Deputado
EAD: Eduardo Bolsonaro quer exercer mandato de deputado a partir dos EUA
Uma
iniciativa totalmente ilegal e fora de qualquer lógica política, que agora
tornou-se o mais novo cavalo de batalha da extrema direita, vem sendo levada
adiante no Congresso Nacional pelo grupo político de Eduardo Bolsonaro (PL).
Trata-se de um pedido completamente absurdo e desprovido de sentido para que o
deputado federal licenciado volta ao seu mandato e o exerça à distância,
diretamente dos EUA, país para onde fugiu sem nenhuma razão em 27 de fevereiro
deste ano.
Este
movimento representa uma ruptura inédita e problemática com os princípios
essenciais que regem o exercício do mandato parlamentar no Brasil, e baseia-se
em argumentos frágeis e mentirosos de que Eduardo estaria “perseguido” e “sob
ameaça”, justificando assim sua ausência física do país, enquanto leva uma
verdadeira vida de playboy no exterior, bancado com os milhões de reais
angariados por seu pai com depósitos em Pix realizados por seus fanáticos
seguidores.
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Pedido formal e absurdo
Na
segunda-feira (2), o deputado federal Evair de Melo (PP-ES) apresentou um
ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando
autorização para que Eduardo Bolsonaro possa retomar suas atividades
parlamentares sem precisar retornar ao Brasil.
O
documento “fundamenta” o pedido na alegação de que Eduardo estaria sendo alvo
de um processo de “caráter persecutório” no país, o que justificaria sua
permanência nos EUA e a atuação remota enquanto durar o “estado de insegurança
jurídica” e o “risco à sua liberdade pessoal” no território nacional. Uma piada
e um descalabro sem tamanho, uma vez que a única coisa que está acontecendo até
o momento é que seu pai é réu por ter tentado um golpe de Estado e ele,
Eduardo, de uns dias para cá, se tornou alvo de investigação pela PGR por
fomentar ações contra as instituições nacionais em conluio com autoridades
estrangeiras, o que é crime no Brasil.
Evair
baseia-se no artigo 235 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que trata
da concessão de licenças a parlamentares, tentando enquadrar a situação de
Eduardo nesta norma. No entanto, essa argumentação carece de qualquer base
sólida diante do contexto real do deputado, que age na pura malandragem com o
intuito de inflamar ainda mais a matilha de seguidores do clã extremista ao
qual pertence.
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A verdade sobre a situação de Eduardo Bolsonaro: fuga e inquérito
É
essencial destacar que Eduardo Bolsonaro fugiu do Brasil em fevereiro, antes de
ser alvo de qualquer investigação formal. Ele se licenciou do mandato em março,
justamente após se mudar para os EUA. Atualmente, ele é apenas alvo de um inquérito,
uma condição que não o coloca em uma situação diferenciada em relação a
quaisquer outros políticos que também respondem a procedimentos
investigatórios. Portanto, a alegação de “perseguição” não resiste a uma
análise objetiva mínima dos fatos.
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Eduardo Bolsonaro e suas ações criminosas contra o STF
Desde
sua saída do Brasil, Eduardo tem tentado mobilizar o governo norte-americano
para aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), além de outras autoridades constituídas da República, ampliando
a tensão política, algo que ele usa agora para fazer o inédito pedido para que
seu mandato seja exercido “à distância”.
Essa
tentativa de implementar um “mandato EAD” fere não apenas o Regimento da
Câmara, mas também princípios democráticos básicos, como a presença física para
debates, fiscalização e contato direto com eleitores, configurando uma situação
sem precedentes e juridicamente duvidosa.
Permitir
que um deputado federal exerça suas funções integralmente de forma remota, a
partir de outro país, representa um precedente preocupante para o parlamento
brasileiro.
Além de
abrir espaço para abusos e irregularidades, essa autorização compromete a
representação efetiva da população, já que o contato direto, a participação nas
sessões presenciais e o compromisso com o mandato são elementos fundamentais da
democracia representativa.
Ao
tentar fundamentar essa solicitação em desculpas esfarrapadas e argumentos sem
base jurídica, o grupo político de Eduardo Bolsonaro tenta forçar uma mudança
inédita e problemática no funcionamento do Legislativo, esgarçando ainda mais
as relações com os outros poderes e incendiando o país ainda mais.
¨ Iniciativa de Barroso
no STF gera incômodo no governo Trump
A
iniciativa do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, de pautar o
julgamento sobre regulação das redes sociais repercutiu no governo de Donald
Trump.
O
avanço da pauta pelo Supremo brasileiro circulou no clipping [seleção de
notícias] interno da Casa Branca e gerou mais incômodo do que as recentes
declarações de Lula, que, ao defender Alexandre de Moraes, criticou os Estados
Unidos por
“matarem muita gente”.
Barroso
estipulou que será retomado, nesta quarta-feira (4/6), o julgamento que
estabelecerá de que forma plataformas serão responsabilizadas por conteúdos
postados por usuários.
A
diferente visão sobre a temática das redes foi, justamente, o que levou a Casa
Branca a discutir punições a
Moraes por
meio da severa Lei Magnitsky.
No auge
dos atritos, plataformas sediadas nos EUA, como X [antigo Twitter] e Rumble,
recusaram-se a obedecer ordens do magistrado e foram alvo de multas
milionárias.
Por
conta dos descumprimentos, o X chegou a ser suspenso no Brasil. O Rumble está
até hoje fora do ar.
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EUA discutem sanções a Moraes
Os EUA
passaram a discutir sanções a Moraes após o magistrado determinar o bloqueio de
perfis de cidadãos norte-americanos investigados no que ficou conhecido como o
inquérito dos atos antidemocráticos.
Na
visão do governo Trump, empresas nos
Estados Unidos não são obrigadas a cumprir a determinação de um magistrado
brasileiro.
Já para
Alexandre de Moraes, o bloqueio é necessário porque um usuário nos EUA consegue
interagir com internautas no Brasil.
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Barroso explica julgamento
Ao
pautar a regulação das redes, Luís Roberto Barroso afirmou que o STF não está
“legislando” sobre o tema.
“O
Supremo esperou por muitos anos a aprovação de legislação pelo Congresso. A lei
não veio, mas nós temos casos para julgar. Temos dois casos pendentes de
julgamento. Portanto, não se trata do Supremo legislar ou invadir a esfera do
Legislativo”, disse Barroso.
O
magistrado disse que a Corte estabelecerá critérios para julgar os casos que
surgirem enquanto o Congresso Nacional não aprovar uma regulamentação
específica.
• Lindbergh quer debater com Eduardo
Bolsonaro em rede nacional: "é crime de alta traição à Pátria"
Nesta
terça-feira (3), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) aceitou debater
com Eduardo Bolsonaro (PL) sobre as acusações de crime de alta traição à
Pátria.
O filho
de Bolsonaro está nos EUA tentando promover sanções contra o Brasil e contra
autoridades brasileiras a partir de seu trânsito com parlamentares trumpistas.
Lindbergh
acionou a Procuradoria-Geral da República, que abriu um inquérito para
averiguar se o parlamentar está, de fato, cometendo crime de traição a pátria.
• Lula chama Eduardo Bolsonaro de
“lambe-botas do Trump”
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas nesta terça-feira
(3) à postura do governo dos Estados Unidos e, especialmente, ao deputado
federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado do cargo e em viagem ao
país norte-americano para articular sanções contra autoridades brasileiras.
Durante
entrevista à imprensa, Lula classificou como "inadmissível" a
tentativa de autoridades estrangeiras influenciarem decisões da Suprema Corte
brasileira e disse que a atitude de Eduardo Bolsonaro é “antipatriótica” e
“terrorista”.
“O que
é lamentável é que um deputado brasileiro, filho do ex-presidente, está lá a
convocar os Estados Unidos a se meter na política externa do Brasil. Isso é
grave. É uma prática terrorista, uma prática antipatriótica”, afirmou Lula.
Eduardo
Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o fim de maio e tem se reunido com
políticos ligados ao ex-presidente Donald Trump. O deputado pede que o governo
americano sancione membros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o
ministro Alexandre de Moraes, por suposta censura a usuários de redes sociais.
O caso já é alvo de um inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República.
• Lamber as botas
Lula
criticou o que considera um movimento de submissão política. “O cidadão que é
deputado pede licença do seu mandato para ficar tentando lamber as botas do
Trump e de assessores do Trump, pedindo intervenção na política brasileira. Não
é possível aceitar isso”, disse.
O
presidente também aproveitou para repreender o posicionamento recente do
Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que enviou um ofício ao Ministério
da Justiça brasileiro questionando decisões judiciais que resultaram no
bloqueio de redes sociais americanas no Brasil. Segundo o governo brasileiro, o
documento tem caráter meramente informativo e não implicará em ações concretas.
“Eu
acho que os Estados Unidos precisam compreender que o respeito à integridade
das instituições de outros países é muito importante. Porque nós achamos que um
país não pode ficar se intrometendo na vida do outro, querendo punir um outro
país. Isso não tem cabimento”, declarou Lula.
O
presidente ainda condenou publicamente o secretário de Estado americano, Marco
Rubio, que anunciou na semana passada a possibilidade de impor restrições de
visto a autoridades estrangeiras acusadas de “censurar americanos”. Sem citar
nomes, Rubio sugeriu que o ministro Alexandre de Moraes poderia ser um dos
alvos da medida.
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Lula reagiu com ironia
“Que
história é essa de os Estados Unidos querer negar alguma coisa e criticar a
Justiça brasileira? Eu nunca critiquei a Justiça deles. Eles fazem tanta
barbaridade, tanta guerra, matam tanta gente. Por que vão querer criticar o
Brasil?”
Nos
bastidores, a troca de sinais diplomáticos tem gerado desconforto. Fontes do
Itamaraty classificam o ofício americano como "atípico", sobretudo
por não ter passado pela embaixada dos EUA em Brasília e ter sido enviado
diretamente do Departamento de Justiça ao Ministério da Justiça brasileiro.
Enquanto
isso, o governo brasileiro reforça que defenderá o Supremo Tribunal Federal e,
em especial, o ministro Alexandre de Moraes, que Lula vê como alvo de uma
campanha internacional de deslegitimação. “O Brasil vai defender não só o seu
ministro, mas a sua Suprema Corte”, garantiu o presidente.
• Flávio Bolsonaro entra na guerra com
Eduardo e Michelle para ser candidato do clã em 2026
Pivô do
esquema de corrupção das rachadinhas, quando era deputado estadual na
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) resolveu entrar na guerra para ser o candidato do clã à Presidência em
2026, se acotovelando com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), e com o irmão
"03", Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou de seu mandato na
Câmara e fugiu para os EUA.
Principal
interlocutor da família com a família Marinho, Flávio mandou o recado por meio
da coluna de Bela Megale, na edição desta terça-feira (3), no jornal O Globo.
A
jornalista atribuiu a informação a "lideranças do Centrão", que
estariam trabalhando para escantear Michelle, preferida de Silas Mafalaia e da
ala evangélica, e Eduardo, que busca se colocar como herdeiro do vitimismo
sobre a "perseguição" ao pai conspirando contra o Brasil nos EUA.
Os
"mandachuvas" do Centrão devem incluir o nome de Flávio nas próximas
pesquisas eleitorais e apostam as fichas no senado, filho mais velho de
Bolsonaro, pelo trânsito político e pelo perfil menos radical.
Conta
ainda a favor de Flávio as articulações com o empresariado e o sistema
financeiro, que faria frente ao levante promovido por Tarcíosio Gomes de
Freitas (Republicanos-SP) na Faria Lima.
Flávio
pretende testar o nome nas pesquisas porque só toparia entrar na disputa com o
amplo apoio do bolsonarismo - já que teria que desistir da reeleição quase
certa ao Senado.
Na
avaliação de uma ala do Centrão, que tem ouvido as análises do ex-presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos), que voltou de vez ao xadrez político,
Lula perderá de qualquer candidato da direita em 2026 e Flávio seria uma saída
menos polarizada, até mesmo para aproximação de setores da mídia liberal, como
a Globo.
O fato
dele ter sido artífice do esquema da rachadinha não atrapalharia, segundo os
que defendem a candidatura, que alegam que o caso ficou no passado e não seria
reeditado pela mídia liberal, que tem interesse em derrotar Lula.
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Redes Sociais
Nas
redes sociais, Flávio tem deixado de lado a questão da Anistia e das sanções a
Moraes para polarizar diretamente com Lula, especialmente na questão econômica,
compartilhando várias publicações atacando o ministro da Fazenda, Fernando
Haddad.
A
estratégia passa por se mostrar adepto de um debate mais elevado, voltado para
os negócios e o empresariado, como na publicação feita na manhã desta
terça-feira, em que pede "Justiça pelos negócios", fazendo uma
comparação entre os governos do pai e de Lula.
No
Instagram, as últimas 18 publicações feitas por Flávio buscam a polarização com
Lula e Haddad, deixando a briga da família com Moraes em segundo plano.
A
entrada de Flávio na disputa deve causar ainda mais cizânia no núcleo do clã.
Após a traição de Tarcísio Gomes de Freitas, que flerta com a Terceira Via e o
movimento "direita sem Bolsonaro" de Michel Temer (MDB), Jair
Bolsonaro ventilou uma candidatura do clã, citando Michelle e Eduardo em
entrevista ao Uol.
Michelle
tem como principal cabo eleitoral o pastor Silas Malafaia, que aponta a
proximidade do eleitorado evangélico, em especial das mulheres, como uma das
principais vantagens da ex-primeira-dama.
Para
combater a madrasta, Eduardo Bolsonaro surgiu como nova versão do "Caçador
de Marajás", anunciando suas pretensões políticas pelas páginas da revista
Veja.
Eduardo
é o candidato da ala mais radical do bolsonarismo, que vê na conspiração
costurada por ele nos EUA e o enfrentamento a Alexandre de Moraes como
principais vantagens na disputa.
Fonte:
Fórum

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