como “nosso dever
moral fazer parte da reconciliação” quando a paz chegasse.
“Depois
de quase dois anos de guerra, acho que todos começam a pensar e chegam à
conclusão de que é hora de acabar com isso.”
Fonte: The Guardian/Esquerda Diário/Brasil 247

Nenhum comentário:
Postar um comentário