Após
interromper show de Flávio José em Amargosa, Jerônimo Rodrigues é vaiado
O
governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi vaiado após interromper o
show do cantor Flávio José no São João de Amargosa, no Recôncavo baiano. O
episódio aconteceu na noite deste domingo (23), quinto dia dos festejos juninos
da cidade.
O
gestor estadual, o prefeito do município, Júlio Pinheiro (PT), e o secretário
de Cultura, Bruno Monteiro, acompanhavam a apresentação do sanfoneiro do palco.
Após Flávio José fazer uma breve saudação aos políticos, o público vaiou
Jerônimo, que ainda fez corações e acenou para os foliões.
No
Instagram, o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, comentou o
fato. “Com este péssimo desempenho à frente do governo, será que Jerônimo
acreditava que seria aplaudido em Amargosa ou em qualquer outra cidade da
Bahia?”, questionou.
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Governo Jerônimo
contratou locadora de carros por R$ 19,8 milhões para vender milho, diz site
O
governo Jerônimo Rodrigues (PT) contratou por R$ 19,8 milhões uma locadora de
carros para vender milho. A empresa, identificada como ASR Locação de Veículos,
ainda é investigada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU)
por envolvimento em um esquema de fraudes em nível nacional. As informações são
da colunista Andreza Matais, do portal UOL.
Segundo
a reportagem, a mesma locadora arrematou lotes de um leilão internacional de
arroz do governo federal. A venda foi suspensa após serem divulgados indícios
de fraude. O leilão de arroz foi feito por insistência do ministro da Casa
Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), conforme informações do
portal.
ASR
Locação de Veículos foi criada em 2019 e, atualmente, já tem 22 atividades
econômicas ativas, em serviços distintos, como buffet e recepção em evento, até
instalação de ar-condicionado.
A
participação no leilão nacional foi em dezembro de 2023, mas só em 16 de maio,
ela incluiu as atividades de importação e exportação de cereais no catálogo. A
locadora arrematou o terceiro maior lote do leilão, avaliado em R$ 112 milhões.
Já
na época do leilão de milho, para a Bahia, a empresa estava no nome de Amanda
dos Santos Araújo, dona da empresa até abril deste ano.
As
duas licitações foram feitas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),
responsável pela regulação dos preços dos alimentos. O diretor de Politica
Agrícola e Informações da Companhia é Silvio Porto, próximo de Rui Costa. Na
última quarta-feira (19), o deputado Pedro Lupion (PP-RR) questionou a relação
de Porto com a suspeita de fraude e o ex-governador da Bahia.
"Como
pode o senhor Silvio Porto, diretor técnico da Conab, assinar uma nota técnica
dizendo a necessidade da compra de arroz por causa de desabastecimento, se a
própria Conab emitia documentos reconhecendo que não havia
desabastecimento?", disse Lupion.
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O silêncio
ensurdecedor de Jerônimo
Chama
a atenção o silêncio ensurdecedor do governador Jerônimo Rodrigues (PT) após a
recente divulgação da nova edição do Atlas da Violência, que coloca sete
cidades da Bahia entre as dez mais violentas do país e aponta o estado como o
mais violento do país, mais uma vez. Não houve sequer uma fala sobre os dados
alarmantes e muito menos algum anúncio para ao menos tentar frear o caos da
segurança pública da Bahia, que vê o crime organizado avançar até mesmo nas
pequenas cidades. Enquanto Jerônimo se cala, as facções avançam e a Bahia
mantém o nada agradável título do estado com mais homicídios do país.
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Verborragia
Recentemente,
vale recordar, o governador chegou a comparar a situação da segurança pública
da Bahia com a Europa, dizendo que o continente europeu também enfrenta
problemas com facções. Já afirmou também que é um tema nacional, jogando a
conta no colo do governo Lula, e até considerou a proibição das pistolas de
água no Carnaval como uma importante medida de segurança. Como bem disse um
observador da política baiana: se fala, apanha pela verborragia; se cala,
apanha pela omissão.
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Itinga 'vermelhou': CV
ocupa bairro de Lauro de Freitas, onde a predominância é BDM
A
ofensiva do CV frente à aliança dos seus rivais BDM e o TCP não está
centralizada em Salvador. Esta semana, um "bonde" tomou o bairro de
Itinga, em Lauro de Freitas, município da Região Metropolita, onde, por
enquanto, há mais território do BDM. Nas imagens que viralizaram nas redes
sociais há menos de uma semana, os traficantes com pistolas adaptadas picham
paredes com as iniciais da facção e atiram para cima.
A
todo instante lemos, compartilhamos, quando não testemunhamos, demonstrações de
força, que deixam a população acuada. Em 2011, quando a SSP/BA era comandada
por Maurício Barbosa (ele ficou até 2020), a pasta dizia que a Bahia era
intocável aos olhos das maiores organizações criminosas do país.
E
olha no que deu: na edição recente do Atlas da Violência, o estado lidera o
ranking e ainda tem sete cidades entre as dez mais violentas. Não à toa, só
Salvador conta hoje com pelo menos cinco grandes facções, sendo duas
"importadas" do Rio de Janeiro.
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E a polícia de estilingue
Após
duas madrugadas seguidas de confronto na semana passada entre o CV e o BDM/TCP
no bairro do Arenoso, onde uma mulher ligada a uma das facções foi brutalmente
assassinada pelo grupo rival, várias munições usadas no tiroteio foram
encontradas em diversos pontos do bairro, bem como portas, janelas e carros
estavam crivados de tiros.
Durante
uma varredura no dia seguinte, policiais civis e militares encontraram com um
pente de fuzil 556, que custa entre R$27 mil e R$ 35 mil. A munição foi deixada
por um dos traficantes em fuga. “Eles de fuzil e agente de estilingue”, disse
um dos agentes indignado, que carregava uma pistola.
É
sabido que solução para insegurança vai além de armar bem as forças de
segurança - é preciso investimento no serviço de inteligência e polícia
públicas. Mas quando um comentário parte da própria tropa, é preocupante. É a
mesma coisa de dizer: “essa guerra já perdemos!”
Fonte:
Correio da Bahia
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