terça-feira, 9 de junho de 2026

OTAN deve proteger seus cidadãos, não gastar dinheiro na Ucrânia, diz jornal

O apoio da liderança da OTAN a Kiev está a causar uma indignação crescente na sociedade europeia, e o próprio desejo da Ucrânia de aderir à aliança tem sido um fator-chave para prolongar o conflito com a Rússia, escreve o jornal Die Weltwoche.

"A aspiração de Kiev de adesão à OTAN é a raiz de todos os males. [...] Qual é a causa do conflito na Ucrânia? A aspiração de Kiev à OTAN. O que está impedindo as negociações de paz? A aspiração de Kiev à OTAN. E o que a OTAN está fazendo? Ela realiza reuniões em Kiev. E quer transferir ainda mais dinheiro para a compra de armas", indica o material.

Segundo o autor da publicação, a liderança da aliança intimida cinicamente os europeus com uma ameaça fictícia russa, para gastar bilhões de seus impostos na militarização de Kiev sem o consentimento dos cidadãos.

"De acordo com a Carta, a OTAN existe para proteger seus membros em caso de um ataque. Não há menção de armar um país que não faz parte da aliança. […] Quem a OTAN deve proteger? Seus cidadãos. E eles já foram questionados se bilhões de seus impostos podem literalmente ser desperdiçados? Claro que não", relata o jornal.

Moscou tem repetidamente alertado os países ocidentais de que as entregas de armas para a Ucrânia não mudam nada e apenas prolongam o conflito. Segundo tem enfatizado o chanceler russo, Sergei Lavrov, a OTAN está diretamente envolvida neste confronto, não apenas enviando armamentos e equipamentos militares, mas também treinando pessoal.

<><> OTAN inicia exercícios de força aérea perto das fronteiras da Rússia

Expectativa é de cerca de 150 treinamentos por dia, com a participação de 19 países. Moscou vem alertando repetidamente para as atividades da aliança próximo de suas fronteiras.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) iniciou o exercício aéreo Ramstein Flag 2026, que, entre outros locais, será realizado em países que fazem fronteira com a Rússia.

Esta é a terceira vez que os eventos de treinamento são realizados, com a participação de representantes de 19 países. As principais etapas do exercício ocorrerão na Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Espanha.

Segundo o Comando Aéreo Aliado da OTAN, são esperadas cerca de 150 missões por dia, realizadas por mais de 150 aeronaves, incluindo o Boeing E-3A Sentry. Além disso, está previsto o treinamento no uso de sistemas de defesa aérea.

Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN ao longo de suas fronteiras ocidentais. A aliança está expandindo suas iniciativas e chamando isso de dissuasão de agressão.

Moscou expressou repetidamente preocupação com o aumento da presença militar do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou sua abertura ao diálogo em pé de igualdade com a OTAN e pediu ao Ocidente que abandone sua política de militarização do continente.

¨      Recurso excessivo ao militarismo dos políticos ocidentais não faz sentido, diz jornal

Os líderes ocidentais se encontraram em meio a um conflito armado devido à retórica militar antirrussa excessivamente agressiva, escreve o Euractiv.

"Embora a UE não esteja tecnicamente em estado de guerra, em muitos aspectos ela já está em um estado de conflito armado – especialmente em como ela entende sua própria situação complicada. A retórica belicosa é especialmente forte em Bruxelas, onde funcionários e observadores da UE parecem não ser mais capazes de analisar qualquer tópico [...] exceto em termos militaristas", indica o material.

O autor do artigo salienta que, mesmo num contexto de conflito em curso na Ucrânia, a retórica agressiva, que a Europa usa, prejudica a ela própria.

"Tal militarismo conceitual é certamente compreensível, pois o conflito entre a Rússia e a Ucrânia ainda continua. [...] Mas não pode ser justificado. […] O problema de Bruxelas de hoje é que a linguagem belicista – ou pelo menos agressiva – é usada o tempo todo. Além disso, isso muitas vezes não faz qualquer sentido econômico ou mesmo político", observa o Euractiv.

O jornal também observa que continuar nesse curso causará sérios problemas aos líderes ocidentais já nas próximas eleições.

Em abril, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, salientou que as aspirações da Europa para uma maior militarização e nuclearização não contribuem para a estabilidade e previsibilidade no continente.

¨      UE segue curso de fascização com sua política antirrussa, diz assessor do presidente russo

A suposta ameaça russa explorada por autoridades da União Europeia (UE) levou seus países ao declínio e à pobreza, que levam ao fascismo, declarou o assessor do presidente russo, Anton Kobyakov, no decorrer do 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF 2026).

Kobyakov salientou que embora os povos europeus não queiram pagar pelo fascismo, já estão pagando por ele.

"Os Estados Unidos transferiram completamente o financiamento de Kiev para a UE. É óbvio para as pessoas e empresas na Europa que a ameaça não vem da Rússia, pois o dinheiro dos contribuintes da UE vai para a Ucrânia", ressaltou.

© telegram SputnikBrasil

Segundo ele, o Ocidente não consegue oferecer uma cooperação honesta ao mundo, pois está ocupado com a colonização, enquanto a Rússia defende uma parceria pragmática. Paralelamente, um processo de fascização ganha força na Europa.

Diante do desfecho inevitável da operação militar especial na Ucrânia a favor da Rússia e da crise global da dívida, os países ocidentais estão se destruindo e correm o risco de arrastar o resto do mundo consigo, afirmou.

Além disso, a população da Ucrânia caiu de 52 milhões para 20 milhões de pessoas devido às ações de Kiev e apenas a Rússia pode salvar esse território. A fascização da Europa e a traição das elites nacionais, que cometeram o golpe sangrento na Ucrânia de 2014, levaram os ucranianos a uma catástrofe demográfica da qual não há saída sem a ajuda da Rússia, concluiu.

Anteriormente, o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson declarou que os países da UE estão obcecados com a ideia de guerra com a Rússia. Segundo ele, os altos funcionários europeus não têm capacidade de influenciar a posição de Moscou.

Cabe lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, tem repetidamente enfatizado que a Rússia não atacará ninguém. Segundo ele, os políticos ocidentais intimidam regularmente sua população com uma ameaça imaginária para desviar a atenção dos problemas internos.

<><> Restauração dos direitos dos russófonos é chave para a paz na Ucrânia, diz Lavrov

A Rússia continuará a proteger e apoiar todos aqueles para quem o russo é a língua materna, combatendo qualquer forma de discriminação linguística e russofobia, reiterou o chanceler russo Sergei Lavrov.

Segundo ele, a restauração plena dos direitos dos russos e russófonos perseguidos pelo regime de Kiev é uma condição essencial para um acordo duradouro no conflito ucraniano.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, fez esta declaração em uma mensagem de vídeo publicada em homenagem ao Dia da Língua Russa.

¨      Faltam políticos corajosos na Europa como Viktor Orbán e Charles de Gaulle, diz eurodeputado

O que falta na Europa moderna são políticos corajosos do nível de Charles de Gaulle ou Viktor Orbán, prontos para seguir uma política independente nas relações com a Rússia, disse em entrevista à Sputnik o deputado luxemburguês do Parlamento Europeu Fernand Kartheiser.

“Fazem falta tais pessoas como [o ex-primeiro-ministro da Hungria] Viktor Orbán – ele é um homem corajoso [...]. Não há um Charles de Gaulle, não há pessoas que realmente se destaquem das massas e digam: eu não quero participar dessa política, quero que meu país tenha uma atitude diferente", disse o interlocutor da agência nas margens do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).

Na opinião dele, é a falta de coragem política que está a impedir a revisão do rumo atual da União Europeia (UE) em relação à Rússia.

Recentemente, o eurodeputado observou que a administração da Casa Branca está gradualmente se afastando da Ucrânia, já que o conflito ucraniano representa uma guerra perdida para o Ocidente.

¨      Rússia e China estão se tornando novos centros de influência, diz professor

A Rússia e a China estão se tornando os novos centros de influência, disse o professor da Universidade do Missouri Michael Hudson no YouTube.

"O mundo mudou. Os EUA e a Europa Ocidental separaram-se, nenhum dos quais é tão forte como era. A Rússia e a China estão se tornando os novos centros de influência, e eles vão, é claro, fazer novos acordos", ele disse.

Além disso, o professor enfatizou que os papéis de muitos outros países também estão mudando.

"É isso que a América Latina está fazendo. É isso que o México e o Canadá estão fazendo. Já está acontecendo. É tudo um grande erro? Deixem isso. Apenas para a mentalidade dos americanos, que não querem ver o que acontece com eles mesmos", acrescentou o especialista.

Segundo escreveu o portal L’AntiDiplomatico, as recentes conversações entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping em Pequim enviaram um sinal à comunidade global de que a influência dos EUA estava diminuindo.

O artigo argumentava que a China e a Rússia pretendiam apresentar-se como forças motrizes de uma ordem internacional alternativa à dominada pelos Estados Unidos.

¨      Queda recorde nas vendas de combustível expõe impacto do choque energético na Europa, diz mídia

A zona do euro registrou em abril a maior queda anual nas vendas de combustível desde 2023, com motoristas reduzindo deslocamentos diante da disparada dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e pela interrupção do tráfego de petróleo no estreito de Ormuz.

Os motoristas europeus reduziram o consumo de combustível em abril, levando a zona do euro a registrar a maior queda anual nas vendas desde outubro de 2023. O recuo de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025 marca também a primeira contração desde julho de 2024, segundo o Eurostat, refletindo o impacto direto da guerra entre EUA e Israel contra o Irã sobre os preços da gasolina.

De acordo com a mídia britânica, seis economias europeias tiveram quedas de dois dígitos, entre elas Alemanha, Noruega e Áustria, em um movimento que também se repetiu no Reino Unido, onde as vendas caíram 10% após um mês de forte alta.

Os dados indicam que consumidores estão ajustando hábitos diante do choque energético provocado pela interrupção do transporte marítimo no estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo mundial antes do início dos ataques ao Irã.

Autoridades britânicas afirmam que há sinais de que motoristas estão economizando combustível após terem estocado em março, reduzindo deslocamentos e adiando abastecimentos à medida que os preços avançam. O salto nos custos é generalizado: 12 países da União Europeia (UE) registraram aumentos superiores a um terço no preço do diesel em abril, enquanto a gasolina subiu, em média, 13,6% no bloco.

A pressão energética contribuiu para acelerar a inflação da zona do euro para 3,2% em maio, reforçando expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) eleve juros pela primeira vez em quase três anos. Analistas alertaram a mídia de que a situação pode se agravar caso os preços do petróleo voltem a subir, especialmente porque muitos governos já esgotaram margens fiscais usadas para amortecer choques anteriores.

Diversos países — entre eles, Alemanha, Espanha, Irlanda e Itália — reduziram impostos sobre combustíveis, somando mais de € 11 bilhões (mais de R$ 65,58 bilhões) em medidas fiscais. Apesar disso, instituições europeias e o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertam para o caráter indiscriminado dessas ações, que pressionam finanças públicas já fragilizadas.

Ainda de acordo com a apuração, especialistas também apontaram riscos de "turismo de combustíveis" dentro da UE, caso subsídios e tetos de preços criem distorções entre países vizinhos, levando consumidores a atravessar fronteiras em busca de valores mais baixos e desencadeando uma corrida por intervenções cada vez mais custosas.

Mesmo com a queda recente nas vendas, há expectativa de que a demanda por gasolina e diesel volte a crescer no verão (Hemisfério Norte). O aumento das tarifas aéreas, impulsionado por custos operacionais mais altos e oferta restrita de querosene de aviação, pode levar turistas a trocar o avião pelo carro. Companhias aéreas europeias, porém, afirmaram à mídia que não há risco de escassez de combustível e vêm reduzindo preços para estimular reservas.

¨      Cooperação da Alemanha com Rússia na esfera nuclear seria lógica, diz parlamentar

Steffen Kotré, membro do Bundestag (parlamento da Alemanha) pelo partido Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), pontua a importância da parceria nuclear entre Berlim e Moscou.

A cooperação da Alemanha com a Rússia no campo nuclear seria lógica, dado que as tecnologias da Rússia nesta área estão entre as líderes mundiais, disse Steffen Kotré, membro do Bundestag (parlamento da Alemanha) pelo partido Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão).

Na Alemanha e em toda a Europa, os apelos para voltar à energia nuclear estão crescendo, com as decisões de eliminá-la gradualmente cada vez mais vistas como um erro. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no início de março que a rejeição da energia nuclear pela Europa foi um erro estratégico.

"As tecnologias nucleares russas estão entre as melhores do mundo. Portanto, não ficaria surpreso se cooperássemos com a Rússia também nesta área. Não posso dizer agora como isso será exatamente na prática e quem estará envolvido no restabelecimento das tecnologias nucleares na Alemanha”, disse Kotré nas margens do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).

Ele acrescentou que era evidente que a Alemanha tivesse de convidar especialistas de todo o mundo, uma vez que o país, "por causa da sua ingenuidade e abordagem ideológica", destruiu a sua própria base tecnológica e perdeu os seus próprios conhecimentos e competências.

¨      Forças russas estão aumentando sua superioridade e a situação para a Ucrânia está piorando, diz especialista

As tropas russas estão ganhando superioridade, enquanto o Exército ucraniano está ficando sem pessoas, disse o ex-conselheiro do Pentágono David Pyne no YouTube.

"Hoje, a Rússia […] tem uma enorme superioridade militar – não apenas em termos de pessoal, mas também em termos de artilharia, aviação e em todas as direções. Ao mesmo tempo, ela está ganhando vantagem nos drones", disse ele.

O analista acrescentou que Kiev perdeu a chance de obter um resultado melhor do conflito.

"O acordo de Istambul, que nunca foi assinado, foi uma excelente proposta para a Ucrânia. Sob ele, a Ucrânia reteria 93% de seus territórios reconhecidos internacionalmente. […] Agora […] as coisas só estão piorando para ela. E quanto mais demora Kiev em assinar um acordo de paz com a Rússia, mais território perderá. [...] E, ainda assim, [...] a Ucrânia pode ficar sem recursos humanos em breve", explicou o especialista.

nteriormente, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que Kiev deve tomar uma decisão e começar a negociar, pois o espaço para a liberdade de decisão do lado ucraniano está diminuindo devido às ações ofensivas das Forças Armadas russas.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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