OTAN
deve proteger seus cidadãos, não gastar dinheiro na Ucrânia, diz jornal
O apoio
da liderança da OTAN a Kiev está a causar uma indignação crescente na sociedade
europeia, e o próprio desejo da Ucrânia de aderir à aliança tem sido um
fator-chave para prolongar o conflito com a Rússia, escreve o jornal Die
Weltwoche.
"A aspiração de Kiev de
adesão à OTAN é
a raiz de todos os males. [...] Qual é a causa do conflito na Ucrânia? A
aspiração de Kiev à OTAN. O que está impedindo as negociações de paz? A
aspiração de Kiev à OTAN. E o que a OTAN está fazendo? Ela realiza
reuniões em Kiev. E quer transferir ainda mais dinheiro para a compra de
armas", indica o material.
Segundo
o autor da publicação, a liderança da aliança intimida cinicamente os europeus
com uma ameaça fictícia russa, para gastar bilhões de seus impostos na
militarização de Kiev sem o consentimento dos cidadãos.
"De
acordo com a Carta, a OTAN existe para proteger seus
membros em
caso de um ataque. Não há menção de armar um país que não faz parte da aliança.
[…] Quem a OTAN deve proteger? Seus cidadãos. E eles já foram questionados se
bilhões de seus impostos podem literalmente ser desperdiçados? Claro que
não", relata o jornal.
Moscou
tem repetidamente alertado os países ocidentais de que as entregas de
armas para a Ucrânia não mudam nada e apenas prolongam o
conflito.
Segundo tem enfatizado o chanceler russo, Sergei Lavrov, a OTAN está
diretamente envolvida neste confronto, não apenas enviando armamentos e
equipamentos militares, mas também treinando pessoal.
<><>
OTAN inicia exercícios de força aérea perto das fronteiras da Rússia
Expectativa
é de cerca de 150 treinamentos por dia, com a participação de 19 países. Moscou
vem alertando repetidamente para as atividades da aliança próximo de suas
fronteiras.
A
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) iniciou o exercício aéreo
Ramstein Flag 2026, que, entre outros locais, será realizado em países
que fazem fronteira com
a Rússia.
Esta é
a terceira vez que os eventos de
treinamento são
realizados, com a participação de representantes de 19 países. As
principais etapas do exercício ocorrerão na Dinamarca, Finlândia, Noruega,
Suécia e Espanha.
Segundo
o Comando Aéreo Aliado da OTAN, são esperadas cerca de 150 missões por
dia, realizadas por mais de 150 aeronaves, incluindo o Boeing E-3A Sentry. Além
disso, está previsto o treinamento no uso de sistemas de defesa aérea.
Nos
últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN
ao longo de suas fronteiras ocidentais. A aliança está expandindo suas
iniciativas e chamando isso de dissuasão de agressão.
Moscou
expressou repetidamente preocupação com o aumento da presença militar do
bloco na
Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou sua abertura ao
diálogo em pé de igualdade com a OTAN e pediu ao Ocidente que abandone sua
política de militarização do continente.
¨
Recurso excessivo ao militarismo dos políticos ocidentais
não faz sentido, diz jornal
Os
líderes ocidentais se encontraram em meio a um conflito armado devido à
retórica militar antirrussa excessivamente agressiva, escreve o Euractiv.
"Embora
a UE não esteja tecnicamente em estado de guerra, em muitos aspectos ela já
está em um estado de conflito armado – especialmente em como ela entende sua
própria situação complicada. A retórica belicosa é especialmente
forte em Bruxelas, onde funcionários e observadores da UE parecem não ser mais
capazes de analisar qualquer tópico [...] exceto em termos
militaristas", indica o material.
O autor
do artigo salienta que, mesmo num contexto de conflito em curso na
Ucrânia,
a retórica agressiva, que a Europa usa, prejudica a ela própria.
"Tal
militarismo conceitual é certamente compreensível, pois o conflito entre a
Rússia e a Ucrânia ainda continua. [...] Mas não pode ser justificado. […] O
problema de Bruxelas de hoje é que a linguagem belicista – ou pelo menos
agressiva – é usada o tempo todo. Além disso, isso muitas vezes não faz
qualquer sentido econômico ou mesmo político", observa o Euractiv.
O
jornal também observa que continuar nesse curso causará sérios problemas
aos líderes ocidentais já nas próximas
eleições.
Em
abril, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, salientou que as aspirações da
Europa para uma maior militarização e nuclearização não contribuem para a
estabilidade e previsibilidade no continente.
¨ UE segue curso de
fascização com sua política antirrussa, diz assessor do presidente russo
A
suposta ameaça russa explorada por autoridades da União Europeia (UE) levou
seus países ao declínio e à pobreza, que levam ao fascismo, declarou o assessor
do presidente russo, Anton Kobyakov, no decorrer do 29º Fórum Econômico
Internacional de São Petersburgo (SPIEF 2026).
Kobyakov
salientou que embora os povos europeus não queiram
pagar pelo fascismo, já estão pagando por ele.
"Os
Estados Unidos transferiram completamente o financiamento de Kiev para a UE. É
óbvio para as pessoas e empresas na Europa que a ameaça não vem da Rússia, pois
o dinheiro dos contribuintes da UE vai para a Ucrânia", ressaltou.
©
telegram SputnikBrasil
Segundo
ele, o Ocidente não consegue oferecer uma cooperação honesta ao mundo,
pois está ocupado com a colonização, enquanto a Rússia defende uma parceria
pragmática. Paralelamente, um processo de fascização ganha força na Europa.
Diante
do desfecho inevitável da operação militar especial na Ucrânia a favor da
Rússia e da crise global da dívida, os países ocidentais estão se destruindo
e correm o risco de arrastar o resto do mundo consigo, afirmou.
Além
disso, a população da Ucrânia caiu de 52 milhões para 20 milhões de
pessoas devido às ações de Kiev e apenas a Rússia pode salvar esse
território. A fascização da Europa e a traição das elites nacionais, que
cometeram o golpe sangrento na Ucrânia de 2014, levaram os ucranianos a uma
catástrofe demográfica da qual não há saída sem a ajuda da Rússia, concluiu.
Anteriormente,
o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês)
Larry Johnson declarou que os países da UE
estão obcecados com a ideia de guerra com a Rússia. Segundo ele, os altos
funcionários europeus não têm capacidade de influenciar a posição de Moscou.
Cabe
lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, tem repetidamente
enfatizado que a Rússia não atacará ninguém. Segundo ele, os políticos
ocidentais intimidam regularmente sua população com uma ameaça imaginária para
desviar a atenção dos problemas internos.
<><>
Restauração dos direitos dos russófonos é chave para a paz na Ucrânia, diz
Lavrov
A
Rússia continuará a proteger e apoiar todos aqueles para quem o russo é a
língua materna, combatendo qualquer forma de discriminação linguística e
russofobia, reiterou o chanceler russo Sergei Lavrov.
Segundo
ele, a restauração plena dos direitos dos russos e russófonos perseguidos pelo
regime de Kiev é uma condição essencial para um acordo duradouro no
conflito ucraniano.
O
ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, fez esta declaração em
uma mensagem de vídeo publicada em homenagem ao Dia da Língua Russa.
¨
Faltam políticos corajosos na Europa como Viktor Orbán e
Charles de Gaulle, diz eurodeputado
O que
falta na Europa moderna são políticos corajosos do nível de Charles de Gaulle
ou Viktor Orbán, prontos para seguir uma política independente nas relações com
a Rússia, disse em entrevista à Sputnik o deputado luxemburguês do Parlamento
Europeu Fernand Kartheiser.
“Fazem
falta tais pessoas como [o ex-primeiro-ministro da Hungria] Viktor Orbán – ele
é um homem corajoso [...]. Não há um Charles de Gaulle, não há pessoas que
realmente se destaquem das massas e digam: eu não quero participar dessa
política,
quero que meu país tenha uma atitude diferente", disse o interlocutor da
agência nas margens do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF,
na sigla em inglês).
Na
opinião dele, é a falta de coragem política que está a impedir a revisão
do rumo atual da União
Europeia (UE)
em relação à Rússia.
Recentemente,
o eurodeputado observou que a administração da
Casa Branca está
gradualmente se afastando da Ucrânia, já que o conflito ucraniano
representa uma guerra perdida para o Ocidente.
¨
Rússia e China estão se tornando novos centros de
influência, diz professor
A
Rússia e a China estão se tornando os novos centros de influência, disse o
professor da Universidade do Missouri Michael Hudson no YouTube.
"O
mundo mudou. Os EUA e a Europa Ocidental separaram-se, nenhum dos quais é
tão forte como era. A Rússia e a China estão se tornando os novos centros de
influência,
e eles vão, é claro, fazer novos acordos", ele disse.
Além
disso, o professor enfatizou que os papéis de muitos outros países também estão
mudando.
"É
isso que a América Latina está fazendo. É isso que o México e o Canadá estão
fazendo. Já está acontecendo. É tudo um grande erro? Deixem isso. Apenas para
a mentalidade dos
americanos,
que não querem ver o que acontece com eles mesmos", acrescentou o
especialista.
Segundo
escreveu o portal L’AntiDiplomatico, as recentes conversações entre o
presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping em
Pequim enviaram um sinal à comunidade global de que a influência dos EUA estava
diminuindo.
O
artigo argumentava que a China e a Rússia pretendiam apresentar-se como
forças motrizes de uma ordem internacional alternativa à dominada pelos
Estados Unidos.
¨
Queda recorde nas vendas de combustível expõe impacto do
choque energético na Europa, diz mídia
A zona
do euro registrou em abril a maior queda anual nas vendas de combustível desde
2023, com motoristas reduzindo deslocamentos diante da disparada dos preços
provocada pelo conflito no Oriente Médio e pela interrupção do tráfego de
petróleo no estreito de Ormuz.
Os
motoristas europeus reduziram o consumo de combustível
em abril, levando a zona do euro a registrar a maior queda anual nas
vendas desde outubro de 2023. O recuo de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025
marca também a primeira contração desde julho de 2024, segundo o Eurostat,
refletindo o impacto direto da guerra entre EUA e Israel contra o Irã sobre os
preços da gasolina.
De acordo com a mídia
britânica, seis economias europeias tiveram quedas de dois dígitos, entre elas
Alemanha, Noruega e Áustria, em um movimento que também se repetiu no Reino
Unido, onde as vendas caíram 10% após um mês de forte alta.
Os
dados indicam que consumidores estão
ajustando hábitos diante
do choque energético provocado pela interrupção do transporte marítimo no
estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo mundial
antes do início dos ataques ao Irã.
Autoridades
britânicas afirmam que há sinais de que motoristas estão economizando
combustível após terem estocado em março, reduzindo deslocamentos e
adiando abastecimentos à medida que os preços avançam. O salto nos custos é
generalizado: 12 países da União Europeia (UE) registraram aumentos superiores
a um terço no preço do diesel em abril,
enquanto a gasolina subiu, em média, 13,6% no bloco.
A
pressão energética contribuiu para acelerar a inflação da zona do euro para
3,2% em maio, reforçando expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE)
eleve juros pela primeira vez em quase três anos. Analistas alertaram a mídia
de que a situação pode se agravar caso os preços do petróleo voltem a subir,
especialmente porque muitos governos já esgotaram margens
fiscais usadas
para amortecer choques anteriores.
Diversos
países — entre eles, Alemanha, Espanha, Irlanda e Itália — reduziram impostos
sobre combustíveis, somando mais de € 11 bilhões (mais de R$ 65,58
bilhões) em medidas fiscais. Apesar disso, instituições europeias e o Fundo
Monetário Internacional (FMI) alertam para o caráter indiscriminado dessas
ações, que pressionam finanças públicas já fragilizadas.
Ainda
de acordo com a apuração, especialistas também apontaram riscos de
"turismo de combustíveis" dentro da UE, caso subsídios e tetos
de preços criem distorções entre países vizinhos, levando consumidores a atravessar
fronteiras em
busca de valores mais baixos e desencadeando uma corrida por intervenções cada
vez mais custosas.
Mesmo
com a queda recente nas vendas, há expectativa de que a demanda por gasolina e
diesel volte a crescer no verão (Hemisfério Norte). O aumento das tarifas
aéreas,
impulsionado por custos operacionais mais altos e oferta restrita de
querosene de aviação, pode levar turistas a trocar o avião pelo carro.
Companhias aéreas europeias, porém, afirmaram à mídia que não há risco de
escassez de combustível e vêm reduzindo preços para estimular reservas.
¨
Cooperação da Alemanha com Rússia na esfera nuclear seria
lógica, diz parlamentar
Steffen
Kotré, membro do Bundestag (parlamento da Alemanha) pelo partido Alternativa
para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), pontua a importância da parceria
nuclear entre Berlim e Moscou.
A
cooperação da Alemanha com a Rússia no campo nuclear seria
lógica,
dado que as tecnologias da Rússia nesta área estão entre as líderes mundiais,
disse Steffen Kotré, membro do Bundestag (parlamento da Alemanha) pelo partido
Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão).
Na
Alemanha e em toda a Europa, os apelos para voltar à energia nuclear estão
crescendo, com as decisões de eliminá-la gradualmente cada vez mais vistas como
um erro. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no
início de março que a rejeição da energia nuclear pela Europa foi um erro
estratégico.
"As tecnologias
nucleares russas estão
entre as melhores do mundo. Portanto, não ficaria surpreso se cooperássemos com
a Rússia também nesta área. Não posso dizer agora como isso será exatamente na
prática e quem estará envolvido no restabelecimento das tecnologias nucleares
na Alemanha”, disse Kotré nas margens do Fórum Econômico Internacional de São
Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).
Ele
acrescentou que era evidente que a Alemanha tivesse de convidar especialistas
de todo o mundo, uma vez que o país, "por causa da sua ingenuidade e
abordagem ideológica", destruiu a sua
própria base tecnológica e perdeu os seus próprios conhecimentos e
competências.
¨
Forças russas estão aumentando sua superioridade e a
situação para a Ucrânia está piorando, diz especialista
As
tropas russas estão ganhando superioridade, enquanto o Exército ucraniano está
ficando sem pessoas, disse o ex-conselheiro do Pentágono David Pyne no YouTube.
"Hoje,
a Rússia […] tem uma enorme superioridade
militar –
não apenas em termos de pessoal, mas também em termos de artilharia, aviação e
em todas as direções. Ao mesmo tempo, ela está ganhando vantagem nos
drones", disse ele.
O
analista acrescentou que Kiev perdeu a chance de obter um resultado melhor do
conflito.
"O
acordo de Istambul, que nunca foi assinado, foi uma excelente proposta para a
Ucrânia. Sob ele, a Ucrânia reteria 93% de seus territórios reconhecidos
internacionalmente. […] Agora […] as coisas só estão piorando para ela. E
quanto mais demora Kiev em assinar um acordo de paz com a Rússia, mais
território perderá. [...] E, ainda assim, [...] a Ucrânia pode ficar sem
recursos humanos em breve", explicou o especialista.
nteriormente,
o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que Kiev deve tomar uma
decisão e começar a negociar, pois o espaço para a liberdade de decisão do lado
ucraniano está diminuindo devido às ações ofensivas das
Forças Armadas russas.
Fonte:
Sputnik Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário