Como funcionam os planos de Deus quando temos livre arbítrio?
Na prática, estas duas coisas desempenham papéis
complementares no discurso religioso, e servem pra explicar a existência do mal
na presença de um Deus 100% bom. Em outras palavras: se algo de ruim acontece,
foi culpa do homem por meio do seu livre arbítrio; e se algo de bom acontece,
foi Deus quem fez. Se isso soar meio artificial, basta reescrever tudo com umas
palavras bonitas, que a galera compra.
Agora, se você não consegue comprar essa ideia e
simplesmente seguir com a tua vida, vamos tentar arranjar umas explicações mais
legais! Uma que eu já ouvi por aí é que, na verdade, você não tem escolha. Sob
esta hipótese, foi Deus quem programou o modo com o qual você pensa, isto é, a
sua lógica. Então, quando você toma a decisão mais racional para você, na
verdade, está só seguindo o que Deus já tinha decidido que você escolheria. Da
mesma forma, foi Deus quem programou o que te faz se sentir bem ou mal; logo,
toda decisão sua motivada por um sentimento também é coisa de Deus. O problema
com isso é que, por exemplo, Hitler teria feito apenas a vontade direta de
Deus! Como isso complica um pouco a vida dos pregadores, é melhor pensar em
outra coisa…
A explicação clássica para o livre arbítrio, um
pouco mais interessante que a primeira, é que Deus já sabe tudo o que você vai
escolher, antes de você escolher. Então, você tem o direito da escolha, mas ele
já sabe qual é. Até se você pensa em mudar de ideia no último segundo, ele
também sabe que você mudaria de ideia, então não tem como escapar! Desta forma,
para manter a consistência, Deus decidiria criar apenas as pessoas que ele sabe
que não agirão contra o seu plano. Como fica Hitler, então? A situação melhora
um pouquinho aqui, porque agora o que fez Hitler seria apenas parte da vontade
passiva de Deus. Isto é, uma permissão de Deus. Muita gente lida bem com a
ideia de Deus permitir o mal, então essa explicação costuma ser suficiente. Mas
dá pra melhorar!
A terceira explicação, que eu gosto de achar que é
de minha autoria, é que Deus tem um plano pra cada possível decisão sua. Pensa
em Deus como uma entidade com capacidade de processamento "cerebral"
infinita. Não parece difícil que ele consiga prever todos os possíveis cenários
do universo, desde o dia 1 até o último dia, com base em cada possível decisão
que cada ser consciente tomaria. Pense nisto aqui, numa escala grotescamente
maior:
Cada ramificação seria uma instância de uso do
livre arbítrio, por algum ser consciente vivo. A pergunta natural agora é: qual
o papel de Deus nessa história, além de "saber" as coisas? Ora,
sabendo o que acontece no final de cada ramificação, Deus traça um plano no
meio do caos, influenciando apenas as decisões dos seus servos na Terra. Assim,
Deus não faria a comida aparecer instantaneamente no prato do pobre, mas
influenciaria algum servo dele na Terra a levar comida até o pobre. Se alguém quiser
atrapalhar esse plano, Deus terá previsto que isso poderia acontecer, e saberá
contornar este problema usando algum outro servo. Ou seja, Deus não sabe o que
exatamente você vai escolher, mas conhece todas as possíveis decisões que você
poderá tomar. E como fica Hitler? Deus sabia o que aconteceria se ele tivesse
optado por não ser um genocida, mas também sabia o que aconteceria se optasse
por ser. Ele escolheu a segunda opção, sem envolvimento nenhum de Deus, mas em
resposta, Deus influenciou as decisões de todos os cristãos genuínos do mundo,
para impedí-lo de continuar. Esta teoria meio que reforça a importância de
converter o maior número de pessoas possível, mas faz Deus parecer menos
poderoso do que deveria ser, já que a sua influência na Terra seria proporcional
ao número de pessoas vivas que o servem. Ainda assim, essa é a minha explicação
preferida.
Vale lembrar que eu não entendo nada de teologia, e
eu não vejo a realidade da forma como eu descrevi aí em cima. Isso é só um
exercício de retórica.
Todos
falam de Deus e dizem que são filhos Dele, mas ninguém quer obedecer a Bíblia.
Por que?
Primeiro, porque a bíblia é um livro como tantos
outros, mas com seríssimas contradições que inviabilizam uma ação prática.
Então, não vai valer a pena segui-la. Depois, se alguém quiser fazer isso
literalmente vai perder momentos importantes da vida que, não serão recuperados
e, não só isso, a parte cognitiva também pode ficar seriamente comprometida.
Bom, isso são só alguns dos fatores desfavoráveis,
existem muitos outros.
Agora, ser filho de uma imaginação coletiva
mitológica e muito antiga não faz o mínimo sentido, somado a isso, seguir um
livro questionável, confuso, contraditório e ultrapassado não vai ajudar em
nada nessa aventura lúdica e, certamente, perigosa. Enfim, é uma insensatez sem
precedentes.
"Os cristãos, como sabes, adoram um homem até
hoje – o personagem distinto que introduziu seus rituais insólitos e foi
crucificado por isso (...) Essas criaturas mal orientadas começam com a
convicção geral de que são imortais o que explica o desdém pela morte e a
devoção voluntária que são tão comuns entre ele; e ainda foi incutido neles
pelo seu legislador original que são todos irmãos, desde o momento que se
convertem, e vivem segundo as suas leis."
Por
que Levítico é um livro da Bíblia tão distorcido?
Como assim "distorcido"?
Você afirma que o Levítico afirma uma coisa, mas as
pessoas entendem outra? Ou seria um livro bastante criticado?
O Levítico não deveria ser um livro distorcido. Ele
foi colocado na sequência de Êxodo, que é uma narrativa de como os israelitas
saíram do Egito com o objetivo de prestar culto a Deus, enfrentaram uma
sucessão de problemas e, nesse intento, a forma de culto prestada foi
considerada "estranha". Então o povo passou por mais provações e, ao
fim, conseguiu realizar um culto aceito por Deus.
Portanto, o Levítico deveria conter um contexto
excessivamente claro, objetivo, rude em muitas passagens, explicando como
seriam as regras de costume e adoração. Portanto, tornar-se-ia também um código
legal, e por isso não deveria constar nenhuma dúvida ou duplo sentido.
É claro que essas regras não são sempre aplicáveis.
O cristianismo até tem escusa de não segui-las
porque a Graça, em Cristo, é superior à Lei em Moisés, mas o fato é que também
o judaísmo não considera, à risca, as determinações do Levítico e, por isso,
elas foram bem melhor delineadas no Talmud - que é o que realmente vale para os
judeus. No entanto, quando surge a questão do homossexualismo, não resta nenhum
outro texto que não esteja em Levítico, e aqueles que consideram que o
cristianismo deveria ser tolerante com os homossexuais perguntam se as demais regras
do Levítico não deveriam ser praticadas também - o que nem os judeus fazem.
Porém, é um livro como qualquer outro, que deve ser
entendido dentro do seu contexto histórico e com uma mensagem simbólica que
possa ser aplicada à realidade sem extremismos e sem contradizer os aspectos
centrais da mensagem bíblica.
Por
que o Novo Testamento e o Talmude foram escritos praticamente ao mesmo tempo?
A palavra “Talmud” deriva-se da palavra hebraica
lamad que significa “ensinar, instruir” ou também “aprender”. O Talmud é o
manancial bibliográfico do judaísmo rabínico criado durante a era helenística
da história judaica. Não um único livro – como geralmente se crê – mas uma
coleção de livros. É uma autêntica biblioteca de tratados de leis e
regulamentos rabínicos, tradições, costumes, ritos e cerimônias, assim como
leis civis e criminais.
Além disso, o Talmud contém opiniões, discussões e
debates, aforismos moralísticos e exemplos biográficos de sábios rabínicos.
Estes são apresentados aos devotos a fim de inspirar a emulação na sabedoria e
na conduta ética. O Talmud tenta ainda orientar as massas judaicas através dos
abrolhos perigosos da fé e da vida, por meio de ensinamentos populares que
trazem à baila todas as artes e os artifícios pedagógicos de um folclore
altamente desenvolvido.
Depois da Torá, o Talmud é o mais importante
“livro” da cultura judaica. A definição
formal do Talmud não impressiona muito: é o sumário
da lei oral que evolveu após séculos de esforço erudito de sábios que viveram
em Jerusalém e na Babilônia até o início da idade média. Ele é uma criação não
somente de uma época, mas de séculos de empenho coletivo.
Seu conteúdo originou-se da revivescência e do
auto-exame moral que acompanhou a revolta dos Macabeus na vida judaica (século
II a.E.C.), e que terminou com a conclusão do Talmud da Babilônia no ano 500
E.C.
• O
Novo Testamento
O Novo Testamento, que significa “Nova Aliança” em
hebraico, é um compilado de 27 de livros da Bíblia Sagrada cristã, distribuídos
em 260 capítulos, escritos originalmente em grego, entre 50 e 150 d.C.
A possível compilação mais antiga do cânone do Novo
Testamento foi feita por Atanásio, bispo de Alexandria, através de uma carta
anual de Páscoa escrita às igrejas, em 367 d.C. Nesta carta continha os 27
livros que hoje encontramos no Novo Testamento.
Esses livros contam a história de Jesus Cristo de
Nazaré, a propagação dos seus ensinamentos, a formação das primeiras igrejas e
as profecias da eternidade.
O Novo Testamento está dividido em 4 partes: Os
Evangelhos, O Livro Histórico, As Epístolas e o Livro Profético.
<<<< Conclusão:
Como vimos o Tamuld não tem nada a ver com o Novo
Testamento. O Talmud está ligado ao judaísmo que rejeitou Jesus como o Messias.
O Novo Testamento não veio renovar a interpretação das escrituras. O Novo
testamento tem por objetivo dar-nos a conhecer o nome de Jesus, o Messias, dado
pelos profetas do Antigo Testamento.
A personalidade central em cada um dos 27 livros de
que consta, é Jesus Cristo. Os quatro primeiros livros, chamados Evangelhos,
nos dão a conhecer sua vida, seus atos, suas palavras.
Fonte: Quora

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