O
temor de Trump de que nova troca de ataques entre Israel e Irã atrapalhe
negociações entre EUA e iranianos
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a advertir Israel para não retaliar
ataques realizados pelo Irã — depois que os dois países voltaram a disparar um
contra o outro pela primeira vez em dois meses.
Na
avaliação da editora de América do Norte da BBC, Sarah Smith, Trump teme que
retaliações israelenses contra o Irã atrapalhem as negociações entre americanos e
iranianos pelo fim do conflito.
"Ataques
israelenses estão sendo realizados apesar de o primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu ter sido instruído a não retaliar pelo presidente dos EUA, Donald
Trump, que já estava irritado com o fato de o premiê israelense ter ignorado
seus alertas para não atacar Beirute (capital do
Líbano)", analisa a editora.
Uma
autoridade dos EUA citada pelo site de notícias Axios afirmou que Trump disse a
Netanyahu para aguardar porque, em suas palavras, "estamos perto em termos
de chegar a um acordo".
Trump
instou o Irã a retornar à mesa de negociações após o
lançamento de mísseis contra o norte de Israel. Em entrevista à emissora
americana Fox News, Trump enviou um recado ao Irã: "Vocês lançaram seus
mísseis. Isso já basta. Voltem à mesa de negociações e façam um acordo."
Mais
tarde, ao Financial Times, Trump declarou que Netanyahu não teria outra escolha
senão aceitar qualquer acordo que os EUA fecharem com o Irã.
"Ele
não terá escolha", disse Trump ao jornal britânico por telefone.
"Quem manda sou eu. Eu tomo todas as decisões. Ele [Netanyahu] não manda
em nada."
Trump
disse ao Financial Times que os mais recentes ataques no Oriente Médio não
tiveram "nenhum impacto no acordo".
"Veremos
como isso termina", disse Trump. "É uma daquelas coisas que já dura 3
mil anos, ou 47 anos, dependendo de como se conta."
Trump
não negou relatos de que, na semana passada, em conversa por telefone com o premiê
israelense, ele teria gritado e xingado Netanyahu usando
palavrões devido à intensificação dos ataques israelenses ao Líbano.
Trump
sugeriu que os EUA e Irã estão muito próximos de concluir um acordo — algo que
ele já repetiu diversas vezes. O presidente dos EUA reiterou essa mensagem ao
Canal 12 de Israel, dizendo que não queria ver "um ataque adicional esta
noite", segundo o jornal Times of Israel.
"Os
ataques iranianos não prejudicaram ninguém", disse Trump. "Cada um se
divertiu. Israel teve seu ataque e o Irã teve o seu. Não precisamos de
outro."
Ele
acrescentou que ligaria para Netanyahu "agora mesmo e diria para ele não
retaliar".
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Riscos para o cessar-fogo
Um
cessar-fogo entre os EUA e o Irã entrou em vigor em 8 de abril. Israel apoiou o
acordo, mas afirmou que ele "não inclui o Líbano".
Desde
então, o frágil cessar-fogo tem sido testado e houve mensagens contraditórias
sobre o progresso de um acordo entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra.
O Irã
voltou a disparar contra Israel na manhã desta segunda-feira (08/06), após as
forças armadas israelenses afirmarem que realizaram ataques contra alvos
militares no centro e no oeste do Irã nas primeiras horas do dia.
Israel
disse ter agido em retaliação a um ataque com mísseis iranianos contra o norte
de Israel no domingo — que, por sua vez, teria sido uma resposta iraniana a
ataques israelenses contra o Hezbollah em Beirute, onde pelo menos duas pessoas
teriam sido mortas.
Esta
foi a primeira vez que Israel atacou o Irã desde que o cessar-fogo entrou em
vigor há exatamente dois meses, segundo a correspondente da BBC News no Oriente
Médio, Yolande Knell. A mídia estatal iraniana relatou explosões em Teerã,
Isfahan, Tabriz e Najafabad.
Na
noite de domingo, mísseis iranianos foram disparados contra o norte de Israel —
também pela primeira vez desde a trégua de abril. Foguetes iranianos foram
lançados contra Jerusalém e o centro e o sul de Israel.
Em mais
um sinal da escalada da tensão, na manhã desta segunda-feira um míssil também
foi lançado contra Israel a partir do Iêmen — onde estão baseados os rebeldes
houthis, apoiados pelo Irã.
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Irã e Israel trocam ataques pela 1ª vez após cessar-fogo
As
Forças de Defesa de Israel (FDI) comunicaram nesta segunda-feira (08/06) terem
atacado "alvos militares" no oeste e centro do Irã, horas depois de Teerã lançar mísseis contra Israel como
represália pelos ataques israelenses contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano.
"A
Força Aérea israelense atacou alvos militares (...) no oeste e centro do
Irã", disseram as FDI numa breve mensagem em seu perfil na plataforma
Telegram.
Já a
agência de notícias iraniana Fars informou em suas redes sociais sobre
explosões em áreas das cidades de Teerã, Isfahan e Tabriz.
A
ofensiva israelense aconteceu após o lançamento no domingo, por parte do Irã,
de várias salvas de mísseis contra Israel, de acordo com a rede de televisão
estatal iraniana Irib, no primeiro ataque de Teerã a Tel Aviv desde o frágil
cessar-fogo firmado em abril.
A
emissora mostrou imagens de mísseis sobrevoando o céu na província de
Kermanshah e de pessoas comemorando a nova ofensiva nas ruas. Citando as
forças armadas iranianas, a TV afirmou que "se Israel responder aos
ataques iranianos ou não parar seus ataques ao Líbano, os ataques iranianos
continuarão". Um dos alvos visados foi a base aérea Ramat David, ao sul de
Haifa.
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"Aviso" iraniano
A Guarda Revolucionária iraniana
descreveu o ataque como um "aviso", alertando que se o conflito em
larga escala for retomado, "as respostas serão mais amplas e incluirão
todos os alvos americanos-sionistas na região".
O
Exército de Israel disse que interceptou todos os mísseis vindos do Irã, mas
alertou que "a defesa não é hermética". Múltiplas explosões foram
ouvidas no norte de Israel, mas não houve comentário imediato do Hezbollah, que
costuma visar a região. Não há relatos de feridos.
O Irã
já havia antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem
ocorrendo, tomaria represálias, por considerar que o cessar-fogo que alcançou
com os EUA em 8 de abril inclui o país árabe. Já as forças israelenses
garantiram que interceptaram todos os mísseis lançados pelo Irã no domingo.
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Nova salva de mísseis iranianos
Nesta
segunda-feira, as FDI afirmaram também que detectaram uma nova salva de mísseis
lançados do Irã – a sexta desde o início da recente escalada dos combates, no
dia anterior.
"Há
pouco, as FDI identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do
Estado de Israel. Sistemas de defesa estão em operação para interceptar a
ameaça", declararam as forças militares israelenses.
Esta
mais recente escalada nos combates coloca em risco as
negociações promovidas pelos Estados Unidos para conter a guerra no Oriente
Médio.
Os
mísseis iranianos foram lançados no domingo como retaliação o ataque israelense lançado horas antes contra dois
edifícios na região suburbana do sul de Beirute conhecida como Dahiye, onde ao
menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas neste domingo. Israel alega
que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.
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Trump mostra irritação com Israel
O
bombardeio de Israel a Beirute, feito sem aviso prévio, contrariou apelos do
governo americano, que tenta negociar com o Irã. O regime em Teerã é aliado
do Hezbollah, e tem condicionado
um acordo de paz ao fim da ofensiva israelense no Líbano.
Israel,
por sua vez, afirmou ter reagido em resposta a um ataque do Hezbollah ao norte
de Israel mais cedo no mesmo dia.
A
escala de tensões ocorre poucos dias após os governos do Líbano e de Israel
concordarem com um cessar-fogo em negociações mediadas pelos Estados Unidos – o
Hezbollah rejeitou o acordo.
Após o
Irã lançar seus mísseis, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à emissora Fox News que gostaria de
ver Teerã de volta à mesa de negociações. Ele também afirmou que o ataque de
Israel ao Líbano mais cedo não foi coordenado com Washington. "Não estou
feliz com isso", queixou-se sobre Tel Aviv.
Segundo
o portal Axios, Trump falou com o presidente israelense Benjamin Netanyahu logo depois por
telefone para pedir que não responda aos mísseis iranianos.
"Cada
um deles teve sua diversão. Israel teve seu bombardeio, e o Irã teve seu
bombardeio. Não precisamos de outro", disse, acrescentando que estaria
"muito perto" de um acordo final com o Irã. "Não quero que vá
pelos ares por causa do que está acontecendo agora."
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Explosões na Síria
"As
forças dos EUA em todo o Oriente Médio permanecem vigilantes e prontas”,
publicou o Comando Central dos EUA no X pouco antes dos lançamentos de mísseis
iranianos.
Jornalistas
da agência de notícias Associated Press relataram fortes explosões no céu sobre
Damasco. A mídia estatal da Síria atribuiu os estrondos às defesas aéreas
israelenses.
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'Seus dias estão contados' diz Irã a Israel; Trump pede a
Netanyahu para 'não retaliar'
Após o
início formal da ofensiva de Teerã contra Tel Aviv, o Ministério das Relações
Exteriores do Irã afirmou neste domingo (7) que, caso haja ação militar por
parte de Israel, haverá represálias.
"A
República Islâmica do Irã adverte que qualquer agressão do regime sionista
contra o Líbano [ou contra o Irã] receberá uma resposta esmagadora e abrangente
por parte das corajosas Forças Armadas iranianas", destacou um comunicado
divulgado pelo chanceler Abbas Araghchi.
Neste
domingo (7), o Irã atacou Israel em resposta aos bombardeios contra
Beirute por parte do governo de Banjamin Netanyahu, que rompeu a trégua no Líbano e
atacou prédios em Dahieh, bairro localizado no subúrbio de Beirute, deixando
duas pessoas mortas e mais de dez feridas, segundo as autoridades do país.
As
medidas tomadas contra o território israelense se devem às "reiteradas
violações do cessar-fogo de 10 de abril e às ações agressivas [de Tel Aviv]
contra o Líbano e a República Islâmica do Irã, incluindo a cumplicidade com o
Exército [dos Estados Unidos] nos ataques contra embarcações e alvos iranianos
nas regiões meridionais do país durante as últimas duas semanas".
Ao ser
informado sobre os ataques iranianos, o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, convidou Teerã a retornar à mesa de negociações e alcançar
um entendimento para pôr fim ao conflito.
Trump
comentou em suas redes sociais que ligaria para Netanyahu para lhe dizer que
não retaliasse: "Cada um teve sua vez. Israel fez seu ataque e o Irã fez o
seu. Não precisamos de outro", declarou ele ao acrescentar que os
ataques iranianos "não prejudicaram ninguém" e alertar que outra
resposta israelense poderia prolongar a escalada.
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'Seus dias estão contatos'
O
aiatolá Mojtaba Khamenei publicou uma
mensagem após o início da ofensiva iraniana contra Tel Aviv, desencadeada pelas
ações militares israelenses no sul do Líbano. "Os dias do regime
sionista cambaleante estão contados", escreveu ele.
Em 8 de
abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas no conflito
americano-israelense contra o Irã. As negociações posteriores realizadas em
Islamabad, no Paquistão, terminaram sem acordo definitivo, embora os combates
não tenham sido retomados oficialmente.
Ainda
assim, os EUA passaram a impor um bloqueio aos portos
iranianos,
enquanto a trégua acabou sendo prorrogada.
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'Não terá escolha': premiê israelense terá que aceitar o
acordo EUA-Irã, diz Trump
O
primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu será obrigado a aceitar
qualquer acordo dos EUA com o Irã, de acordo com o presidente dos EUA, Donald
Trump.
"Ele
não terá escolha [...], eu tomo todas as decisões. Ele [Netanyahu] não toma
decisões", disse Trump em uma
entrevista ao Financial Times.
Ontem
(7), em um comunicado, o chanceler iraniano Abbas Araghchi destacou que a
"República Islâmica do Irã adverte que qualquer agressão do regime
sionista contra
o Líbano [ou contra o Irã] receberá uma resposta esmagadora e abrangente
por parte das corajosas Forças Armadas iranianas".
No
domingo (7), o Irã atacou Israel em resposta aos bombardeios contra Beirute por
parte do governo de Benjamin Netanyahu, que rompeu a trégua no Líbano e atacou
prédios em Dahieh, bairro localizado no subúrbio de Beirute, deixando duas
pessoas mortas e mais de dez feridas, segundo as autoridades do país.
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Irã não precisa de dar garantias a ninguém sobre armas
nucleares, diz embaixador
O Irã
não precisa dar garantias sobre armas nucleares, uma vez que os objetivos de
sua criação estão ausentes da doutrina militar do país, disse o embaixador
iraniano em Moscou, Kazem Jalali.
O
presidente dos EUA, Donald Trump, havia declarado anteriormente que as
principais partes do acordo com o Irã deveriam ser acordos para navegação
segura no estreito de Ormuz e garantias
de Teerã de ausência de planos para desenvolver armas nucleares.
"Não
precisamos de dar garantias a ninguém. Em nossa doutrina militar, não há objetivo de criar
uma bomba nuclear", disse Jalali ao
jornal Izvestia.
O
diplomata observou que o falecido líder do Irã, Ali Khamenei, havia
repetidamente enfatizado que o país poderia ter desenvolvido armas
nucleares há
muito tempo, mas não estava perseguindo isso.
De
acordo com Jalali, os relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA) indicam que o Irã não estava desenvolvendo uma bomba atômica.
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EUA vão retirar urânio do Irã seja qual for o resultado
das negociações, diz Trump
Em
entrevista, presidente norte-americano diz que Washington está monitorando o
material nuclear iraniano e pretende extraí-lo haja acordo ou não; Irã diz que
discutirá o destino de seu urânio com a Rússia.
Os EUA
vão extrair urânio do território iraniano independentemente do resultado das
negociações com
a república islâmica. É o que afirmou neste domingo (7) o presidente
estadunidense, Donald Trump, em entrevista à NBC News.
"Se
fizermos um acordo e agora formos amigos, iremos todos juntos. Agora, se não
fizermos um acordo, vamos eliminá-los militarmente com muita força. E vamos
esperar até fazer isso antes de irmos [buscar o urânio]", disse Trump.
Ele
acrescentou que pretende destruir o estoque de urânio
enriquecido após extraí-lo do
território iraniano,
observando que está monitorando de perto as tentativas de retirada do material
nuclear do país persa contornando Washington, usando espaçonaves de vigilância.
"Temos
câmeras por toda parte [nas instalações nucleares do Irã]. Se alguém passasse
por lá, se você fosse até lá, eu conseguiria ler seu nome na sua lapela",
disse ele.
O líder
norte-americano afirmou que Washington sabe a localização de todos os
estoques de material nuclear do Irã e disse que sua operação contra o
Irã presta
um serviço ao mundo e aos EUA. Ele chamou o Irã de um país "poderoso"
e "muito perigoso".
A
Rússia ofereceu seus serviços para remover urânio enriquecido do Irã para
armazenamento no país, mas, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov,
Washington ainda não aceitou a proposta de Moscou.
Fonte:
BBC News Brasil/DW Brasil/Sputnik Brasil

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