Varíola
dos macacos (Mpox): sintomas, transmissão, tratamento e cura
A
varíola do macaco, também chamada de Monkeypox ou Mpox, é uma doença rara
causada por um vírus que causa sintomas como calafrios, dor muscular, cansaço
excessivo e bolhas e feridas na pele, que podem coçar ou ser doloridas.
A
transmissão da varíola dos macacos pode acontecer através do contato próximo e
prolongado com as feridas e secreções respiratórias liberadas pela pessoa
infectada ao tossir ou falar.
Na
presença de sinais e sintomas indicativos de varíola do macaco, é importante ir
ao hospital para confirmar o diagnóstico, prevenir a transmissão para outras
pessoas e iniciar o tratamento adequado, que inclui o uso de remédios para
aliviar os sintomas.
Conheça
mais sobre a varíola do macaco no vídeo a seguir:
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Sintomas da varíola do macaco
Os
primeiros sintomas da varíola do macaco são:
• Bolhas e feridas na pele, que coçam e
doem;
• Febre;
• Calafrios;
• Dor de cabeça;
• Dor muscular;
• Cansaço excessivo,
• Dor nas costas.
Estes
sintomas costumam surgir cerca de 5 a 21 dias após o contato com o vírus, e
duram entre 14 a 21 dias.
As
bolhas costumam surgir primeiro no rosto e mucosa oral, espalhando-se depois
para o resto do corpo e atingindo, principalmente, as extremidades, como a
palma das mãos.
Em
alguns casos, pode também surgir bolhas e feridas na região genital, além de
inchaço no pênis e dor na região anal.
Mais
raramente, é possível evoluir para um quadro mais grave da Monkeypox dependendo
da forma de transmissão, estado imunológico da pessoa e quantidade de vírus que
foi inoculado. Nesses casos, pode haver comprometimento pulmonar ou inflamação
do cérebro, chamada de encefalite.
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Como acontece a transmissão
A
Monkeypox pode ser transmitida pelo contato com secreções respiratórias que são
liberadas ao tossir ou falar, por exemplo. Mas para que o vírus consiga ser
transmitido dessa forma, é preciso que as pessoas estejam muito próximas
durante muito tempo.
Além
disso, a transmissão também pode acontecer pelo contato direto com o líquido
liberado pelas bolhas e feridas da varíola do macaco, ou por meio do contato
com objetos contaminados, incluindo toalhas e roupa de cama.
A
presença de lesões na região genital também aumenta o risco de transmissão da
varíola do macaco através da relação sexual.
A
transmissão de pessoa para pessoa acontece desde o início dos sintomas até a
cicatrização das lesões e formação de nova pele. Além disso, é possível haver
transmissão da mulher para o bebê através da placenta.
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É possível pegar varíola do macaco de animais?
A
transmissão da varíola do macaco também pode acontecer de animais para pessoas,
sendo mais comum através da mordida de roedores infectados, consumo de carne
mal cozinhada ou contato com secreções ou sangue de animais infectados.
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Como é feito o diagnóstico
O
diagnóstico da mpox pode ser feito pelo infectologista ou clínico geral,
através do histórico de saúde e dos sintomas apresentados.
Mas a
confirmação da Monkeypox só é possível por meio do exame RT-PCR, que é feito em
laboratório com uma amostra da secreção da ferida ou da crosta.
É
considerado um caso provável de Monkeypox quando a pessoa apresenta sintomas
sugestivos, teve contato próximo com outra pessoa infectada com varíola dos
macacos (ou com sintomas sugestivos) e ainda não recebeu o resultado do exame
de RT-PCR.
Se a
pessoa apresentar sintomas sugestivos de varíola do macaco, mas o resultado do
exame for negativo, outros exames são indicados para identificar o agente
responsável pelos sintomas e, assim, ser possível iniciar o tratamento
adequado.
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Como diferenciar varíola do macaco de outras doenças
Para
melhor diferenciar as causas das lesões, é recomendado sempre passar por uma
consulta com um médico, que vai avaliar os sinais e sintomas apresentados pela
pessoa, além de observar o tipo e o local das lesões.
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Como é feito o tratamento
Normalmente
não é necessário um tratamento específico para a varíola do macaco, pois os
sintomas costumam desaparecer após algumas semanas.
No
entanto, em alguns casos, o médico pode indicar o uso de medicamentos
analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas mais rapidamente.
É
importante também que a pessoa fique em isolamento para evitar a transmissão da
doença para outras pessoas, podendo ser necessário, em alguns casos, que a
pessoa fique no hospital para ser monitorada.
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Remédio para Monkeypox no Brasil
A
Anvisa autorizou o uso do medicamento Tecovirimat contra a varíola do macaco no
Brasil.
O
Tecovirimat pode ser indicado pelo médico quando a pessoa está internada,
possui RT-PCR positivo para o vírus da varíola dos macacos e apresenta a forma
mais grave da doença com pelo menos um dos sintomas:
• Inflamação do cérebro (encefalite);
• Pneumonite;
• Mais de 200 lesões pelo corpo;
• Grande lesão na boca, o que interfere na
hidratação e alimentação;
• Lesões externas na mucosa anal e retal,
podendo haver risco aumentado de infecção secundária;
• Lesão ocular.
Esse
medicamento não deve ser usado por pessoas que tenham menos de 13 kg, possuem
alergia ao tecovirimat ou a qualquer outro componente da fórmula e que não
aceitaram o termo de consentimento para o uso do medicamento.
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A varíola do macaco tem cura?
A
varíola do macaco tem cura e, de forma geral, não é necessário tratamento
específico, já que o vírus costuma ser eliminado pelo próprio sistema
imunológico depois de cerca de 4 semanas.
No
entanto, em alguns casos, para acelerar a cura, o médico pode indicar o uso de
medicamentos específicos para combater o vírus.
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Possíveis complicações
A
varíola do macaco pode levar ao surgimento de algumas complicações, como perda
de visão devido à infecção da córnea, broncopneumonia, confusão mental,
encefalite, cicatrizes e lesões na pele.
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A varíola do macaco é mortal?
A
varíola do macaco geralmente não é mortal, uma vez que a doença consegue ser
combatida naturalmente sem a necessidade de realizar tratamento específico.
No
entanto, nos casos mais graves ou quando a doença se desenvolve em pessoas mais
vulneráveis, como aquelas que possuem sistema imunológico debilitado, pode ser
mortal.
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Como prevenir a varíola do macaco
Para
prevenir uma infecção por varíola do macaco, é recomendado:
• Evitar o contato próximo com pessoas
diagnosticadas com varíola dos macacos;
• Evitar tocar nas bolhas ou entrar em
contato com a roupa, roupa de cama, toalha e objetos de uso pessoal de pessoas
que possuem sinais e sintomas de varíola dos macacos;
• Usar preservativo em todas as relações
sexuais, mesmo que as feridas e lesões da doença tenham desaparecido;
• Desinfetar e lavar bem as mãos com água
e sabão;
• Usar máscaras de proteção.
Além
disso, como a doença também pode ser transmitida de animais para pessoas,
apesar de raro, é recomendado consumir apenas carnes bem cozidas.
É
recomendado também evitar o contato com animais silvestres, principalmente
roedores, já que podem estar infectados com o vírus da varíola dos macacos ou
outros agentes infecciosos.
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Vacina contra varíola do macaco
A
prevenção da doença também pode ser feita através da vacina. Atualmente, a
vacina aprovada no Brasil é a produzida pela Jynneos ou Imvanex, que é indicada
em 2 doses, com intervalo de 4 semanas entre as doses.
Essa
vacina também pode ser administrada 4 dias após o contato com o vírus, sendo
nesses casos recomendada apenas 1 dose.
Além
disso, caso a vacina seja administrada 5 a 14 dias após a infecção, é possível
reduzir os sintomas, mas não evitar o desenvolvimento da doença.
A
vacinação contra a varíola do macaco está indicada para pessoas com maior risco
de exposição ao vírus, como profissionais da saúde, pessoas que trabalham em
laboratório ou em pesquisas e testes laboratoriais com o Orthopoxvirus. A
vacina também é indicada para pessoas positivas para o vírus HIV e com baixa
contagem de linfócitos.
Fonte
Tua Saúde

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