O
verdadeiro impacto dos automóveis no planeta: como eles afetam o ar, o clima e
a sua saúde
O
impacto ambiental dos carros não vem apenas das emissões dos veículos. Todo o
ciclo de vida dos veículos motorizados pode ter grandes impactos negativos no
planeta. Dos materiais usados na produção à manutenção e muito mais, aqui estão
as principais preocupações quando se trata de carros e meio ambiente.
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1. Os carros geram uma enorme pegada de carbono
Os
carros consomem muita energia antes mesmo de chegarem às ruas. A produção
automotiva deixa uma pegada de carbono gigante porque usa materiais como aço,
borracha, vidro, plásticos, tintas e muitos outros, que devem ser criados antes
que um novo veículo esteja pronto para rodar.
Da
mesma forma, o fim da vida útil de um carro não marca o fim de seu impacto
ambiental. Isso porque plásticos, ácidos tóxicos de baterias e outros produtos
podem permanecer no meio ambiente muito tempo depois que o carro se torna
inoperante.
Felizmente,
os acúmulos de sucata estão se tornando muito menores do que eram no passado.
Cerca de três quartos de um carro médio atual, incluindo a maior parte da
estrutura de aço e as baterias dos veículos elétricos, podem ser reciclados.
Ainda
assim, os custos de produção, reciclagem e descarte para o meio ambiente são
difíceis de quantificar e, em grande parte, estão além do controle da maioria
dos consumidores.
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2. Os carros consomem combustíveis fósseis e geram emissões de CO₂
A maior
parte do impacto ambiental de um automóvel — talvez 80 a 90% — provém do
consumo de combustível e das emissões. Os cientistas climáticos já confirmaram
que a poluição atmosférica e os gases de Efeito Estufa provocam o aquecimento
global.
Os
derivados de petróleo, de onde vêm o combustível usado pelos automóveis,
levantam bandeiras vermelhas ambientais mesmo antes de serem queimados.
Extraí-los da terra é um processo que consome muita energia e pode danificar os
ecossistemas locais.
O
transporte de combustíveis também consome grandes quantidades de energia e
apresenta o risco de desastres ambientais ocasionais, como derramamentos de
óleo. À medida que a demanda mundial por energia aumenta, os impactos
ecológicos da extração de petróleo também podem se elevar drasticamente.
Essa é
mais uma razão pela qual a eficiência de combustível é tão importante. É
também, em parte, por isso que os veículos elétricos (EVs) podem ajudar a
reduzir os impactos ambientais. Eles não têm motores de combustão interna.
No
entanto, os EVs e os veículos elétricos híbridos plug-in (PHEV) ainda podem
impactar o meio ambiente devido à sua produção. Além disso, como os PHEVs
funcionam com gasolina e eletricidade, eles também podem ter emissões. No
entanto, esse impacto é difícil de medir devido a fatores que podem variar,
incluindo o funcionamento da bateria, a frequência de recarga e a forma como o
carro é conduzido.
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3. A poluição do ar vem majoritariamente dos automóveis, principalmente nas
grandes cidades
Os
carros e caminhões são os maiores prejudiciais à qualidade do ar. Um exemplo
está no que ocorre na cidade de São Paulo. Segundo um artigo do “Jornal da USP”
(o portal de notícias da Universidade de São Paulo), veículos movidos a diesel
(um dos derivados mais comuns do petróleo) – como caminhões e ônibus – “são os
responsáveis por cerca da metade da concentração de compostos tóxicos na
atmosfera, tais como benzeno, tolueno e material particulado”.
Trata-se
de um valor muito alto, indicam os pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP,
“considerando-se que ônibus e caminhões representam somente 5% da frota
veicular” da cidade, que possui cerca de 7 milhões de veículos.
Entre
as toxinas provenientes das emissões dos escapamentos, o óxido nitroso e o
monóxido de carbono são especialmente preocupantes. Eles saem dos escapamentos
ao nível da rua, onde os seres humanos respiram o ar poluído diretamente para
os pulmões.
Isso
pode tornar as emissões dos automóveis uma preocupação ainda mais imediata para
a saúde humana do que as toxinas emitidas no alto do céu pelas chaminés
industriais.
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4. A infraestrutura feita para os carros também gera impactos negativos
Outro
impacto associado aos carros é a construção de estradas para apoiá-los, bem
como a expansão urbana que tende a seguir em seu rastro, especialmente em
locais que carecem de transporte público adequado. A construção de estradas
também tem um grande impacto nas emissões e na vida selvagem.
Esses
efeitos são difíceis de quantificar e separar de outros fatores, como o
crescimento populacional e o consumo de recursos.
Infelizmente,
os impactos ambientais dos carros também não são facilmente resolvidos por
avanços tecnológicos, como eficiência de combustível e propulsão elétrica.
• Transporte sustentável: o que é e como
se caracteriza esse tipo de mobilidade?
Na
busca por um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação
ambiental, o conceito de transporte sustentável surge como um pilar fundamental
para a construção de um futuro mais verde e eficiente.
Pensando
nisso, a (ONU) Organização das Nações Unidas decidiu declarar o dia 26 de
novembro como o Dia Mundial do Transporte Sustentável. “Sistemas de transporte
seguros, acessíveis, baratos e sustentáveis para todos desempenham apoio ao
crescimento econômico, à melhoria do bem-estar social das pessoas e na promoção
da cooperação internacional e do comércio entre os países", defende a entidade.
Para
ajudar a elucidar algumas das dúvidas sobre o tema, National Geographic explora
o que exatamente o termo transporte sustentável significa e como reduzir sua
pegada de carbono enquanto uma pessoa estiver em trânsito.
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O que define uma forma de transporte como sustentável?
Em um
relatório de 2016, a ONU informa que o conceito de transporte sustentável se dá
quando "o fornecimento de serviços e infraestrutura para a mobilidade de
pessoas e mercadorias (que promovem o desenvolvimento econômico e social para o
benefício das gerações atuais e futuras) de forma segura, acessível, econômica,
eficiente e resiliente, minimizando o carbono e outras emissões e impactos
ambientais".
Por
isso mesmo, a transição da locomoção à base da queima de combustíveis fósseis
para o chamado transporte sustentável beneficia não só o meio ambiente, mas
também tem impactos positivos na economia e na sociedade.
Além de
fornecer serviços e infraestrutura para a mobilidade de pessoas e mercadorias,
as formas de transporte sustentáveis atuam como um acelerador transversal em
metas que incluem "erradicar a pobreza em todas as suas dimensões, reduzir
as desigualdades, capacitar as mulheres e combater a mudança climática",
explica a ONU sobre o tema.
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Transporte sustentável: como reduzir as emissões de carbono
Seja
para compromissos de trabalho ou atividades recreativas, as escolhas sobre como
as pessoas viajam para outros destinos, seja de carro, avião, bicicleta, por
meio de atividades esportivas, como corrida ou caminhada, ou usando o
transporte público, têm uma influência significativa nas emissões de carbono. É
por isso que a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda:
• Andar a pé ou de bicicleta: pois essas
são as formas de locomoção que menos geram emissões de carbono.
• Use o transporte público: a substituição
do uso do carro pelo transporte público pode reduzir a quantidade anual de
emissões de carbono por pessoa em até 2,2 toneladas.
• Compartilhamento de carro: se você não
tiver outra opção a não ser viajar de carro, o compartilhamento de carro
reduzirá as emissões de carbono em até 1 tonelada.
Como
ajudar mais? Viver sem carro pode reduzir a pegada de carbono anual em
aproximadamente 3,6 toneladas, conclui a instituição.
Fonte:National
Geographic Brasil

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